Filomena Oliveira é uma dramaturga, encenadora e directora artística portuguesa. É directora artística da ÉTER – Produção Cultural desde 2008, tendo desenvolvido trabalho nas áreas do teatro, da adaptação dramatúrgica e da criação de espectáculos ligados à literatura e à cultura portuguesas. É casada com o escritor Miguel Real, com quem tem assinado várias obras dramáticas e ensaísticas, e com quem venceu em 2008 o Grande Prémio de Teatro Português SPA/Teatro Aberto com a peça Uma Família Portuguesa.

Carreira Filomena Oliveira tem desenvolvido actividade como dramaturga e encenadora, com particular incidência em espectáculos baseados em autores e temas da literatura portuguesa. Desde 2008, é directora artística da ÉTER – Produção Cultural.

Entre os espectáculos que encenou ou em que participou artisticamente contam-se adaptações de obras de José Saramago, como Memorial do Convento e O Ano da Morte de Ricardo Reis, bem como trabalhos a partir de obras de Eça de Queirós, entre os quais Os Maias. A sua actividade inclui também espectáculos como Memórias de Branca Dias, de Miguel Real, e Liberdade, Liberdade!.

Em parceria com Miguel Real, escreveu peças originais como 1755 — O Grande Terramoto, Os Patriotas, O Umbigo de Régio e Liberdade, Liberdade!, além de adaptações teatrais de romances, incluindo Memorial do Convento, de José Saramago, e A Voz dos Deuses, de João Aguiar. Individualmente, escreveu peças como Tomai Lá do O'Neill e O Julgamento de Sócrates, tendo ainda adaptado para teatro A Relíquia, de Eça de Queirós, e O Alquimista, de Ben Jonson.

Uma Família Portuguesa Em 2008, a peça Uma Família Portuguesa, escrita por Filomena Oliveira e Miguel Real, venceu o Grande Prémio de Teatro Português SPA/Teatro Aberto, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores e pelo Teatro Aberto. O prémio, no valor de cinco mil euros, foi concedido por um júri composto por representantes da SPA e do Novo Grupo/Teatro Aberto.

A peça estreou-se no Teatro Aberto, em Lisboa, a 25 de março de 2010, com encenação de Cristina Carvalhal. Segundo a sinopse do Teatro Aberto, a obra acompanha uma família portuguesa de três gerações e convoca temas como a ditadura, a guerra colonial e a devoção a Nossa Senhora de Fátima, integrando referências musicais, literárias e plásticas da segunda metade do século XX.

Outros trabalhos

A ÉTER – Produção Cultural apresenta espectáculos em torno da cultura portuguesa, da lusofonia e da identidade europeia, incluindo produções como O Ano da Morte de Ricardo Reis, Memorial do Convento, Os Lusíadas, As Máscaras de Pessoa, Os Maias, Vieira – O Sonho do Império, Europa, Europa!, Liberdade, Liberdade! e Florbela, Florbela, várias delas associadas a Filomena Oliveira e Miguel Real.

Em 2024, Filomena Oliveira e Miguel Real assinaram o texto e a dramaturgia de Florbela, Florbela, espectáculo dedicado a Florbela Espanca, apresentado no contexto das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, dos 130 anos do nascimento da poeta e da publicação de um dicionário sobre a sua obra. A encenação foi de Filomena Oliveira, numa cocriação entre o Centro Dramático de Évora e a ÉTER – Produção Cultural.

Obras seleccionadas

Os Patriotas, com Miguel Real, 2002. 1755 — O Grande Terramoto, com Miguel Real. Tomai Lá do O'Neill. O Julgamento de Sócrates. Uma Família Portuguesa, com Miguel Real. Florbela, Florbela, com Miguel Real.

Prémios

Grande Prémio de Teatro Português SPA/Teatro Aberto, em 2008, com Miguel Real, pela peça Uma Família Portuguesa.

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