Yael Esteban Martínez Velázquez (nascido em 1984) é um fotógrafo mexicano radicado em Guerrero que trabalha freelancer para a Magnum Photos. Seu trabalho é destacado por sua visão que reflete os paradigmas entre pertencimento e invisibilidade.

Biografia Yael teve 2 de seus familiares desaparecidos em Iguala de la Independencia. Iguala é o local onde 43 estudantes da Escola Normal Rural de Ayotzinapa foram rapto em 2014 e nunca mais encontrados. Além disso, vivenciou o falecimento de seu irmão na prisão, enquanto ele aguardava julgamento por acusações de comércio ilícito de entorpecentes. A partir de acontecimentos arraigados pela dor e pelo inconformismo, de maneira silenciosa e sensível, longe da espetacularização, o artista nos convida a reflexão sobre temas como arte, corrupção, cultura, violência e catarse pessoal.

Yael expressa um pouco do que conta em sua arte: “Eu queria mostrar as fraturas emocionais e psicológicas que acompanham essas perdas”, disse o Sr. Martínez. “Há medo e impotência porque você não consegue uma resposta. Há frustração. Você não consegue dormir. A rotina da sua vida foi destruída. Você nunca mais será o mesmo depois disso.”

Na segunda edição anual do Latin American Foto Festival, organizada pelo Bronx Documentary Center, Yael Martínez era um dos dez fotógrafos reunidos na exposição, em que retrata as lutas sociais, políticas, econômicas e humanitárias de cada país. Sua fotografia: "A Casa que Sangra" gira em torno dos 37.000 cidadãos desaparecidos no México e sua invisibilização. Sem fotojornalismo apelativo, Yael retrata de maneira serena, diferentes construções de sentido em situações cotidianas.

O que torna a experiência mais imersiva é que Yael perfura as fotografias e deixa a luz irradiar através dos furos. Seguindo uma linha pessoal, suas fotografias propõem conexão, mistério, resgate e ambiguidade. Em julho de 2026, no Rio de Janeiro, na Casa Museu Eva Klabin, Yael Martinéz é um dos artistas que compõem o arco do diálogo entre o acervo andino permanente de Eva Klabin e artistas contemporâneos. Motivada pela ideia de de reposicionar as temporalidades, em que o passado e o futuro não se sobrepoem, mas sim se tornam uma coisa só.

Prêmios

2016: Fundação Magnum, subsídio do Fundo de Emergência 2º Prêmio de 2019, Projetos de Longo Prazo, Histórias, World Press Photo, por The House That Bleeds 2019: Bolsa W. Eugene Smith, Fundo Memorial W. Eugene Smith, um prêmio de US$ 40.000

Ligações externas

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