Danseuses au jardin de Paris (em português: Dançarinas no Jardin de Paris) é um curta-metragem mudo francês de 1897, dirigido e produzido por Georges Méliès e lançado pela Star Film. Registrado sob o número 92 do catálogo Star Film, o filme é atualmente considerado perdido.
Enredo
Não há descrição do catálogo Star Film para este título e nenhuma cópia sobreviveu. O conteúdo é inferido exclusivamente pelo título: presume-se que registrasse dançarinas em apresentação no Jardin de Paris, café-concerto de verão situado nos jardins dos Champs-Élysées.
Produção
O Jardin de Paris
O Jardin de Paris era um café-concerto de verão instalado nos jardins dos Champs-Élysées, em Paris, que oferecia bailes e espetáculos noturnos de maio a outubro. O estabelecimento original, ativo desde 1881 sob o nome de Jardin de Paris, foi demolido em 1896 para dar lugar às preparações da Exposição Universal de 1900. Em 1897, o empresário Joseph Oller — fundador do Moulin Rouge — reinstalou o café-concerto num novo local nos mesmos jardins, tornando-o um dos pontos de animação noturna mais frequentados de Paris naquele verão. É neste contexto de reabertura e popularidade renovada que Méliès filmou as dançarinas do estabelecimento.
A dança como tema filmável
A escolha da dança como tema não era casual no cinema dos primeiros tempos. Os números de dança ofereciam ao cineasta um sujeito visualmente rico e tecnicamente favorável: o movimento do corpo humano — controlado, ritmado, repetível — era ideal para a câmera fixa da época, que captava a cena de frente sem possibilidade de reencuadramento ou montagem. Méliès registrou dançarinas e números de dança em vários momentos do catálogo Star Film, como em Danse serpentine (#44) e Danse au sérail (#132), não como série temática intencional, mas como reflexo natural do repertório do espetáculo popular parisiense que o cinema dos primeiros tempos documentava sistematicamente.
Contexto no catálogo
Registrado sob o número 92 do catálogo da Star Film, Danseuses au jardin de Paris é precedido por Défilé de pompiers (#91) e seguido por Le Malade imaginaire (#93). O filme integra o grupo de produções do inverno de 1896–1897 (filmes #72 a #96), identificado por Malthête e Mannoni.
Preservação
O filme é considerado perdido. Nenhuma cópia ou fragmento foi localizado em arquivos ou coleções conhecidas.
Ver também
Georges Méliès Star Film Company Champs-Élysées Filme perdido
Ligações externas
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