O Beijo Livre foi um grupo de militância LGBT no Distrito Federal. Fundado em 1979 pelo jornalista Alexandre Ribondi, o movimento foi o primeiro realizado em Brasília.
História Beijaço no Beirute Na década de 1970, no período da Ditadura, o bar Beirute, localizado na quadra 109 sul, se tornou um espaço de pertencimento para a comunidade LGBT, onde um grupo de jovens se reuniam no local para discutir políticas de inclusão. Em 1979, um casal gay foi retirado do estabelecimento após se beijarem no local. No dia seguinte, o grupo retornou, e após um grito de "agora", realizou um beijo coletivo em forma de protesto ao ocorrido no dia anterior. O "beijaço" LGBT do grupo é considerado o primeiro realizado do país.
Formação do grupo Liderado por Ribondi, o grupo foi formado após o evento no Beirute. Durante o seu funcionamento, o grupo publicou o jornal alternativo denominado de "Manga Preta", e realizou peças teatrais na Boate New Aquarius, localizado no Setor de Diversões Sul. O local foi a primeira boate gay do Distrito Federal. Seus integrantes participaram do I Encontro de Grupos Homossexuais Organizados (EGHO) e do I Encontro Brasileiro de Homossexuais (EBHO), ambos realizados em São Paulo. O grupo também foi responsável pela criação do Teatro da Associação Brasileira de Odontologia, considerado primeiro teatro independente de Brasília. Em 1982, o grupo se desmobilizou.
Homenagens Em 2019, em razão dos 40 anos de fundação do grupo, ele foi homenageado durante a 22ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Brasília. Também em homenagem ao grupo, foi criado o Prêmio Beijo Livre, que premia lutas pelos Direitos Humanos no contexto LGBT, sendo o primeiro no Distrito Federal.
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