A Batalha de Port-Républicain ocorreu durante a Revolução Haitiana (1791–1804).
Prelúdio Em 30 de maio de 1794, uma frota britânica ancorou na baía de Porto Príncipe (renomeada pelos revolucionários como "Porto Republicano"), com o objetivo de capturar a cidade. A frota, comandada pelo contra-almirante John Ford, era composta por quatro navios de linha: HMS Europa, Belliqueux, Irresistible e Sceptre, e acompanhada por algumas fragatas, corvetas e brigues. A frota também transportava 1.465 soldados sob o comando do brigadeiro-general John Whyte.
Port-Républicain possuía apenas 800 soldados para sua defesa, sob o comando de Hugues Brisset de Montbrun de Pomarède . Este comandante por fim viria a ser substituído por Martial Besse, um haitiano livre, pois Sonthonax e Polverel não acreditavam na sua capacidade de comando.
Em 31 de maio, o General Whyte enviou um parlamentar em uma canoa, mas foi repelido para perto de Fort Ilet, por ordens superiores. Os britânicos então iniciam o ataque, sob o comando de Whyte: os 1.465 homens desembarcam dos navios; entre eles está o Armée des Émigrés, recém enviado para as Índias Ocidentais; o regimento Hompesch, os hussardos do regimento Rohan e os Uhlans de Bouille. Duas colunas chegam por terra para reforçar o assalto: a primeira coluna vem de Léogâne, com 1.000 homens sob as ordens do Barão de Montalembert; a segunda coluna vem de Arcahaie, com 1.200 homens comandada por Lapointe e Hanus de Jumecourt.
A Batalha No dia 1 de junho, às onze horas, a fragata Penelope ataca o Forte Touron, enquanto o Belliqueux e o Sceptre ataca o Forte Bizoton, este defendido por soldados da Legião Ocidental comandados diretamente por Montbrun, com cinco canhões e dois morteiros. Protegidos por seus navios, 800 soldados britânicos comandados pelo Coronel Spencer desembarcam perto da costa sul de Port-au-Prince. Os combates cessaram às 18h, após uma chuva intensa. À noite, o capitão Daniel, comandante de 60 granadeiros ingleses, caminhou até o Forte Bizoton, onde desertores abriram os portões, e exigiu que o comandante Montbrun se rendesse. A resposta de Montburn foi um tiro na cabeça de Daniel. Logo, o Coronel Spencer chegou em reforço e as duas forças opositoras se envolveram em uma luta corpo a corpo. Montbrun acabou ferido na mão e foi obrigado a recuar junto com os republicanos, em menor número.
Na tarde de 2 de junho, 200 soldados britânicos comandados pelo Coronel Hampfield desembarcaram em La Saline e capturaram o Forte Touron após a debandada e reposicionamento da guarnição, composta pela Legião dos Regenerados. Uma parte da população branca se rebelou e aliou-se aos britânicos, enquanto outros fugiram e buscaram refúgio em Fort Joseph e nos navios. Sonthonax e Polverel decidem recuar para Charbonnière, e denunciam imediatamente a traição da população branca aliada aos ingleses. Os comissários foram acompanhados, em 3 de junho, pelo General Beauvais e pela Legião Ocidental, e diante do avanço britânico, são obrigados a evacuar Croix-des-Bouquets. Martial Basse, no entanto, permanece na cidade com os elementos da Legião dos Regenerados que ainda lhe são fiéis; porém muitos deles preferem se entregar à pilhagem em vez de lutar. A ofensiva britânica foi temporariamente interrompida devido ao mau tempo, e por fim, em 5 de junho, o tenente-coronel Blaise, membro da Legião Ocidental, decide entregar o Forte Joseph aos britânicos.
Mestres das fortalezas, os britânicos entram na cidade para assumir o controle. À noite, um monarquista francês chamado Béranger, da legião de Montalembert, elabora uma lista com os nomes de 30 fazendeiros republicanos capturados, e inicia uma série de execuções. O General Whyte, ao ser informado das mortes, interrompeu o massacre e condenou os responsáveis. Béranger fugiu e ao que tudo indica morreu afogado algum tempo depois. De acordo com um boletim britânico, as perdas dos sitiantes foram de 8 mortos e 8 feridos, incluindo cinco homens da fragata HMS Hermione .
Bibliografia
Categoria:1794 na França Categoria:Conflitos em 1794