Geralda Chaves Soares (Santana do Araçuaí, 1942), conhecida como Gera, é uma pedagoga, indigenista e pesquisadora brasileira.
Atua na defesa dos direitos dos povos indígenas em Minas Gerais, com destaque para sua participação em registros e reportagens sobre violações de direitos humanos ocorridas durante a Ditadura Militar Brasileira (1964–1985), além de sua atuação em Educação intercultural.
Biografia Nascida no Vale do Jequitinhonha, formou-se em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Sua trajetória profissional incluiu atuação na educação formal e posterior dedicação ao trabalho com povos indígenas a partir da década de 1970.
Nesse período, vinculou-se ao Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e participou de iniciativas voltadas à documentação e defesa de direitos indígenas em Minas Gerais. Sua atuação no CIMI está documentada em acervos históricos e publicações indigenistas, incluindo edições do jornal Porantim preservadas pelo Museu do Índio, que registram sua presença em atividades e articulações do movimento indigenista.
Atuação indigenista e defesa de direitos Geralda atuou em processos relacionados à defesa de direitos territoriais e culturais de povos indígenas nos vales do Rio Doce, Jequitinhonha e Mucuri. Também esteve envolvida em iniciativas de educação indígena diferenciada e em processos de reconhecimento étnico.
Em 2021, esteve relacionada ao processo de reconhecimento do território do povo Aranã, no Vale do Jequitinhonha, descrito em reportagens como resultado de uma longa trajetória de mobilização, ainda com desafios relacionados à reparação territorial.
Ditadura Militar Brasileira Sua trajetória é mencionada em estudos e reportagens sobre violações de direitos humanos contra povos indígenas durante a ditadura militar. Esses estudos tratam de episódios como o Reformatório Krenak e a Guarda Rural Indígena (GRIN), estruturas associadas a políticas de repressão no período.
Geralda Chaves Soares é mencionada em documentos e reportagens relacionados à documentação histórica sobre violações contra os povos Krenak durante a Ditadura Militar.
Produção bibliográfica Geralda Chaves Soares é autora e organizadora de trabalhos sobre a história indígena regional: Os Borun do Watu: os índios do Rio Doce (1992); Na Trilha Guerreira dos Borun (2010).
Seu trabalho é citado em estudos antropológicos internacionais sobre povos indígenas no Brasil, incluindo pesquisas do antropólogo francês Benoît de L’Estoile relacionadas à memória e circulação de acervos indígenas.
Reconhecimento institucional Em 2026, recebeu a Medalha Frei Chico, concedida pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), em reconhecimento à sua contribuição à defesa de populações tradicionais e direitos humanos.
Referências
Ligações externas
Categoria:Educadores indígenas do Brasil Categoria:Pedagogos de Minas Gerais Categoria:Pesquisadores do Brasil Categoria:Mulheres ativistas do Brasil Categoria:Ativistas dos direitos indígenas do Brasil Categoria:Políticas afro-brasileiras Categoria:Naturais de Ponto dos Volantes Categoria:Nascidos em 1942