O rompimento da barragem da Fazenda São Francisco da Rio Pomba Cataguases, em 10 de janeiro de 2007, resultou em um desastre com rejeitos de bauxita sob responsabilidade da empresa Mineradora Rio Pomba Cataguases.

A barragem da Fazenda São Francisco estava localizada no município brasileiro de Miraí, em Minas Gerais. Além desse município, o rompimento da barragem também afetou os municípios mineiros de Muriaé e Patrocínio do Muriaé, além dos municípios localizados no Rio de Janeiro: Laje do Muriaé e Itaperuna.

Histórico

Primeiro rompimento (2006) Antes do desastre do rompimento da barragem da Mineradora Rio Pomba Cataguases em 2007, a barragem já havia rompido em março de 2006. Nesse evento de 2006, cerca de 400 mil metros cúbicos de lama e bauxita atingiram o Rio Muriaé, afetando até a pesca em São João da Barra. Devido ao rompimento, o abastecimento de água chegou a ser interrompido devido a grande quantidade de argila no Rio Muriaé.

Segundo rompimento (2007) O segundo rompimento que originou o desastre de 10 de janeiro de 2007 foi ocasionado pelas fortes chuvas que caíram nos primeiros dias daquele ano sobre a região.

Em 2007, o rompimento provocou o vazamento de cerca de 2 milhões de m³ de lama, contendo bauxita e sulfato de alumínio. A lama atingiu o Rio Muriaé, um dos afluentes do Paraíba do Sul e afetou municípios de Minas Gerais como Miraí, Muriaé e Patrocínio do Muriaé, além de municípios do Rio de Janeiro: Laje do Muriaé, Itaperuna, Italva e Cardoso Moreira.

Um laudo divulgado em 22/02/2007, pelo Ministério Público Estadual – MPE, feito pela geóloga Marta Sawaya Miranda Camelo, demonstrou que a ruptura da barragem da Rio Pomba ocorreu por causa de um rebaixamento feito no local para facilitar a passagem de veículos.

Nos dias seguintes ao rompimento da barragem, o abastecimento de água de 2 mil pessoas foi prejudicado.

A estimativa de pessoas desabrigadas variou de 2 mil a 16 mil pessoas. O número de desalojados foi estimado em 6 mil pessoas nas cidades de Miraí e Patrocínio do Muriaé.

Em 15 de janeiro de 2007, cinco dias após o desastre, os danos provocados pelo vazamento para o estado do Rio de Janeiro foram estimados em R$ 1 milhão e o presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio (Cedae), Wagner Victer, ingressou na Justiça, com ação indenizatória contra a Mineradora Rio Pomba Cataguases para obter esse valor.

Após o desastre, as atividades da Mineração Rio Pomba Cataguases em Miraí foram embargadas, a empresa foi multada no patamar máximo e a barragem foi desativada.

Ver também Lista de rompimentos de barragens Rompimento de barragem em Mariana Rompimento de barragem em Brumadinho Problemas ambientais do Brasil

Ligações externas

Rompimento da barragem da Rio Pomba Cataguases na Wikidata

Categoria:Desastres em 2007 Categoria:2007 em Minas Gerais Categoria:Miraí Categoria:Desastres em Minas Gerais Categoria:Engenharia de minas Rio Pomba Cataguases Rio Pomba Cataguases Categoria:Acidentes na mineração Categoria:Mineração em Minas Gerais Categoria:Desastres de mineração no Brasil