Burning the Books: A History of the Deliberate Destruction of Knowledge (no Brasil: Queimando livros: uma história sobre o ataque ao conhecimento; em Portugal: Queimar livros: uma história da destruição do saber) é um livro publicado pelo britânico , diretor da , sobre a história da destruição intencional do conhecimento registrado, no ano de 2020. O livro foi selecionado para o Prêmio Wolfson de História de 2021.

Enredo A obra analisa a destruição intencional de bibliotecas e arquivos desde a antiguidade até a era contemporânea, abordando eventos como a destruição de tábuas assírias no Iraque, documentos da geração Windrush no Reino Unido e ataques a bibliotecas em Alexandria e Sarajevo. O escritor e bibliotecário examinas as motivações políticas, religiosas e culturais por trás desses atos, bem como o papel das bibliotecas e arquivos na preservação de registros de cidadania, estado de direito e documentos históricos, como a Magna Carta na Inglaterra e a Declaração de Independência nos Estados Unidos. A obra também destaca esforços de bibliotecários e arquivistas para proteger o conhecimento, frequentemente sob risco pessoal, e enfatiza a importância de políticas públicas e financiamento para a manutenção dessas instituições.

Lançamento No Reino Unido, o livro foi pulicado em 3 de setembro de 2020, pela editora John Murray. Ainda no Reino Uniddo, o livro foi resumido e transmitido pela BBC Radio 4 em seis episódios, narrado pelo ator Anthony Head. Nos Estados Unidos, a publicação ficou a cargo da Harvard University Press, editora vinculada à Universidade Harvard, em novembro do mesmo ano.

Em maio de 2022, em tradução de Nuno Quintas, o livro foi publicado em Portugal pela Editorial Presença. No mês de outubro do mesmo ano, a editora brasileira, Editora Globo, com tradução de Santiago Nazarian, publicou uma versão do livro no Brasil.

Recepção

Crítica A jornalista e escritora , escreveu para o jornal britânico The Guardian, uma crítica positiva ao livro, elogiando a escrita de Ovenden: "Burning the Books revela em cada página, ele não é apenas cuidadoso, diligente e sábio, mas também sabe o que deixar de fora e o que manter — e é essa qualidade, acima de tudo, que torna seu livro tão notável. Seu alcance é bastante surpreendente e, ainda assim, incrivelmente, sua narrativa tem apenas 320 páginas." , para o jornal birtânico The Times, fez crítica negativa ao livro: "Ovenden também acredita que ainda honramos a liberdade de expressão neste país. Será mesmo? Não a abandonamos progressivamente em favor de espaços seguros e coesão comunitária? Tudo isso contribui para um final decepcionantemente sem impacto para um livro que, de outra forma, seria intrigante."

Timothy W. Ryback, para a revista especializada em literatura britânica , fez crítica mista ao livro e anotou que: "ao abrir a fascinante e gratificante história de Ovenden, o leitor talvez fique desapontado, como eu fiquei, ao se deparar com a famosa observação do poeta alemão do século XIX Heinrich Heine: “Sempre que queimam livros, acabam também queimando pessoas. Embora Ovenden ofereça uma das traduções mais elegantes, perguntei-me se ele poderia ter encontrado um aforismo igualmente conciso, mas não tão frequentemente usado, como epígrafe."

Ernest Hilbert, para o jornal estadunidense The Wall Street Journal, fez crítica positiva ao livro e enalteceu o "grande conhecimento técnico de Ovenden sobre o assunto".

Prêmios +AnoPremiaçãoCategoriaResultadoRef.2021Prêmio Wolfson de HistóriaLivro do ano

Obras citadas pelo livro

Categoria:Livros de 2020 Categoria:Livros em inglês Categoria:Censura