Gustavo Pissardo é um criminoso brasileiro conhecido por ter assassinado cinco membros da própria família em setembro de 1994 em São Paulo. Os pais e a irmã foram mortos em São José dos Campos e os avós, em Campinas.

A pena foi extinta em maio de 2025 e ele vive, com esposa e filho, em Sorocaba, no interior de São Paulo, tendo adotado outro sobrenome.

Crime Na noite de 29 de setembro de 1994, aos 21 anos, Gustavo Pissardo matou os pais e a irmã no Bosque dos Eucaliptos, um bairro na região sul de São José dos Campos. Horas depois, dirigiu até Campinas, onde confessou os crimes aos avós, matando-os em seguida. Segundo o portal Sampi, ele "ainda quis ir até a casa dos tios e matá-los também, assim como a dois primos. O plano era matar mais quatro pessoas da família".

Depois dos crimes, ele fez compras num shopping antes de passar o final de semana na praia com a namorada, sendo o crime descoberto na segunda-feira de 3, quando, ao voltar da praia, ele simulou ter encontrado os pais mortos em casa e chamou a polícia. Antes, no entanto, ainda alterou a cena do crime e tirou coisas de dentro da casa.

"Na terça-feira, 4 de outubro de 1994, o criminoso acompanhou o enterro dos pais. Foi também neste dia que Gustavo passou a suspeito do crime, quando um comerciante de Campinas, vizinho dos avós, relatou ter avistado, na data dos homicídios, a caminhonete da família em frente à casa e a presença de um rapaz com as mesmas características de Gustavo", reportou o G1.

"Era um rapaz trabalhador, esportista e bom estudante em São José. Não bebia e nem usava drogas. Namorava há cinco meses uma garota da mesma idade. Tinha o futuro pela frente", escreveu o Sampi.

Prisão, julgamento e pena Após as investigações policiais iniciais, ele foi preso, a pedido da polícia, no dia 5 de outubro de 1994. Foi condenado a 63 anos de prisão em abril de 1997, mas em 1998 a pena foi reduzida para 48 anos.

Em 10 de fevereiro de 2008 ele recebeu da vara de execuções criminais o benefício da progressão para o regime semi-aberto, por ter cumprido um sexto da pena, mas o Ministério Público de São Paulo recorreu da decisão. Assim, o Tribunal de Justiça de São Paulo cassou a sentença de primeiro grau e determinou a necessidade de exame criminológico. Aplicou também a Lei 11.464/2007, que alterou o prazo para progressão de um sexto para dois quintos da pena, e considerou que o criminoso ainda não havia completado o percentual exigido e que não cumpria os requisitos subjetivos para o benefício. Diante disso, Pissardo voltou para a Penitenciária de Tupi Paulista, em São Paulo.

A defesa recorreu ao Superior Tribunal de Justiça, alegando que a nova lei não deveria retroagir para crimes anteriores à sua vigência, porém em 5 de agosto de 2008, o STJ negou o pedido de liminar para colocá-lo em regime semi-aberto. O ministro César Asfor Rocha destacou que o pedido exigiria revisão aprofundada de fatos e provas.

Progressão e extinção da pena O criminoso progrediu para o regime semiaberto em 2008 e em 2014 passou a cumprir a pena em regime aberto. O término da pena estava previsto para 2033, mas a pena foi extinta em outubro de 2025.

Laudo Em 2012, ao tentar a progressão para o regime aberto, tanto o psicólogo como o psiquiatra o consideraram imprevisível, relatando ainda que ele não era capaz de controlar seus impulsos e instintos. A Justiça, então, negou a progressão, que só aconteceu em 2014.

Ver também

Parricídio Caso Richthofen Caso Gil Rugai

Referências

Categoria:Criminosos do Brasil