Gulbadã Begum (20 de novembro de 1522 – 7 de fevereiro de 1603) foi uma princesa mogol e filha do imperador Babur, o fundador do Império Mogol.
Ela é conhecida por ser a autora do Humayun-nama, um relato da vida de seu meio-irmão e sucessor de Babur, o imperador Humaium, que ela escreveu a pedidos de seu sobrinho e filho de Humaium, o imperador Aquebar. As memórias de Gulbadã em relação a seu pai são vagas, já que ela tinha apenas oito anos quando Babur morreu. No entanto, seus relatos em relação a seu meio-irmão são bem expansivos e ela é capaz de recontar a confrontação entre seus irmãos Cumrun Mirza e Humaium. Ela se recorda do conflito fratricida entre eles com um senso de luto.
Ela passou a maior parte de sua vida em Cabul. Em 1557, ela foi convidada por seu sobrinho, Aquebar, a se unir à casa imperial em Agra. Ela portava bastante influência e respeito na casa imperial e era muito amada por Aquebar e por sua mãe, Hamida Banu Begum. Gulbadã Begum é mencionada no Akbarnama e muitos detalhes biográficos de sua vida são acessíveis através de seu trabalho.
Junto de outras mulheres da realeza, Gulbadã Begum realizou uma peregrinação a Meca e retornou para casa sete anos depois em 1582. Ela morreu em 1603.
Processo de escrita do Humayun-nama Aquebar fez uma comissão a Gulbadã Begum para que ela escrevesse uma crônica da história de seu pai, Humaium. Ele tinha um apreço por sua tia e pela sua habilidade de contar histórias. Os mogóis eram inclinados a motivar autores a documentar seus reinos (A própria história de Aquebar, o Akbarnama, foi escrita pelo acadêmico persa Abul Fazl). Akbar pediu para que sua tia escrevesse qualquer coisa que ela lembrava sobre a vida de seu irmão. Gulbadã Begum aceitou o desafio e produziu um documento que tornou a ser conhecido como Humayun-nama.The Humayun Namah, by Gulbadan Begam, a study site by Deanna Ramsay
Gulbadã escreveu em persa informal, sem a língua erudita usada por escritores de alto escalão da época. Seu pai, Babur, escreveu seu Baburnama da mesma forma. Diferente de autores contemporâneos, Gulbadã escreveu um relato baseado em suas lembranças, sem embelezamento ou romanticismo. O que ela produziu foi não só uma crônica das tribulações do reinado de Humaium, mas também um vislumbre da vida do harém mogol. A obra é a único documento sobrevivente escrito por uma mulher da realeza mogol no século 16.
Referências Categoria:Escritoras da Índia Categoria:Mortos em 1603 Categoria:Nascidos na década de 1520