A temporada de furacões no Atlântico de 2025 foi a temporada anual de furacões na bacia do Atlântico, destacando o rápido desenvolvimento pontual de ciclones tropicais em águas mais quentes que o normal, entre períodos longos de baixa atividade tropical. Nesta temporada formaram-se três furacões de categoria 5, o segundo maior número dos anos registados, atrás de 2005, que teve quatro. Entre os três estava o Furacão Melissa, que foi o ciclone tropical mais forte do ano a nível mundial até à data, entre os furacões mais intensos já registados, bem como o ciclone tropical mais forte a atingir a costa da Jamaica já registado. Devido em grande parte a esses sistemas, e apesar de um número abaixo da média de tempestades e furacões nomeados, a temporada teve uma classificação de energia ciclônica acumulada (ECA) acima do normal de 132,4 unidades. A temporada começou oficialmente em 1º de junho e terminou em 30 de novembro, datas adotadas por convenção, descrevendo historicamente o período em cada ano em que a maior parte da ciclogênese subtropical ou tropical ocorre no Oceano Atlântico (mais de 97%). No geral, 13 tempestades nomeadas se formaram, 5 delas se tornaram furacões, das quais 4 se fortaleceram em grandes furacões (Categoria 3 ou superior na escala Saffir–Simpson). A tempestade tropical Andrea, formou-se em 23 de junho, marcando o inicio mais tardio da época no Atlântico desde 2014.
Pouco tempo depois, a tempestade tropical Barry formou-se e rapidamente atingiu terra em Veracruz. Em julho, a tempestade tropical Chantal atingiu a Carolina do Sul, o único sistema a atingir os Estados Unidos nesta temporada, e desde 2015 que nenhum furacão atingiu os Estados Unidos. Em agosto, o Furacão Erin tornou-se o sistema mais forte mundial em 2025 até à data, chegando à categoria 5 de intensidade. Apesar de nunca atingir terra, o sistema impactou Cabo Verde, assim como no leste do Caribe e na costa leste dos Estados Unidos. Posteriormente durante o pico da época de furacões, as condições desfavoráveis condicionaram a ciclogênese tropical durante quase um mês até ao final de agosto e as primeiras duas semanas de setembro. Em meados de setembro, a atividade resumiu com a formação do furacão Gabrielle no Atlântico central, passando ao leste das Bermudas como um furacão maior antes de afetar os Açores. Em seguida vieram os furacões Humberto e Imelda. Humberto atingiu a força da categoria 5, mas, tal como Erin, não atingiu a costa. No final de outubro, a tempestade final da temporada, o Furacão Melissa, intensificou-se em um furacão de categoria 5 ao sul da Jamaica e atingiu a costa com intensidade máxima, resultando em destruição catastrófica. Melissa se dissipou em 31 de outubro, sem mais tempestades a formarem-se e por sua vez, concluindo a temporada. As tempestades durante a temporada causaram pelo menos 134 mortes e resultaram em pelo menos US$10,555 bilhões em perdas monetárias, principalmente devido a Melissa.
Previsões sazonais +Previsões da atividade tropical na temporada de 2025FonteDataTempestadesnomeadasFuracõesFuracõesmaioresRefMédia (1991–2020) 14.4 7.2 3.2 Atividade recorde alta30157†Atividade recorde baixa10†0† TSR10 de dezembro de 20241573CSU3 de abril de 20251794TSR7 de abril de 20251473UA9 de abril de 20251573MU14 de abril de 202512–167–93–4NCSU15 de abril de 202512–156–82–3TWC17 de abril de 20251994UPenn23 de abril de 202510–18N/AN/A SMN 7 de maio de 202513–176–83–4UKMO21 de maio de 20251694 NOAA22 de maio de 202513–196–103–5TSR23 de maio de 20251684CSU11 de junho de 20251794UA17 de junho de 20251773TSR8 de julho de 20251573CSU9 de julho de 20251683NOAA7 de agosto de 202513–185–92–5Atividade atual1354 † Mais recente das ocorrências Em antecipação de, e durante, cada época de furacões, várias previsões de atividade de furacões na temporada são emitidos pelos serviços nacionais de meteorologia, agências científicas, e peritos reconhecidos de furacões. Estes incluem previsões de meteorologistas dos Estados Unidos (NOAA) Climate Prediction Center, Tropical Storm Risk (TSR), o Met Office do Reino Unido, e a Universidade Estadual de Colorado (CSU). Estas previsões dos meteorologistas incluem alterações semanais e mensais em fatores importantes que ajudam a determinar o número de tempestades tropicais, furacões, e furacões maiores dentro a época em particular.
De acordo com a NOAA e CSU, a época média de furacões entre 1991 e 2020 continha cerca de 14 tempestades nomeadas, 7 furacões, e 3 furacões maiores (Categoria 3 ou mais intenso), assim como o índice de Energia ciclónica acumulada (ECA) de 72–111 unidades. Em termos gerais, ECA é a medida de força do ciclone tropical ou subtropical multiplicado pelo tempo que existiu. ECA é apenas calculado para avisos completos em ciclones tropicais ou subtropicais específicos onde os ventos atingem 63 km/h ou mais. A NOAA tipicamente descreve a época como acima da média, média, ou abaixo da média dependendo do índice cumulativo do ECA; mas o número de ciclones tropicais, furacões ou furacões maiores também são tidos em conta.
