miniaturadaimagem|Iama, o deus Hindu da morte e justiça, e Senhor do Naraca (inferno). Ele foi subsequentemente adotado pela mitologia budista, chinesa, tibetana, coreana, e japonesa, como o rei do inferno. miniaturadaimagem|Deus da morte maia "A" wayob como um caçador, período Clássico A mitologia ou religião da maioria das culturas incorpora um deus da morte ou, mais frequentemente, um ser divino associado com a morte, um pós vida, ou um submundo. Eles estão frequentemente entre as entidades mais poderosas e importantes de uma dada tradição, refletindo o facto de que a morte, como o nascimento, é central para a experiência humana. Em religiões onde um só deus é o objeto primário da adoração, a representação da morte é normalmente o antagonista desse deus, e a luta entre os dois é central ao folclore da cultura. Em tais modelos dualistas, a deidade primária normalmente representa o bem, e o deus da morte o mal. De forma semelhante, a adoração da morte é usada como um termo derrogatório para acusar certos grupos de práticas moralmente aberrantes que não dão valor à vida humana. Em religiões monoteístas, a morte é comummente personificada por um anjo ou demónio em oposição ao deus.

Ocorrência Em religiões politeístas que têm um sistema complexo de deidades governando vários fenómenos naturais e aspetos da vida humana, é mais comum ter uma divindade que tem a função de presidir sobre a morte. Esta deidade pode realizar o ato de tirar vida ou, mais comummente, simplesmente liderar sobre o pós-vida desse sistema de crença em particular. Uma só religião pode ter deidades separadas realizando cada tarefa, e é visto na mitologia grega com Tânato e Hades. A deidade em questão pode ser representada como boa, má, ou neutra e simplesmente realizar o seu trabalho, em alto contraste com as representações modernas das deidades da morte. A deidade grega do submundo Hades é um alvo especialmente comum devido à teologia Cristã, na qual o termo "Hades" é tipicamente intercambiável com "morte" ou "inferno". A inclusão de uma deidade "departamental" da morte num panteão de uma religião não é necessariamente uma glorificação da morte.

Deidades da morte tanto masculinas como femininas são comuns, ao contrário daquelas com outras funções que tendem a ser um género em particular; por exemplo, deidades da fertilidade e terra são tipicamente femininas, enquanto divindades de tempestade são tipicamente masculinas. Uma só religião/mitologia pode ter deuses da morte de mais de um género existindo ao mesmo tempo, e são frequentemente vistos como um casal casado a liderar sobre o após-vida juntos, como visto nos astecas, gregos, e romanos.

Nas religiões monoteístas, um só deus governa tanto a vida e a morte, como também outros domínios. Isto manifesta-se em rituais e tradições que diferem substancialmente com aquelas de religiões politeístas, e varia de acordo com um número de fatores, incluindo geografia, política, tradições, e a influência de outras religiões.

África e Médio Oriente miniaturadaimagem|301x301px|Secção do Livro dos Mortos para o escrivão Hunefer, representando o Peso do Coração em Tuat, representando as deidades Anúbis, Ammit e Tote

África ocidental

Igbo

Ala (mitologia igbo) Ogbunabali (mitologia igbo)

Iorubá

Èṣù, oriṣa das encruzilhadas e truques que controlam o Ajogun, do qual Iku (Morte) é um membro. (Religião iorubá) Iku, personificação da morte. (Religião iorubá) Ọya, oriṣa das tempestades e dos mortos. (Religião iorubá)Verger, Pierre (1992). Orixás: Deuses iorubás na África e no Novo Mundo. Salvador: Corrupio Babalú-Ayé, oriṣa da doença e mortalidade. (Religião iorubá) Yewa, oriṣa da fertilidade, decomposição e cemitérios, guardiã da transição entre vida e morte.(Religião iorubá)

Akan

Owuo, Deus da Morte e Destruição, e Personificação da morte. O nome significa morte em akan. Asase Yaa, uma metade de uma Deusa akan dos locais áridos na Terra, Verdade e a Mãe dos Mortos. Amokye, Psicopompo na religião akan que pesca as almas dos mortos do rio que leva a Asamando, submundo akan. Nkarabea, divindade do destino e sina, acredita-se influenciar as sortes humanas e caminhos de vida, como também as suas mortes.

África oriental

Somália

Huur, um mensageiro da Morte que tinha a forma de uma grande pássaro, semelhante a Hórus do antigo Egito.

