thumb|Pipa incendiária com objeto em chamas preso à extremidade da cauda, lançada da Faixa de Gaza para provocar incêndios em campos do Conselho Regional de Eshkol. Uma pipa incendiária (também pipa-bomba, pipa em chamas, pipa de fogo) é uma pipa equipada com uma bomba, artefato incendiário ou coquetel molotov.

Uso histórico As pipas foram usadas pela primeira vez em conflitos armados pelos chineses. Durante a Dinastia Song, o Corvo de Fogo, uma pipa que carregava pólvora incendiária, um estopim e um bastão de incenso aceso, foi desenvolvida como arma. O tratado De nobilitatibus, sapientiis, et prudentiis regum, de , de 1326, mostra um grupo de cavaleiros empinando uma pipa carregada com uma bomba incendiária cheia de pólvora negra sobre a muralha de uma cidade. De acordo com o , em 647 Kim Yusin, um general coreano de Silla, reuniu suas tropas para derrotar rebeldes utilizando pipas em chamas, que também assustavam o inimigo. No século XVII, as forças do rei tailandês amarraram barris de pólvora a pipas usadas em ataques aéreos.

Uso na Faixa de Gaza thumb|Campos queimados por pipa incendiária nas proximidades do kibutz Be'eri.

Durante os Protestos na fronteira da Faixa de Gaza em 2018, palestinos da Faixa de Gaza passaram a lançar pipas incendiárias sobre a Barreira Israel–Faixa de Gaza, provocando incêndios no lado israelense da fronteira. Desde o início de maio de 2018, balão incendiários de maior alcance, cheios de hélio e improvisados a partir de balões de festa e camisinhas, passaram a ser usados juntamente com as pipas. Em um dos episódios, um falcão equipado com um arnês com material incendiário preso à extremidade também foi utilizado.

Em 10 de julho de 2018, pipas e balões incendiários já haviam provocado 678 incêndios em Israel, destruindo de áreas de mata e de campos agrícolas, além de causar danos adicionais a áreas abertas.

Ver também

Balão incendiário

Referências

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