Catherine Mary McKenna (nascida em 5 de agosto de 1971) é uma advogada e ex-política canadense que ocupou os cargos de ministra do Meio Ambiente e das Mudanças Climáticas entre 2015 e 2019 e de ministra da Infraestrutura e das Comunidades entre 2019 e 2021. Filiada ao Partido Liberal do Canadá, foi membro do Parlamento (MP) pelo distrito eleitoral federal de Ottawa Centre de 2015 a 2021.

Após deixar a política, McKenna fundou a empresa de consultoria Climate and Nature Solutions, tornou-se pesquisadora visitante (visiting fellow) da Universidade Columbia e presidiu o Grupo de Especialistas de Alto Nível das Nações Unidas sobre os Compromissos de Emissões Líquidas Zero de Entidades Não Estatais.

Primeiros anos e formação McKenna nasceu em 5 de agosto de 1971, em Hamilton, Ontário. É a mais velha dos quatro filhos do Dr. John McKenna, um irlandês e cirurgião-dentista, e de sua esposa Pat McKenna, nascida em Quebec, que viviam na região sudoeste de Hamilton.

Após concluir os estudos na École élémentaire catholique Notre-Dame (seu pai insistia que todos os filhos fossem bilíngues, apesar de ele próprio não falar francês), McKenna frequentou a Saint Mary Catholic Secondary School.

McKenna obteve o bacharelado em francês e relações internacionais pela Universidade de Toronto. Foi capitã da equipe universitária de natação, venceu três das quatro competições da Canadian Interuniversity Athletics Union disputadas por sua equipe e participou das seletivas canadenses para a natação nos Jogos Olímpicos de Verão de 1988. Após concluir a graduação na Universidade de Toronto, viajou pelo Sudeste Asiático e coproduziu um documentário de viagem com seu amigo Stephen Hulford."Real Travels: 60 days in Indonesia." Posteriormente, obteve o grau de mestrado em relações internacionais pela London School of Economics.

Carreira jurídica Entre 1996 e 1999, McKenna estudou Direito na Universidade McGill antes de iniciar sua carreira jurídica em Jacarta, na Indonésia, no escritório de advocacia SSEK, onde atuou nas áreas de comércio internacional, investimentos e direito constitucional. Em 2001, mudou-se para Timor-Leste, onde passou um ano como negociadora sênior da missão de manutenção da paz das Nações Unidas no país. Seu trabalho culminou no Tratado do Mar de Timor, que estabeleceu a exploração conjunta de recursos petrolíferos em parte do Mar de Timor.

Retornou ao Canadá em 2002, quando ingressou no escritório Stikeman Elliott, atuando nas áreas de direito da concorrência, comércio internacional e direito constitucional. Nesse período, foi consultora jurídica sênior da revisão do sistema de justiça militar do Canadá, liderada por Antonio Lamer, ex-presidente da Suprema Corte do Canadá.

Em 2005, McKenna cofundou a organização Canadian Lawyers Abroad — (CLA-ACE), atualmente denominada Level Justice, uma organização beneficente sediada na Universidade de Ottawa que auxilia estudantes de Direito e escritórios de advocacia canadenses a realizar trabalho jurídico pro bono em países em desenvolvimento. A Level Justice trabalha para reduzir as barreiras ao acesso à justiça, reunindo pessoas, educação e o direito para promover uma sociedade mais equitativa e justa.

Ela continua inscrita nas ordens dos advogados da província de Ontário e do estado de Nova Iorque.

Carreira política thumb|McKenna em 4 de novembro de 2015, pouco antes de tomar posse como ministra

Nas eleições federais canadenses de 2015, McKenna derrotou o deputado federal (MP) do Novo Partido Democrático (NDP), Paul Dewar, que ocupava o cargo havia vários mandatos, no distrito eleitoral de Ottawa Centre. McKenna afirmou que bateu à porta de 100 mil residências durante os 522 dias em que foi candidata. Foi eleita com 43% dos votos, contra 38% obtidos por Dewar, tendo feito campanha por temas como a reforma da Comissão da Capital Nacional, o financiamento de uma nova sede principal da Biblioteca Pública de Ottawa e a oposição ao proposto Memorial às Vítimas do Comunismo – Canadá, uma Terra de Refúgio.

McKenna foi uma das 50 mulheres eleitas para a bancada do Partido Liberal nas eleições de 2015.

Ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática Como ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática do Canadá, McKenna foi uma das principais negociadoras do Acordo de Paris de 2015, especialmente do Artigo 6, relativo aos mercados de carbono. Em 2016, anunciou o Pan-Canadian Framework on Clean Growth and Climate Change em conjunto com as províncias, os territórios e as comunidades indígenas. Em 2018, o sistema de precificação do carbono foi implementado por meio da Greenhouse Gas Pollution Pricing Act, cuja constitucionalidade foi confirmada pela Suprema Corte do Canadá em 2021. Ela também liderou iniciativas para eliminar gradualmente o uso do carvão, reduzir a poluição por plásticos nos oceanos e cursos d'água e dobrar a área de natureza protegida no Canadá em parceria com os povos indígenas.

Durante sua atuação no governo, ajudou a criar a Powering Past Coal Alliance (em parceria com Canadá, Reino Unido e Bloomberg Philanthropies), a Ministerial on Climate Action (com Canadá, Reino Unido e China), a Women Kicking it on Climate Summit e a Nature Champions Summit. Também foi copresidente da Carbon Pricing Leadership Coalition do Banco Mundial e contribuiu para a elaboração da Ocean Plastics Charter, adotada durante a 44.ª Cúpula do G7, realizada no Canadá em 2018.