Médio Oriente afroasiático

Arménia

Sandaramete, uma antiga deusa da morte e do submundo

Canaanitas

Mot

Egito

Aker (Mitologia egípcia) Andjety, deus antigo Anúbis, guardião dos mortos, mumificação, e o pós-vida na religião no Antigo Egito Aquen, uma deidade raramente mencionada no Livro dos Mortos Assesores de Maat, têm a função de julgar as almas dos mortos no pós-vida Duamutefe, um dos quatros filhos de Hórus Hapi, um dos quatro filhos de Hórus Imseti, um dos quatro filhos de Hórus Kherty, deus da terra Medjed, um deus com um visual peculiar mencionada no Livros dos Mortos Néftis (NebetHuet), mãe de Anúbis; irmã de Osíris e Ísis (Aset); também guardiã dos mortos. Acredita-se que levava almas mortas a Osíris Nehebkau, a serpente primordial e deus funerário associado com o pós-vida, e uma dos quarenta e dois assessores de Maat Osíris, senhor do Submundo Quebesenuefe, um dos quatro filhos de Hórus Socáris, deus falcão da necrópole de Mênfis que era conhecido como o patrono dos vivos, como também um deus dos mortos. Fortes ligações a Osíris. Serápis, divindade heleno-egípcia sincretista, combinando elementos de Osíris, Ápis, Hades, Deméter, e Dioniso. Também, patrona do Reino Ptolemaico e de Alexandria Upuaut, um deus lobo da guerra, e irmão de Anúbis, sendo visto como o que abre os caminhos para, e por, Tuat, para os espíritos dos mortos

Mesopotâmia

Eresquigal (mitologia suméria, mitologia acadiana, mitologia babilônia), primeira dama do Submundo Nantar (mitologia suméria, mitologia acadiana, mitologia babilônia), sukkal de Eresquigal Nergal (mitologia suméria, mitologia acadiana, mitologia babilônia), segundo senhor do Submundo Inshushinak (mitologia elamita; também presente na lista de deuses An-Anum da Mesopotâmia) Nungal (mitologia babilônia), filha de Eresquigal Erra Ugur (religião hurrita; também sukkal de NergalF. Wiggerman, Nergal A. philologisch [in:] Reallexikon der Assyriologie und vorderasiatischen Archäologie vol. 9, 1998, p. 220 Ninazu Ninguiszida Allani Enmesharra, deidade primordial descrita como "senhor do submundo" Kanisurra, uma deusa cujo nome é derivado do termo "ganzer, referindo-se ao submundo (Mesopotâmia) Shuwala, deusa de origem hurrita adorada em Ur Lagamal, deidade menor do submundo Birtum, marido de Manungal

Euroásia ocidental

Europa

Albânia

Djall, simboliza o diabo Mortja, personificação da morte. Uma equivalente ao Ceifador Vdekja, personificação da morte E Bukura e Dheut, deusa da terra, submundo, pós-vida

Bálticos e Finlândia

Tuoni (mitologia finlandesa, mitologia estoniana)

Bálticos e eslavas

Giltinė (mitologia lituana) Māra (mitologia letã) Morana (mitologia eslava) Picollus (mitologia prussa) Peklenc Veles Chernobog (mitologia eslava)

Bascas

Herio (mitologia basca)

Celtas

Ankou (Bretões) Arawn Cichol Gricenchos Crom Cruach Donn Manannan Mac Llyr Morrígan

Germânicas direita|miniaturadaimagem|Ran usa a sua rede para puxar um marinheiro para as profundidades numa ilustração por Johannes Gehrts, 1901

Freia, preside sobre Fólkvangr; escolhe metade daqueles que morrem em batalha Gefjun, deusa que supervisiona aqueles que morrem virgens Hela,A morada para onde um vai depois da morte varia dependendo onde um morreu, no campo de batalha ou não. Se não no campo de batalha, um pode ir para Hel (não confundido com o Inferno Cristão). Dos mortos no campo de batalha, alguns foram para Fólkvangr, a morada de Freia e alguns foram para Valhala, a morada de Odin (ver Grímnismál). O nono corredor é Folkvang, onde Freyja decide onde os guerreiros se deverão sentar. Alguns dos caídos pertencem a ela. E alguns pertencem a Odin. deusa dos mortos e chefe do Hel Odin, preside sobre Valhala e recebe metade daqueles que morrem em batalha; onde treinam para o Ragnarök Ran, a deusa do mar que coleta os afogados na sua rede

