O 2.º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-2) é uma unidade da Força Aeronaval da Marinha do Brasil sediada na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia. Ele atualmente opera aeronaves EC725 Super Cougar, designadas UH-15, UH-15A e AH-15B no Brasil, e historicamente o UH-14 Super Puma, de sua ativação em 1988 até 2018. Suas aeronaves são as maiores da Marinha e têm missões variadas de transporte de tropas e de carga, busca e salvamento e esclarecimento marítimo, entre outras. A variedade operacional do Super Cougar, a AH-15B, é armada de mísseis Exocet AM39.
Helicópteros Super Puma miniaturadaimagem|UH-14 de matrícula N-7077 decola do Minas Gerais|esquerda O esquadrão foi criado em 18 de setembro de 1986 e ativado em 25 de fevereiro de 1988 com o recebimento dos helicópteros UH-14 Super Puma, designação da Marinha do Brasil para o Airbus AS 332F1, a versão "navalizada" (Frégate) do helicóptero da empresa francesa Aérospatiale. O contrato foi assinado em 1985, aviadores e mecânicos foram enviados à França em 1986 e um núcleo para a formação de pilotos foi instalado em março de 1987. As aeronaves chegaram ao Brasil entre abril de 1987 e fevereiro de 1988. O novo esquadrão dividiu dependências com o 1.º Esquadrão de Helicópteros Antissubmarino (HS-1) até a construção do hangar n.° 5 da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, em setembro.
O contrato original era de seis AS 332F1, matriculados com os números N-7070 a N-7075. Em abril de 1994 vieram mais dois aparelhos, matriculados N-7076 e N-7077, que o fabricante agora designava AS 532 Mk1 Cougar. No Brasil, todos eram "UH-14". O N-7072 seria perdido num acidente em 18 de setembro de 1990. A versão naval brasileira do Super Puma recebeu do fabricante algumas adaptações para a operação embarcada no porta-aviões Minas Gerais (A-11), principalmente a capacidade de dobrar parte da cauda para a lateral e o recolhimento das pás do rotor principal para trás. Os Super Puma serviram até 2018. Além da Marinha, a Força Aérea Brasileira operou o AS332 M/M1, e a Aviação do Exército Brasileiro, o AS532UE.
Super Cougar miniaturadaimagem|AH-15B armado com um míssil Exocet No final de 2008 o Brasil e a França assinaram um acordo para a produção de cinquenta helicópteros EC 725 Super Cougar, ou H225M, derrotando outros dois concorrentes no programa H-X BR, o AgustaWestland EH101 e o Mil Mi-17. Pesaram a seu favor o uso prévio do Super Puma, do qual o Cougar é uma versão atualizada, e as boas relações com a França; o mesmo acordo deu origem ao Programa de Desenvolvimento de Submarinos, e discutia-se a compra de caças Rafale. Os helicópteros seriam produzidos sob licença pela Helibras. A Força Aérea Brasileira receberia dezoito, e a Aviação Naval e Aviação do Exército, dezesseis cada,. p. 25. o que abre possibilidades futuras de interoperabilidade.
Para a Marinha, o contrato foi de oito aeronaves na versão básica, designada UH-15, três numa versão intermediária de busca e resgate de combate (UH-15A) e cinco numa versão operacional (AH-15B). Os UH-15 têm matrículas de N-7101 em diante, os UH-15A, a partir de N-7201, e os AH-15B, a partir de N-4101. Em maio de 2022 a Marinha reduziu em um AH-15B seu pedido, trocando-o por mais helicópteros UH-12 Esquilo. O AH-15B é justamente a versão mais cara. Os planos originais eram de adquirir, a longo prazo, 37 helicópteros desse modelo, com os quais seriam formados três novos esquadrões.. Livro II, cap. 14.
A primeira unidade foi entregue em 2014. 14 aeronaves já haviam sido entregues ao final de 2022, incluindo três AH-15B. A quarta e última AH-15B estava em testes de voo em agosto de 2025. Os helicópteros foram divididos entre o HU-2, o 1.º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Norte (HU-41) e o 2.º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Sul (HU-51). Em janeiro de 2023 o HU-2 operava com dez helicópteros. Um de seus UH-15, de matrícula N-7016, caiu na Operação Formosa de 2023, deixando dois mortos e doze feridos. A última unidade de Super Cougar foi entregue à Marinha em dezembro de 2025, completando a frota do HU-2 com doze unidades. Outras três serviam no HU-41, em Belém.
Missões e capacidades miniaturadaimagem|Lançamento noturno de flare|esquerda A criação do HU-2 atendia a uma necessidade de aeronaves de emprego geral de porte maior do que os pequenos UH-12 Esquilo do 1.º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-1).. p. 128, 221. Desde a desativação dos Sikorsky S-55 e S-58, os trabalhos pesados haviam caído para os Sikorsky SH-3 Sea King do HS-1, obstruindo suas funções principais. A partir de então, as principais funções do HU-2 foram o transporte de fuzileiros navais e a guarda de aeronaves noturna em porta-aviões. Ele também pode realizar transporte de carga, evacuação aeromédica, combate a incêndio e busca e salvamento.
Para transporte de tropas, o Super Puma tinha capacidade para até vinte militares com seus equipamentos individuais, e o Super Cougar acomoda até 28. Para operações especiais, como as realizadas pelo Batalhão Tonelero e o Grupamento de Mergulhadores de Combate, os pousos convencionais dão lugar a técnicas como fast rope, rapel, penca e lançamentos de paraquedistas, muitas vezes navegando a baixa altitude e de noite. Para o transporte de carga externa, o Super Puma tinha capacidade de até três toneladas, e o Super Cougar, 3,8. São os helicópteros mais requisitados para o transporte de fuzileiros navais. Em São Pedro da Aldeia, o HU-2 e HS-1 revezam mensalmente a prontidão de uma aeronave para atender a qualquer pedido imprevisto de transporte ou evacuação aeromédica, com o helicóptero já configurado com maca e espaço para uma equipe médica.. p. 46-48.
miniaturadaimagem|Exercício de rapel com um UH-15 Os Super Cougar são as maiores aeronaves da Marinha e só embarcam em alguns navios. Em 2023, eram o Atlântico (A140), Bahia (G40), Almirante Saboia (G25), Mattoso Maia (G28) e fragatas da classe Niterói. Historicamente os Super Puma embarcaram em porta-aviões como o São Paulo (A-12). Em terra, o esquadrão já operou na Amazônia, Pantanal, Cerrado e Caatinga.
O Super Puma tinha uma capacidade de esclarecimento marítimo através do seu radar meterológico Bendix RDR 1400C, mas não equipava mísseis. Esta capacidade distingue o AH-15B ou H255M Naval, a versão mais complexa do Super Cougar, desenvolvida especificamente para a Marinha. Ele conta com sistemas de ataque antinavio modernos: mísseis Exocet AM39 B2M2, sistema "chaff & flare", radar tático APS-143 e equipamento FLIR Star Safire III, integrados por um sistema de gerenciamento de dados táticos de missão (NTDMS). Estas capacidades igualam o AH-15B ao SH-16 Seahawk em esclarecimento marítimo e o superam em combate antissuperfície, potencialmente letal contra navios inimigos. O UH-15A não tem esse armamento, mas pode sobreviver em ambientes hostis com seu sistema de detecção de ameças infravermelho, radar e laser, supressor de calor dos motores e lançadores de "chaff & Flare".. p. 82, 88.
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