Roberval Teixeira e Silva é Professor e Pesquisador do Departamento de Português da Universidade de Macau Faculdade de Artes e Humanidades. É Coordenador Institucional da Cátedra UNESCO em Políticas Linguisticas para o Multilinguismo. Foi Presidente da Associação Internacional de Linguística do Português (AILP)ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE LINGUÍSTICA DO PORTUGUÊS. Relatório Anual de Atividades. Lisboa, 2018., na gestão 2011-2013. É Coordenador do Programa de Intercâmbio em Linguística entre o DP-UM e a FFLCH-USP. Educação e carreira acadêmica Iniciou sua carreira acadêmica na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde graduou-se em Língua Portuguesa e Literaturas do Mundo em Língua Portuguesa. Ingressa na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) para o Mestrado, Teixeira e Silva aborda "Discurso, gênero e identidade: análise da fala de um travesti"SILVA, Roberval. Discurso, Gênero e Identidade: Análise da Fala de um Travesti. 1997. Tese de Doutorado. Dissertação de Mestrado. Departamento de Letras, PUCRio., com enfoque na sociolinguística interacional. Na mesma instituição realizou o Doutorado, sua tese levando o titulo de “Português como segunda língua: Contribuições para a implantação de um programa de educação bilíngüe para surdos” , retornou a à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para realizar seu Pós-doutorado em Linguística Aplicada, desenvolvendo estudos sobre Diáspora e Identidade, com ênfase na imigração chinesa no Brasil.
Interesses de Pesquisa Suas áreas de pesquisa incluem estudos de identidade, políticas linguísticas e difusão do português como língua pluricêntrica ao redor do mundo, comunidades diaspóricas chinesas e brasileiras, multilinguismo e interação em sala de aula: o português como língua estrangeira, adicional, segunda lingua, de herança, de acolhimento ou não materna.
Contribuições para o cenário linguístico de Macau Roberval Teixeira e Silva presta uma contribuição ao panorama linguístico de Macau ao debater o português como Língua pluricêntrica, corroborando com à realidade multilíngue do território. Seus estudos sobre a comunidade diaspórica chinesa e brasileira estabelecem diálogo direto com a sala de aula, que se extrapola para o convívio no dia a dia, onde o contato entre as culturas configura a própria identidade local. Ao analisar as políticas linguísticasCALVET, Louis-Jean 2007. As Políticas Lingüísticas. Florianópolis e São Paulo: Ipol/Parábola. 166 p. na região autônoma de Macau foi possível reavaliar a posição do português na Ásia, não apenas como patrimônio histórico de uma região autônoma, mas como uma língua viva e pluricêntrica, que está em constante expansão.
Referências: