A Arquidiocese de Maceió (em latim: Archidioecesis Maceiensis) é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil. Sua sede é o município de Maceió, no estado de Alagoas.

Histórico direita|250px|miniatura|Praça da Catedral, 1905 Arquivo Nacional.A então Diocese das Alagoas foi fundada em 2 de julho de 1900, por meio da bula Postremis Hisce Temporibus, de Leão XIII. A Diocese possuía como jurisdição todo o território do estado, sendo instalada oficialmente em 23 de agosto de 1901 com a posse solene de seu primeiro bispo, Antônio Manuel de Castilho Brandão, na Catedral de Nossa Senhora dos Prazeres. Dom Antônio Brandão era alagoano, da região sertaneja de Mata Grande e fora também bispo do Grão-Pará.

Em 25 de agosto de 1917, a Diocese de Alagoas passou a ser denominada Diocese de Maceió, por decreto do papa Bento XV. Em 13 de fevereiro de 1920, o mesmo pontífice elevou-a à dignidade de arcebispado, por meio da constituição Inter varias, atribuindo-lhe como sufragâneos os bispados de Penedo e Aracaju.

Por fim, na década de 1960, a Província Eclesiástica de Maceió alcançou sua atual configuração com a criação da Diocese de Palmeira dos Índios, pelo papa João XXIII.

Ao longo de mais de um século de história, dez prelados foram nomeados para a sé maceioense, sendo nove como arcebispos e um, o primeiro, como bispo.

O primeiro bispo foi Dom Antônio Manuel de Castilho Brandão, que fundou o Seminário de Nossa Senhora da Assunção, em 1902, instalado inicialmente, de forma provisória, no convento franciscano de Marechal Deodoro. Em 1904, foi inaugurado o prédio definitivo no Alto do Jacutinga, na capital, erguido com seus esforços pessoais. Sob sua gestão, chegaram a Maceió as religiosas Sacramentinas, em 1904, e os Irmãos Maristas, em 1905, para se dedicarem à formação educacional da juventude feminina e masculina do estado.

Ações Pastorais No episcopado de Dom Manuel Antônio de Oliveira Lopes, destacaram-se a criação do cabido diocesano, a fundação da Obra das Vocações Sacerdotais e a inauguração do jornal católico O Semeador, em 1913.

Sob Dom Santino Maria da Silva Coutinho, teve início a construção do Palácio Arquiepiscopal, concluída somente na gestão de seu sucessor, Dom Ranulpho. Nesse período, foi também erguida a nova escadaria externa da Catedral, em razão do replanejamento urbanístico do centro da capital. Ainda se destacam, nessa fase, a chegada das Irmãs do Bom Pastor, em 1929, a fundação do Colégio de São José, confiado às Irmãs de Santa Catarina de Sena, em 1934, a criação da Casa do Pobre e a chegada das Filhas de Caridade de São Vicente de Paulo, em 1931.

O governo de Dom Ranulpho da Silva Farias, entre 1939 e 1963, foi marcado pela implantação e desenvolvimento da Ação Católica na arquidiocese, cuja primeira Semana foi realizada em 1943. Em 1945, promoveu o Congresso Eucarístico Provincial de Ação Católica, encerrado solenemente em 15 de novembro daquele ano. Em seu episcopado, foram criadas doze novas paróquias e ordenados trinta e dois padres.

Dom Adelmo Cavalcante Machado assumiu inicialmente como arcebispo coadjutor, em 29 de novembro de 1955, tomando posse como titular em 1963, após o falecimento de Dom Ranulpho. Participou ativamente do Concílio Vaticano II, entre 1962 e 1965, buscando aplicar suas determinações na arquidiocese. Durante sua gestão, criou o Museu de Arte Sacra, fundou a Casa de Nazaré, a Casa das Irmãs da Cruz, o Centro Social Rural da arquidiocese e a Escola de Serviço Social Padre Anchieta, além de construir o edifício Dom Antônio Brandão e instalar a Rádio Educadora Palmares.

No período de Dom Miguel Fenelon Câmara Filho, entre 1976 e 1984, foram criadas a Associação de Proteção e Assistência Carcerária (APAC) e reaberto o Seminário Maior, com os cursos de Filosofia e Teologia, para os quais foi também construído prédio próprio. Em 1983, realizou-se o Ano Missionário.

Dom Edvaldo Gonçalves Amaral, entre 1986 e 2002, convocou e presidiu o primeiro Sínodo Arquidiocesano, voltado ao fortalecimento da vida pastoral da Igreja local. Dedicou-se de forma intensa à Obra das Vocações Sacerdotais, organizando a Comissão Arquidiocesana de Ministérios e Vocações e assegurando o funcionamento do Seminário nos cursos de Filosofia e Teologia, além de promover ampla reforma no prédio do Seminário Metropolitano e atrair novos sacerdotes e religiosas para a arquidiocese. Em 1991, durante sua gestão, ocorreu a visita do papa João Paulo II a Maceió.

Já no episcopado de Dom Antônio Muniz Fernandes, diante da escalada da violência no estado, foram instituídas as Missas pela Paz, celebradas mensalmente na Catedral com ampla participação das comunidades e presença de autoridades civis e militares. Em resposta ao avanço do narcotráfico e ao aumento do número de dependentes químicos em Alagoas, fundou a Fazenda da Esperança Santa Teresinha, voltada ao acolhimento e recuperação de dependentes.

Território O território da arquidiocese abrange a capital alagoana, Maceió, e os municípios de Atalaia, Barra de Santo Antônio, Branquinha, Cajueiro, Campestre, Capela, Chã Preta, Colônia Leopoldina, Coqueiro Seco, Flexeiras, Ibateguara, Jacuípe, Japaratinga, Joaquim Gomes, Jundiá, Maragogi, Marechal Deodoro, Matriz de Camaragibe, Messias, Murici, Novo Lino, Paripueira, Passo de Camaragibe, Pilar, Pindoba, Porto Calvo, Porto de Pedras, Rio Largo, Santa Luzia do Norte, Santana do Mundaú, São José da Laje, São Luís do Quitunde, São Miguel dos Milagres, Satuba, União dos Palmares e Viçosa.

Bispos e arcebispos Nome Período Notas Arcebispos 10º Carlos Alberto Breis Pereira, 2024— Atual 9º Antônio Muniz Fernandes, 2007—2024 Arcebispo emérito 8º José Carlos Melo, 2002—2007 7º Edvaldo Gonçalves Amaral, 1986—2002 Arcebispo emérito. 6º José Lamartine Soares 1985 Faleceu antes de assumir a arquidiocese. 5º Miguel Fenelon Câmara Filho 1976—1984 Nomeado arcebispo de Teresina. 4º Adelmo Cavalcante Machado 1963—1976 3º Ranulfo da Silva Farias 1939—1963 2º Santino Maria da Silva Coutinho 1923—1939 1º Manuel Antônio de Oliveira Lopes 1911—1922 Primeiro arcebispo Arcebispos coadjutores Adelmo Cavalcante Machado 1955—1963 Elevado a arcebispo Miguel Fenelon Câmara Filho 1974—1976 Elevado a arcebispo José Carlos Melo, 2000—2002 Elevado a arcebispo Carlos Alberto Breis Pereira, 2023—2024 Elevado a arcebispo Bispo auxiliar Eliseu Maria Gomes de Oliveira 1968—1974 Nomeado bispo de Caetité Bispos diocesanos 2º Manuel Antônio de Oliveira Lopes 1911—1922 1º Antônio Manuel de Castilho Brandão 1901—1910

Ligações externas

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