Gregório Alonso Aparicio, (Fuentelsaz, 24 de abril de 1894 — Rio de Janeiro, 12 de maio de 1982) foi um bispo católico e prelado de Marajó.
Biografia Gregório nasceu em Fuentelsaz, Castela-Mancha, em 24 de abril de 1894, filho de Pedro Alonso e Juliana Aparício. Realizou seus estudos de primeiro e segundo graus e de Filosofia em Berlanga, Espanha (1908-1915); estudou Teologia em Monachil, Espanha, e Ribeirão Preto, São Paulo (1915-1919). Foi ordenado sacerdote da Ordem dos Agostinianos Recoletos em 15 de março de 1919.
Frei Gregório atuou como vigário cooperador em Franca (1919), Pirancy (1920) e Rio de Janeiro (1920-1923). Em seguida, foi pároco de Pirancy (1923-1924) e cooperador e pároco em Buenos Aires, Argentina (1924-1930). Nessa posição, ele implantou a ordem na capital, que se espalhou para outras províncias. Com a criação da Prelazia do Marajó pelo Papa Pio XI em 1928, confiada aos agostinianos recoletos da Província São Tomás de Vilanova, em 19 de outubro de 1930, Frei Gregório tomou posse como seu primeiro administrador apostólico, em Soure, Pará.
Em 9 de janeiro de 1943, foi nomeado prelado da Prelazia de Marajó e bispo titular de Pogla, sendo o primeiro bispo da citada prelazia. Sua consagração episcopal ocorreu em 11 de julho do mesmo ano, na Igreja de São José, Belém, celebrada pelo arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, Jaime de Barros Câmara; os principais co-consagradores foram Dom João da Mata de Andrade e Amaral, bispo do Amazonas, e Dom Eliseu Maria Coroli, B., prelado do Guamá.
Seu lema episcopal era “Caritas Christi urget nos” (A caridade de Cristo nos impele). Durante seu episcopado, Dom Gregório empenhou-se na restauração e ampliação de igrejas, na criação de escolas para a formação catequética e no envio de missionários às comunidades ribeirinhas. Dentro de sua ação romanizante, ele promoveu a mudança da santa de devoção popular de Soure, Nossa Senhora de Nazaré, para a padroeira da sua ordem, Nossa Senhora da Consolação, a partir da construção e inauguração da nova igreja matriz. Ele inaugurou a Casa de Saúde Círculo Operário, que posteriormente se tornaria o Hospital Municipal Menino Deus; o Jardim da Infância Menino Deus, que se tornou o Colégio Stella Maris; o Auditório Santo Agostinho, onde funcionou o único cinema da cidade; além de outras obras sociais e educacionais.
Como bispo, participou da primeira, segunda e quarta sessão do Concílio Vaticano II.
Em 7 de abril de 1965, renunciou à função de prelado por motivos de idade e saúde. Dom Gregório Alonso morreu em 12 de maio de 1982, aos 88 anos, no Rio de Janeiro.
Bibliografia
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