O rio Tijuco é um curso de água do estado de Minas Gerais, no Brasil, situado na região do Triângulo Mineiro. Nasce no município de Uberaba, em altitude aproximada de 950 metros, e deságua no rio Paranaíba, do qual é afluente pela margem esquerda.

Sua bacia hidrográfica ocupa parte expressiva do Triângulo Mineiro e está inserida na bacia sedimentar do Paraná, no planalto do Brasil Central. Entre seus principais afluentes estão os rios Prata, Babilônia, Cabaçal, Douradinho, Panga e Estiva.

Geografia A bacia do rio Tijuco localiza-se no oeste de Minas Gerais, abrangendo áreas de municípios como Uberaba, Uberlândia, Veríssimo, Ituiutaba, Prata, Monte Alegre de Minas e Campina Verde. O rio corre em direção ao rio Paranaíba, integrando a rede hidrográfica da bacia do Paraná.

Segundo estudo geomorfológico publicado na revista Caminhos de Geografia, a bacia do Tijuco possui área de aproximadamente 14.249,05 km² e corresponde a cerca de 27% da área do Triângulo Mineiro. A região apresenta relevos e solos associados à bacia sedimentar do Paraná, com predomínio de paisagens do Cerrado.

Afluentes Entre os principais afluentes do rio Tijuco estão:

rio da Prata;

rio Babilônia;

rio Cabaçal;

rio Douradinho;

rio Panga;

rio Estiva.

Outros afluentes incluem:

córrego do Baú;

córrego dos Pilões.

Uso do solo e meio ambiente A bacia do rio Tijuco é marcada por uso intensivo do solo, especialmente por atividades agropecuárias. Estudo sobre áreas de preservação permanente na bacia hidrográfica do rio Tijuco, no município de Ituiutaba, apontou a importância econômica regional da área e utilizou tecnologias de sistemas de informação geográfica para avaliar a situação ambiental das APPs.

Pesquisas recentes também têm avaliado a fragilidade ambiental da bacia do rio Tijuco, relacionando sua vulnerabilidade a fatores como declividade, litologia, pedologia e uso do solo. Um estudo apresentado no XXI Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto analisou a fragilidade ambiental da bacia e destacou a necessidade de manejo sustentável diante da expansão agropecuária. Conservação Em 2011, o governo de Minas Gerais criou o Refúgio Estadual de Vida Silvestre Rios Tijuco e da Prata, unidade de conservação estadual de proteção integral administrada pelo Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais. A unidade foi instituída pelo Decreto Estadual nº 45.568, de 22 de março de 2011, com o objetivo de proteger ambientes naturais associados aos rios Tijuco e da Prata. Patrimônio histórico O rio Tijuco também possui importância histórica para a ocupação e circulação regional no Triângulo Mineiro. Em Ituiutaba, a chamada Velha Ponte sobre o Rio Tijuco, também conhecida como Ponte Raul Soares, tornou-se um marco local. De acordo com informações turísticas do governo de Minas Gerais, uma primeira ponte existia antes de 1858, mas foi destruída por enchente; uma segunda estrutura foi construída em 1903 e também levada pelas águas. Em 1950, foi autorizada a construção de uma nova ponte sobre o rio, na estrada que liga Ituiutaba a Uberlândia.

A Ponte Raul Soares foi posteriormente reconhecida como bem de importância cultural para Ituiutaba. Conflitos socioambientais A bacia do rio Tijuco também aparece em registros de conflitos socioambientais relacionados à instalação e operação de pequenas centrais hidrelétricas. Segundo o Mapa de Conflitos envolvendo Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil, mantido pela Fiocruz, moradores e movimentos locais acusaram empreendimentos hidrelétricos de restringirem o acesso da população ao rio e de alterarem a dinâmica socioambiental da região.

Ver também

Rio Paranaíba

Triângulo Mineiro

Bacia do rio Paraná

Ituiutaba

Refúgio de Vida Silvestre

Ligações externas

Categoria:Rios de Minas Gerais