Putinhas Aborteiras foi uma banda feminista de anarcofunk fundada em Porto Alegre, que ficou conhecida nacionalmente após o vazamento da gravação de sua apresentação no programa Radar, da TVE, em 25 de abril de 2014.

Participação no programa Radar De acordo com uma nota publicada em sua página no Facebook, o objetivo das Putinhas Aborteiras era participar do programa para divulgar a Marcha das Vadias, programada para acontecer no dia 28 de abril de 2014. No entanto, o teor de suas músicas causou repercussão nacional depois que funcionários da TV Educativa de Porto Alegre (TVE) publicaram a gravação do programa no YouTube.

Na ocasião de sua participação no programa, o grupo apresentou canções com letras de protesto, como Ei, Papa, levanta teu vestido/Quem sabe aí embaixo não está o Amarildo e Se o Papa fosse mulher, o aborto seria legal.

Repercussão Devido à grande repercussão do vídeo publicado no YouTube, que alcançou a marca de 500 mil visualizações em cerca de um mês, as integrantes do grupo sofreram com vazamento de dados pessoais e diversas ameaças anônimas pela internet e pessoalmente.De acordo com elas, já era esperado que pessoas conservadoras pudessem reagir negativamente às suas músicas, uma vez que temas como o aborto são um tabu.Também afirmaram que as pautas de suas músicas eram reivindicações amplamente conhecidas do movimento feminista e atribuíram parte das reações negativas ao preconceito contra o funk.O ocorrido, no entanto, causou traumas que levaram parte das integrantes a saírem definitivamente das redes sociais.

Em entrevista ao G1, Télia Negrão, importante referência do feminismo no Rio Grande do Sul, afirmou que apesar do choque causado em algumas pessoas, o saldo da repercussão pode ser considerado positivo na medida em que dá visibilidade a questões importantes relacionadas às mulheres, levando à reflexão sobre o direito aos seu próprios corpos e sexualidade.

Os vereadores de Porto Alegre Mônica Leal e Guilherme Villela, filiados ao Partido Progressista, requereram uma moção de repúdio à emissora por consideraram que as músicas apresentadas feriam a moral e os bons constumes. Também o jornalista Reinaldo Azevedo repudiou a atuação do grupo, fazendo duras críticas ao seu posicionamento em relação à igreja católica e chamando suas integrantes de "bobalhonas".

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