miniaturadaimagem|Letreiro na entrada do Quilombo de Tijuaçu Tijuaçu é uma comunidade remanescente de quilombo, população tradicional brasileira, localizada nos municípios brasileiros de Senhor do Bonfim, Filadélfia e Antonio Gonçalves, na Bahia. A comunidade de Tijuaçu é formada por uma população de 828 famílias, distribuídas em uma área de 8472,2214 hectares. O território foi certificado como remanescente de quilombo (reminiscências históricas de antigos quilombos) pela Fundação Cultural Palmares, pela Portaria n° 28/2005.

Esta comunidade teve o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação publicado em 2010 (etapa da regularização fundiária), mas ainda está com a situação fundiária em análise (não titulada) no INCRA.INCRA. Acompanhamento dos processos de regularização quilombola. 11.08.2023. Acesso em: 19/09/2023.

A comunidade foi fundada no começo do século XIX por Maria Rodrigues, conhecida como “Mariinha”, de nação Nagô. Ela fugiu de uma senzala de Salvador e se estabeleceu no Alto Bonito. Depois que se casou com um homem do Congo, eles fundaram o quilombo em terras antes da Fazenda Lagarto, de propriedade de Felipe Rodrigues da Silva e Joaquim Manoel de Santana.Carmélia Aparecida Silva Miranda. Comunidade quilombola de Tijuaçu: memória, identidade e visibilidade. Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH • São Paulo, julho 2011. Segundo depoimentos, na região existiam muitos lagartos, e por isso o nome da comunidade é Tijuaçu: significa “lagarto grande” no idioma dos índios da região.

Tombamento O tombamento de quilombos é previsto pela Constituição Brasileira de 1988, bastando a certificação pela Fundação Cultural Palmares:

Portanto, a comunidade quilombola de Tijuaçu é um patrimônio cultural brasileiro, tendo em vista que recebeu a certificação de ser uma "reminiscência histórica de antigo quilombo" da Fundação Cultural Palmares no ano de 2005.

Situação territorial Até o final do século XX, a comunidade quilombola de Tijuaçu era chamada "Lagarto" e se localizava em Campo Formoso. Ao final do século XIX, havia 25 casas cobertas de palha e 30 famílias. Em 1953, passou a pertencer a Senhor do Bonfim.Carmélia Aparecida Silva Miranda. Memória, tradição e identidade: os quilombolas de Tijuaçu-BA. ANPUH – XXV SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA – Fortaleza, 2009.

A falta do título da terra (regularização fundiária) cria para as comunidades quilombolas uma dificuldade de desenvolver a agricultura, além dos conflitos com os fazendeiros de suas regiões e a impossibilidade de solicitar políticas sociais e urbanas para melhorias de condições de vida, como infraestrutura urbana de redes de energia, água e esgoto.

Povos Tradicionais ou Comunidades Tradicionais são grupos que possuem uma cultura diferenciada da cultura predominante local, que mantêm um modo de vida intimamente ligado ao meio ambiente natural em que vivem. Através de formas próprias: de organização social, do uso do território e dos recursos naturais (com relação de subsistência), sua reprodução sócio-cultural-religiosa utiliza conhecimentos transmitidos oralmente e na prática cotidiana.

Ver também

Escravidão no Brasil Movimento negro no Brasil Quilombo Titulação de Comunidades Quilombolas no Brasil Lista de comunidades quilombolas

Categoria:Comunidades quilombolas da Bahia Categoria:Senhor do Bonfim (Bahia) Categoria:Antônio Gonçalves