thumb|O Palácio dos Condes do Maine, atual sede da câmara municipal de Le Mans Palácio dos Condes do Maine (em francês: Palais des comtes du Maine, também referido como Château des Comtes du Maine) é o antigo paço dos condes do Maine, situado na cidade de Le Mans, no departamento de Sarthe, em França. Erguido sobre um palácio do governador romano do século III, foi ampliado pelos condes do Maine a partir do século X e esteve associado à ascensão da dinastia Plantageneta no século XII. Danificado por um incêndio em 1720, foi parcialmente reconstruído entre 1757 e 1764 sobre as antigas fundações medievais, servindo desde então de sede à câmara municipal (hôtel de ville) de Le Mans. Os vestígios do edifício medieval, nomeadamente a torre do Gros-Pilier, estão classificados como monumento histórico desde 1930.
História
Origens romanas e condal Segundo o inventário do património da Universidade de Le Mans, o edifício tem origem num palácio do governador romano, erguido no século III junto às muralhas defensivas da cidade. A partir do século X, os condes do Maine aproveitaram e ampliaram essa construção, transformando-a num complexo palaciano com dependências administrativas, aposentos privados e uma capela. O conjunto organizava-se em torno de dois polos, um secular — a aula comtal — e outro eclesiástico, a colegiada de Saint-Pierre-la-Cour.
Ligação à dinastia Plantageneta Em 1128, Godofredo V, Conde de Anjou casou, na catedral de Le Mans, com Matilde, a Imperatriz, união na origem da dinastia Plantageneta. O filho do casal, o futuro rei Henrique II de Inglaterra, nasceu em Le Mans em 1133, tendo o seu nascimento ocorrido no interior do próprio palácio. Já viúva de Ricardo Coração de Leão, a rainha Berengária de Navarra residiu também no paço, tendo morrido em Le Mans no final de 1230.
Guerra dos Cem Anos e ruína Durante a Guerra dos Cem Anos, o complexo foi reforçado do ponto de vista defensivo, período a que se atribui a construção da torre do Gros-Pilier, ainda hoje existente. Segundo a base Mérimée do Ministério da Cultura francês, a construção do conjunto estendeu-se entre os séculos XII e XV, encontrando-se já reduzido a ruínas em 1472.
Incêndio e reconstrução no século XVIII Em 1720, um incêndio danificou gravemente o que restava do antigo palácio. Entre 1757 e 1764, foram erguidos, sobre as fundações medievais, dois novos corpos perpendiculares que deram origem ao edifício atual, sede da câmara municipal de Le Mans.
Classificação como monumento histórico As ruínas do donjon conhecido por Gros-Pilier foram classificadas como monumento histórico por decisão de 9 de janeiro de 1930; os vestígios de torres e panos de muralha situados entre a Place du Château e a rua Robert-Triger foram, por sua vez, inscritos como monumento histórico em 19 de março de 1945.
Arquitetura e utilização atual O edifício apresenta um aspeto medieval nas fachadas voltadas para a avenida Rostov-sur-le-Don e para a rua da Comédie, enquanto o corpo voltado para a Place Saint-Pierre exibe uma fachada clássica em L, encimada por um frontão triangular. Continua a albergar a câmara municipal de Le Mans, acolhendo também exposições temporárias de entrada gratuita; no verão, é possível visitar gratuitamente a torre do Gros-Pilier.
Ver também Le Mans Condado de Maine Dinastia Plantageneta Hôtel de ville
Referências
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