Barro Vermelho e Mangal (também chamado de Mangal e Barro Vermelho) é uma comunidade remanescente de quilombo, população tradicional brasileira, localizada no município brasileiro de Sítio do Mato, na Bahia. A comunidade de Mangal e Barro Vermelho é formada por uma população de 156 famílias, distribuídas em uma área de 9041,7139 hectares, entre as fazendas Barro Vermelho, Talismã e Vale Verde. O território foi certificado como remanescente de quilombo (reminiscências históricas de antigos quilombos), pela Fundação Cultural Palmares, pela Portaria n° 35/2004.
Esta comunidade teve o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação publicado em 2009 (etapa da regularização fundiária), mas ainda está com a situação fundiária em análise (não titulada) no INCRA.INCRA. Acompanhamento dos processos de regularização quilombola. 11.08.2023. Acesso em: 19/09/2023. Atualmente, o território encontra-se parcialmente titulado em nome da associação da comunidade.
Nossa Senhora do Rosário foi escolhida padroeira da comunidade, que realiza uma novena em sua homenagem entre os dias 30 de setembro e 8 de outubro, todos os anos.
Tombamento O tombamento de quilombos é previsto pela Constituição Brasileira de 1988, bastando a certificação pela Fundação Cultural Palmares:
Portanto, a comunidade quilombola de Mangal e Barro Vermelho é um patrimônio cultural brasileiro, tendo em vista que recebeu a certificação de ser uma "reminiscência histórica de antigo quilombo" da Fundação Cultural Palmares no ano de 2004.
Situação territorial A comunidade foi constituída com a doação de algumas terras da fazenda de Mangal (criação de gado), pertencente ao capitão João. Gertrudes, filha do capitão, teve um romance com um escravo que trabalhava como vaqueiro na fazenda. João se afasta da fazenda e, depois de alguns anos, no período pós-abolição da escravatura, Gertrudes faz o mesmo após doar essas terras para Nossa Senhora do Rosário. A doação teria sido registrada em cartório de Correntina, mas os limites do território da comunidade teriam sido adulterados, e atualmente grande parte da área original estaria em posse de fazendeiros.
A falta do título da terra (regularização fundiária) cria para as comunidades quilombolas uma dificuldade de desenvolver a agricultura, além dos conflitos com os fazendeiros de suas regiões e a impossibilidade de solicitar políticas sociais e urbanas para melhorias de condições de vida, como infraestrutura urbana de redes de energia, água e esgoto.
Povos Tradicionais ou Comunidades Tradicionais são grupos que possuem uma cultura diferenciada da cultura predominante local, que mantêm um modo de vida intimamente ligado ao meio ambiente natural em que vivem. Através de formas próprias: de organização social, do uso do território e dos recursos naturais (com relação de subsistência), sua reprodução sócio-cultural-religiosa utiliza conhecimentos transmitidos oralmente e na prática cotidiana.
Pesquisas A comunidade quilombola de Mangal e Barro Vermelho foi tema de pesquisas acadêmicas.DUTRA, Nivaldo Osvaldo. Retalhos da memória: os negros de Mangal/Barro Vermelho - comunidade quilombola do Médio São Francisco-Bahia. 2015. 208p. Tese (Doutorado em História Social) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo. 2015.Sandra Nivia Soares de Oliveira. De mangazeiros a quilombolas: terra, educação e identidade em Mangal e Barro Vermelho. 2006. Dissertações (Mestrado em Educação) - UNEB, 2006.
Ver também
Escravidão no Brasil Movimento negro no Brasil Quilombo Titulação de Comunidades Quilombolas no Brasil Lista de comunidades quilombolas
Categoria:Comunidades quilombolas da Bahia