Etruscas

Aita, deus do submundo Culga, um espírito feminino do submundo Fébruo, deus da purificação, morte, submundo, e riquezas Mani, espíritos dos mortos Mania, deusa dos mortos Manto, deus do submundo Orco, deus do submundo Tuchulcha, espírito do submundo Vanth, espírito com asas do submundo

Grécia miniaturadaimagem|Hades ou Serápis com o seu cão Cérbero

Áclis, deusa que simboliza a névoa da morte. Deusa dos venenos, personificação da miséria e tristeza Apolo, deus das doenças Átropos, uma das moiras, que cortam os fios da vida Caronte, um daimon que agia como barqueiro dos mortos Érebo, deus primordial da escuridão, as suas névoas circulam o submundo e enchem os buracos da terra Erínias, divindades ctónicas da vingança Hades, rei do submundo e deus dos mortos Hécate, deusa da feitiçaria, ela ajudou Deméter na procura de Perséfone e foi permitida a viver no Submundo pois a sua magia trabalhava melhor na noite Hermes, o deus mensageiro que agia como psicopompo Hipnos, personificação do sono, gémeo de Tânato, a sua contraparte romana é Somnus Queres, deusas da morte violenta, irmãs de Tânato Lâmpade, ninfas do submundo com tochas Limos, deusa da inanição na religião grega antiga. Ela estava oposta a Deméter, deusa do grão e da colheita com quem Ovídio escreveu que Limos nunca poderia conhecer, mas Pluto, o deus da riqueza e da abundância das colheitas ricas Perséfone, rainha do submundo; mulher de Hades e deusa do crescimento da primavera Serápis, divindade heleno-egípcia sincretista, combinando elementos de Osíris, Ápis, Hades, Deméter, e Dioniso. Também, patrono do Reino Ptolemaico e de Alexandria Tártaro, a parte mais escura e profunda do submundo, frequentemente usado para prender inimigos dos deuses Tânato, personificação da morte, contraparte romana é Leto Deuses dos sete rios do submundo:

Aqueronte, deus do rio Aqueronte Alfeu, deus do rio Alfeu Cócito, deus do rio Cócito Erídano, deus do rio Erídano Lete, deusa do rio Lete Flegetonte, deus do rio Flegetonte Estige, deusa do rio Estige, um rio que formou um limite entre os vivos e os mortos

Roma

Tácita, deusa dos mortos Di inferi, deidades antigas romanas associadas com a morte e o Submundo Dīs Pater, deus do submundo Laverna, deusa dos ladrões, enganadores, e do submundo Lemures, mortos malignos Libitina, deusa dos funerais e enterros Manes, espíritos dos mortos Mania, deusa da morte Leto, personificação da morte, equivalente grego é Tânato Nênia, deusa dos funerais Orco, castigador das promessas quebradas; normalmente ligado a Plutão Plutão, líder do Submundo Proserpina, rainha do submundo Soranus, deus sabino do submundo adotado pelos romanos Viduus, deus que separava a alma e corpo depois da morte

Ásia Ocidental

Elamitas

Inshushinak

Persa-Zoroastrianas

Arimã, espírito destrutivo (mitologia persa) Asto Vidatu ou Astiwihad ou Asto-widhatu, deidade da morte (mitologia persa)Micha F. Lindemans (27 July 1997), "Asto Vidatu", Encyclopedia Mythica

Ossetas

Aminon, porteiro do submundo Barastyr, líder do submundo Ishtar-Deela, senhor do submundo na religião vainaque.

Urálicas

Azyren (religião tradicional mari) Kalma, deusa finlandesa da morte e decomposição, o seu nome significa "o odor dos cadáveres" Nga Tuoni (mitologia finlandesa), com a sua mulher e crianças.

Ásia oriental

Coreia

Yeom-ra, ou Grande Rei Yeom-ra (Rei Iama) Jeoseung Saja

China

Yanluo Wang

direita|miniaturadaimagem|227x227px|Yanluo WangYanluo Wang Emperador(es) de Youdu (Cidade Capital do Submundo)

Di Guan Da Di Dong Yue Da Di Feng Du Da Di Yanluo Wang (Rei Iama) Meng Po

Juízes das Dez Cortes do Submundo

Jiang Ziwen Bao Zheng Dong Ji Huang Xile