Desde que o conflito no Irã em 2026 teve início com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, localidades em toda a Arábia Saudita passaram a ser alvo de múltiplos ataques retaliatórios iranianos com mísseis. Os ataques também tiveram como alvo refinarias de petróleo no país.
Ataques Em 28 de fevereiro, após os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, fortes explosões foram relatadas nas regiões orientais de Riade, capital da Arábia Saudita. O Ministério das Relações Exteriores saudita condenou os ataques e afirmou que eles foram repelidos.
Em 1 de março, a Arábia Saudita interceptou mísseis direcionados à Base Aérea Príncipe Sultan e ao aeroporto de Riade, sem registro de danos materiais.
Em 2 de março, a Arábia Saudita afirmou ter interceptado cinco drones hostis direcionados à refinaria de petróleo de Ras Tanura, enquanto um incêndio limitado ocorreu devido à queda de estilhaços de um projétil.
Em 3 de março, a Embaixada dos Estados Unidos em Riade foi alvo de um ataque por dois drones iranianos, o que foi confirmado pelas autoridades sauditas, que declararam ter havido “incêndio limitado e danos materiais menores”. O episódio ocorreu antes de o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) declarar sua intenção de começar a destruir “centros políticos americanos” na região, incluindo a embaixada em Riade.
No dia seguinte, as instalações da Aramco em Ras Tanura foram atingidas pela segunda vez por um projétil.
Em 8 de março, um ataque de drone iraniano, que a Guarda Revolucionária Islâmica informou ter visado sistemas de radar, atingiu um edifício residencial em Al-Kharj, matando duas pessoas de nacionalidade indiana e bengali e ferindo outras doze pessoas.
No dia seguinte, a Arábia Saudita afirmou que suas forças destruíram quatro drones que tinham como alvo o campo petrolífero de Shaybah.
Em 10 de março, o Rijal al-Bas al-Shadid, um grupo afiliado à Resistência Islâmica no Iraque, lançou foguetes em direção à Base Aérea Príncipe Sultan na Arábia Saudita.
Em 12 de março, a Arábia Saudita interceptou um drone que se dirigia para o campo petrolífero de Shaybah.
Em 14 de março, as autoridades estadunidenses disseram aoThe Wall Street Journal que cinco aviões de reabastecimento da Força Aérea dos Estados Unidos na Base Aérea Príncipe Sultan foram atingidos e danificados por mísseis iranianos. O Ministério da Defesa saudita disse que interceptou sete drones que se dirigiam para Riade e a Província Oriental. Além disso, a Fórmula 1 anunciou o cancelamento dos Grandes Prêmios do Barém e da Arábia Saudita devido ao início da guerra.
No dia seguinte, o Ministério da Defesa saudita disse ter interceptado dez drones que se dirigiam para Riade e para a Província Oriental.
Em 18 de março, o Ministério da Defesa saudita anunciou que interceptou um míssil direcionado a Al-Kharj. Não foram relatadas vítimas.
Em 19 de março, o Ministério da Defesa saudita afirmou que um drone caiu na refinaria SAMREF. O ministro da Defesa grego, Nikos Dendias, disse que os sistemas Patriot operados pela Grécia interceptaram e destruíram dois mísseis balísticos iranianos que tinham como alvo refinarias de petróleo sauditas.
Em 21 de março, três mísseis foram lançados contra Riade. Dois dos três caíram em uma área desabitada. Quatro drones foram interceptados na região leste da Arábia Saudita.
Em 23 de março, o Ministério da Defesa saudita afirmou que mísseis foram disparados do Irã, visando Riade; um foi interceptado, enquanto o outro caiu em área habitada. A Guarda Revolucionária Iraniana também divulgou um vídeo supostamente mostrando o envio de mísseis e drones contra uma base estadunidense na Arábia Saudita.
No dia seguinte, o Ministério da Defesa saudita informou ter interceptado um míssil balístico que se dirigia para a região leste do país.
Em 27 de março, um ataque de mísseis iranianos à Base Aérea Príncipe Sultan destruiu e danificou várias aeronaves de reabastecimento estadunidenses, incluindo um Boeing E-3 Sentry e pelo menos um KC-135 Stratotanker no solo. De acordo com autoridades estadunidenses, 29 dos seus militares ficaram feridos em ataques durante a semana.
Em 31 de março, a Arábia Saudita informou que seis casas em Al-Kharj sofreram danos leves devido a destroços de drones interceptados.
Reações e respostas Em 26 de março de 2026, a Arábia Saudita, juntamente com os Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Barém, Catar e Jordânia, condenou conjuntamente o Irã e seus grupos armados afiliados no Iraque, bem como seus ataques contra países da região e suas instalações e infraestrutura. O gabinete saudita declarou que tomará todas as medidas necessárias para defender a segurança, o território, os cidadãos e os residentes da Arábia Saudita. A Arábia Saudita condenou ainda os "ataques do Irã a aeroportos civis e infraestrutura petrolífera, classificando-os como uma violação do direito internacional e uma tentativa deliberada de desestabilizar a região". À medida que os ataques persistiam, o Ministério das Relações Exteriores saudita alertou que "se o Irã prosseguir com seus ataques, sofrerá as mais graves consequências diplomáticas, econômicas e estratégicas, e será o maior perdedor". Posteriormente, foi noticiado que uma empresa de armamentos saudita assinou um contrato para comprar mísseis interceptores da Ucrânia. O príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, juntamente com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, alertou que os contínuos ataques iranianos contra outros países do Golfo Pérsico podem levar a uma escalada regional. Em 21 de março, a Arábia Saudita expulsou vários oficiais de defesa iranianos, dando-lhes 24 horas para deixar o país.
Como resposta aos ataques iranianos, a Força Aérea Real Saudita realizou ataques secretos contra locais de lançamento de drones e mísseis iranianos no Irã e atacou milícias apoiadas pelo Irã no Iraque.
: A Secretária de Relações Exteriores, Yvette Cooper, condenou os ataques iranianos contra a Arábia Saudita, afirmando: “Os ataques iranianos a Riade, inclusive contra a embaixada dos Estados Unidos, são completamente inaceitáveis. Condenamos esses ataques imprudentes e desestabilizadores que atingem civis inocentes.”
Ver também Ataques iranianos ao Barém em 2026 Ataques iranianos ao Catar em 2026 Ataques iranianos ao Chipre em 2026 Ataques iranianos ao Cuaite em 2026 Ataques iranianos aos Emirados Árabes Unidos em 2026 Ataques iranianos a Omã em 2026 Ataques iraquianos à Arábia Saudita em 1991 Relações entre Arábia Saudita e Irã
Categoria:2026 nas relações internacionais Categoria:Guerra do Irã em 2026 Categoria:Conflitos em 2026 Categoria:Relações entre Estados Unidos e Irã Categoria:Relações entre Arábia Saudita e Israel Categoria:Ataques iranianos contra nações do Oriente Médio em 2026