No Havaí pré-colonial, designava uma relação íntima entre parceiros do mesmo sexo, conhecidos como . Essas relações eram particularmente apreciadas por (chefes) e por masculinos e femininos realizando uma ou um serviço esperado sem que um estigma social lhes fosse associado. Havia vários termos havaianos para descrever , incluindo e (uma forma poética que se traduz como "alguém com quem se deitar").
foram celebrados em muitos (lendas e histórias), incluindo as poesias épicas de e . A maioria dos chefes, incluindo Kamehameha I, tinham . Há relatos de que o tenente James King afirmou que "todos os chefes os tinham", e que o capitão Cook foi solicitado por um dos chefes a deixar King para trás, sendo tal pedido considerado uma grande honra. Vários membros da tripulação de Cook se referiram a essa tradição com grande desdém, e o aventureiro e marinheiro americano John Ledyard a descreveu em detalhes. Tais relacionamentos eram oficiais e de forma alguma escondidos. A relação sexual era considerada natural pelos havaianos da época.
A palavra e a categoria social de refere-se a: ou relacionamento sexual íntimo; e ou homem/marido. No tradicional ou cânticos, mulheres e deusas (assim como , a nobreza tradicional das ilhas havaianas) referiam-se às suas amantes femininas como , tal como faz a deusa , com relação à sua amante . Durante o final do século XIX e início do século XX, a palavra foi "purificada" de seu significado sexual pelo colonialismo e, na versão impressa, significava simplesmente amigo. Contudo, nas publicações em língua havaiana, seu significado metafórico podia significar amigo ou amante sem estigmatização.
Entre os homens, as relações sexuais geralmente começam quando os parceiros são adolescentes e continuam ao longo de suas vidas, mesmo que também mantenham parceiros heterossexuais. Essas relações são aceitas como parte da história da antiga cultura havaiana.
Enquanto o pode ser considerado um exemplo de relacionamento homossexual aceito em uma comunidade nominalmente heterossexual que também aceita bissexuais, Kanalu G. Terry Young afirma, em seu livro Rethinking the Native Hawaiian Past, que esses relacionamentos não eram bissexuais em um sentido social. Esses relacionamentos não eram estigmatizados no da pessoa (natureza ou caráter de alguém).
é diferente de , um termo havaiano tradicional que se refere a indivíduos que têm um espírito duplo: masculino e feminino.
Referências
Categoria:História LGBT dos Estados Unidos Categoria:História do Havaí