O veículo Rebel News apelidou-a de forma depreciativa de "Climate Barbie" ("Barbie do Clima"), expressão que McKenna considera um insulto sexista. Em setembro de 2017, o deputado conservador Gerry Ritz provocou controvérsia ao publicar, na rede social X (então Twitter), um link para uma reportagem afirmando que nenhum país industrializado estava no caminho para cumprir as metas de emissões do Acordo de Paris, acompanhado do comentário: "Has anyone told our climate Barbie! " ("Alguém já contou para a nossa Barbie do Clima?"). Ritz posteriormente apagou a publicação original e divulgou outra mensagem afirmando: "I apologize for the use of Barbie, it is not reflective of the role the Minister plays" ("Peço desculpas pelo uso de 'Barbie'; isso não reflete o papel desempenhado pela ministra"). O líder do Partido Conservador, Andrew Scheer, condenou o comentário de Ritz ainda naquele dia e declarou que entraria em contato pessoalmente com McKenna para assegurar-lhe que esse tipo de comportamento não tinha lugar na bancada conservadora.

Em maio de 2018, a decisão do governo Trudeau de adquirir o oleoduto Trans Mountain por 4,5 bilhões de dólares canadenses foi criticada por ativistas ambientais, que a consideraram incompatível com os planos governamentais para combater as mudanças climáticas.

Em novembro de 2018, em resposta à decisão do Governo de Ontário de cancelar todos os projetos de ação climática financiados pelo Fundo Federal para Economia de Baixo Carbono, McKenna anunciou que o Governo do Canadá trabalharia diretamente com empresas para reinvestir os 200 milhões de dólares canadenses remanescentes destinados ao fundo na província.

Em 2017, McKenna foi incluída como ré em uma ação judicial movida por organizações ambientalistas, entre elas a Ecojustice e a Canadian Association of Physicians for the Environment, devido à decisão de seu ministério de não apresentar acusações contra a Volkswagen Canada após o escândalo das emissões da Volkswagen. Os autores da ação alegaram que a ministra deixou de aplicar adequadamente a Canadian Environmental Protection Act, 1999 e solicitaram que o governo fosse obrigado a investigar e processar a empresa.

Ministra da Infraestrutura e das Comunidades Após as eleições federais canadenses de 2019, McKenna foi nomeada ministra da Infraestrutura e das Comunidades em novembro de 2019. No mesmo mês, foi a palestrante principal na conferência da Federação dos Municípios Canadenses.

Como ministra da Infraestrutura e das Comunidades, promoveu investimentos em transporte público e infraestrutura verde, incentivou investimentos do setor privado por meio do Banco de Infraestrutura do Canadá e liderou o desenvolvimento da primeira Avaliação Nacional de Infraestrutura do Canadá, destinada a orientar o país rumo à neutralidade de emissões de carbono até 2050.

Em 2019, McKenna recebeu proteção da Polícia Montada Real do Canadá devido a episódios de assédio verbal. Em 24 de outubro de 2019, seu escritório foi vandalizado com um insulto misógino.

Em um relatório publicado em março de 2021, a Auditora-Geral do Canadá, Karen Hogan, criticou o ministério de McKenna pela elaboração de relatórios considerados incompletos e inconsistentes. A auditora concluiu que o ministério não conseguiu prestar contas de mais de 8.500 projetos e de 92 bilhões de dólares canadenses em investimentos governamentais. McKenna afirmou que o problema precisava ser corrigido e declarou compreender que "os canadenses devem ser capazes de ver os benefícios dos impostos que pagam com tanto esforço".

No final de junho de 2021, McKenna anunciou que não disputaria a reeleição para sua cadeira no Parlamento.

Após a eleição federal canadense de 2021, foi sucedida como deputada por Yasir Naqvi, membro do Partido Liberal que havia exercido o cargo de Procurador-Geral de Ontário no governo provincial de Kathleen Wynne.

Carreira após a política Após deixar a política, McKenna fundou a Climate and Nature Solutions, uma empresa de consultoria que trabalha com governos, corporações, fundações e universidades para ampliar a implementação de soluções práticas voltadas ao clima e à natureza. Ela também passou a integrar o Centro de Política Energética Global e a Escola do Clima da Universidade Columbia. Em 2022, presidiu o Grupo de Especialistas de Alto Nível das Nações Unidas sobre os Compromissos de Emissões Líquidas Zero de Entidades Não Estatais, que publicou, em novembro daquele ano, o influente relatório Integrity Matters: Net Zero Commitments by Businesses, Financial Institutions, Cities and Regions.

Em junho de 2023, McKenna foi nomeada Chevalier da Legião de Honra francesa por sua contribuição às negociações do Acordo de Paris e à diplomacia climática. Em maio de 2024, recebeu o título de doutora honoris causa pela Universidade McMaster, em Hamilton, Ontário.

Em setembro de 2025, McKenna publicou Run Like A Girl, um livro de memórias apresentado em formato semelhante ao de um álbum de recortes.

Vida pessoal McKenna foi casada com o empresário e consultor de políticas públicas Scott Gilmore, com quem se mudou para The Glebe, em Ottawa, em 2002. O casal separou-se em 2019 e teve três filhos. Em 2024, ela se casou com Peter MacLeod, fundador da MASS LBP. McKenna continua praticando natação como hobby. Em 2015, competiu como integrante da equipe National Capital YMCA Masters Swim Team.

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