A Batalha de Landriano ocorreu em 21 de junho de 1529, entre o exército francês sob o comando do Conde de Saint-Pol e o exército imperial–espanhol comandado por Dom Antonio de Leyva, Duque de TerranovaHassall, Arthur. France Mediaeval and Modern a History (2009) BiblioBazaar. LLC. no contexto da Guerra da Liga de Cognac. O exército francês foi destruído e o resultado estratégico da batalha foi que a luta entre Francisco I da França e Carlos V, Sacro Imperador Romano-Germânico pelo controle do norte da Itália chegou temporariamente ao fim.Cadenas y Vincent p.290

Antecedentes Em 1528, o almirante genovês, Andrea Doria, após desertar em favor do Imperador Carlos V, conseguiu romper o cerco francês a Nápoles; seus esforços foram ajudados pela peste, que dizimou os sitiantes franceses, entre eles o General Odet de Foix, Visconde de Lautrec, que morreu em 15 de agosto.Cadenas y Vincent p.289 Após sua morte, o exército francês foi comandado por Giovanni Ludovico de Saluzzo, que, sob as circunstâncias, ordenou a retirada de suas tropas em 29 de agosto, mas, eventualmente, as forças imperiais–espanholas lideradas por Filiberto de Châlon, Príncipe de Orange, alcançaram-nas e as dizimaram. Pouco depois, todo o exército francês no sul da Itália capitulou.

Entre agosto de 1528 e junho de 1529, intensas atividades diplomáticas entre o Rei Francisco I da França e o Sacro Imperador Romano-Germânico Carlos V resultaram no Tratado de Barcelona.

Batalha Em 21 de junho de 1529, o Rei Francisco I ainda mantinha suas tropas estacionadas em Landriano, uma região da Lombardia, perto de Pavia, palco do confronto decisivo que resultou em uma derrota total francesa na Itália.

As tropas francesas de reserva do Conde de Saint-Pol foram interceptadas e neutralizadas pelas tropas espanholas comandadas por Dom Antonio de Leyva, Duque de Terranova. O exército francês foi destruído, o que pôs fim às esperanças de Francisco de recuperar seu domínio sobre a Itália.Blockmans V.63 O comandante francês, Saint-Pol, também foi capturado, deixando o Ducado de Milão sob o controle total do Imperador.

As hostilidades continuaram, no entanto, embora sem qualquer participação francesa, com o exército imperial–espanhol liderado por Filiberto de Châlon, Príncipe de Orange, contra a República de Florença e instalando Alessandro de' Medici como governante de Florença.Guicciardini. The History of Italy p.432

Consequências Com a derrota da França em Landriano e o Tratado de Barcelona, Francisco I da França sentiu-se obrigado a iniciar negociações com o Imperador.

Em 3 de agosto, a mãe do Rei da França, Luísa de Saboia, e a tia do Imperador, Margarida da Áustria, assinaram o Tratado de Cambrai. Francisco obteve a restituição de seus filhos, mas sob a condição de que deveria abandonar a Itália, persuadir os venezianos e o Duque de Ferrara a restaurar as terras ocupadas ao Imperador e ao Papa Clemente VII, não interferir nos assuntos da Itália e do Império, e cooperar na luta contra os protestantes, fornecer uma compensação de 200 000 ducados e enviar 4 navios, 12 galés e 4 galeões para quando o Imperador planejasse ir à Itália para sua coroação.

O Tratado não fez referência ao Ducado da Borgonha, compensando com esse silêncio a situação humilhante que foi imposta a Francisco no Tratado de Madrid.

Ver também Cerco de Florença (1529–30) Lista de governadores do Ducado de Milão

Referências

Fontes Cadenas y Vicent, Vicente. España en Italia. La Herencia Imperial de Carlos V en Italia: El Milanesado (1978) Madrid. Konstam, Angus. Pavia 1525: The Climax of the Italian Wars. Oxford: Osprey Publishing (1996) Taylor, Frederick Lewis. The Art of War in Italy (1494–1529). Greenwood Press (1973) Guicciardini, Francesco. The History of Italy. Traduzido por Sydney Alexander. Princeton: Princeton University Press (1984) Blockmans, Wim. Emperor Charles V (1500–1558). Traduzido por Isola van den Hoven-Vardon. Nova Iorque: Oxford University Press (2002)

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