Resumo sazonal
Sistemas Tempestade tropical Andrea
O NHC monitorizava uma perturbação entre o nordeste das Bermudas e oeste dos Açores com poucas chances de se tornar um ciclone tropical por estar muito a norte no Oceano Atlântico, mas no dia 24 de junho Andrea foi nomeado porque adquiriu uma "convecção persistente durante a noite", segundo o Centro. "Sua localização é um tanto incomum para junho, visto que nenhuma outra tempestade se formou tão ao norte e leste quanto Andrea", pontuou Brian Donegan, meteorologista da Fox Weather.
Os avisos do NHC foram descontinuados 14 horas depois do ciclone ser nomeado, quando ele se tornou uma baixa remanescente, nas águas temperadas de cerca de 20°C no nordeste do Atlântico.
Tempestade tropical Barry
No dia 28 de junho a "depressão tropical número 1" se formou na Bacia de Campeche e os sistema foi nomeado na manhã do dia 29, com avisos para fortes chuvas no leste do México. No dia 30 o ciclone chegou a Tampico como uma tempestade tropical, com ventos sustentados de cerca de 65 km/h, mas logo foi rebaixado para uma depressão tropical.
Barry provocou chuvas fortes no centro do México, nos estados de Veracruz, Puebla, Tamaulipas, San Luis Potosí e Hidalgo e enchentes ocorreram principalmente em San Luis Potosí.
Na tarde de 3 julho, uma circulação de nível médio remanescente de Barry aliada a uma massa de humidade vinda do Pacífico causou chuvas torrenciais em Texas Hill Country, principalmente no Condado de Kerr, levando a enchentes catastróficas generalizadas que provocaram mais de 100 mortes.
Tempestade tropical Chantal
No fim da tarde de 04 de julho o NHC emitiu o "Aviso número 1 sobre depressão tropical três", quando o ciclone tropical estava a cerca de 24 quilómetros a sudeste de Charleston, na Carolina do Sul, e tinha ventos constantes de 55 km/h. No aviso vinha a indicação de que o centro da depressão provavelmente se moveria perto ou sobre a costa da Carolina do Sul na manhã de domingo.
Na manhã de sábado o sistema foi nomeado Chantal quando virou uma tempestade tropical. No domingo de 06 de julho, às 5 horas (horário local), Chantal desembarcou no leste da Carolina do Sul, pouco a sul de Murrells Inlet, com ventos de 85 km/h, com avisos para enchentes repentinas também para a Carolina do Norte, que alcançou horas depois de cruzar o leste da Carolina do Sul.
Tempestade tropical Dexter
Furacão Erin
Em 9 de agosto, uma onda tropical deslocou-se da costa oeste da África. À medida que a perturbação se deslocava para o mar e em direção às Ilhas de Cabo Verde no dia seguinte, formou-se uma baixa pressão bem definida, produzindo chuvas e trovoadas desorganizadas, com ventos sustentados próximos à força de vendaval. Na manhã de 11 de agosto, a perturbação organizou-se na tempestade tropical Erin, à medida que seus ventos sustentados aumentaram para cerca de 75 km/h. Erin deslocou-se rapidamente para oeste após a sua formação, onde encontrou um ambiente termodinâmico desfavorável que inibiu o seu desenvolvimento adicional. Erin não conseguiu organizar-se de forma significativa em 12 de agosto e a convecção profunda diminuiu durante a manhã. Embora as condições em torno da tempestade fossem novamente apenas marginalmente favoráveis em 13 de agosto, a convecção tornou-se mais concentrada perto do seu centro e Erin fortaleceu-se ligeiramente naquela tarde.
Devido à persistente entrada de ar seco, no dia seguinte a tempestade continuou a ter dificuldades para estabelecer um núcleo interno, e a convecção diminuiu um pouco sobre o centro de baixo nível no final daquele dia. Mesmo assim, Erin conseguiu atingir a força de um furacão na manhã de 15 de agosto. Mais tarde naquele dia, sua estrutura melhorou drasticamente e o furacão se intensificou para a categoria 2. Em 16 de agosto, enquanto se movia para oeste-noroeste a cerca de 31 km/h, Erin se intensificou rapidamente para a categoria 4 às 09:50 UTC daquela manhã. Em seguida, às 15:20 UTC, os Caçadores de Furacões relataram que Erin se fortaleceu para um furacão de categoria 5, atingindo ventos máximos sustentados de 260 km/h e uma pressão central mínima de 915 mbar, a cerca de 220 km a noroeste de Anguila. Então, após manter essa intensidade durante grande parte do dia, a tempestade iniciou um ciclo de substituição da parede do olho. Durante o ciclo de substituição, no início de 17 de agosto, os ventos máximos do sistema diminuíram para a força da Categoria 3. Após a conclusão do ciclo, Erin se intensificou novamente para a Categoria 4 no início da manhã seguinte, com um olho mais amplo e um campo de vento em expansão. No final daquele mesmo dia, o sistema enfraqueceu novamente para a Categoria 3, enquanto se deslocava para noroeste, a leste das Bahamas. Erin, agora com força de Categoria 2, virou para leste-nordeste no início de 21 de agosto, enviando chuva e ventos com força de tempestade tropical sobre as Outer Banks da Carolina do Norte. Às 06:00 UTC daquele dia, passou a cerca de 320 km a sudeste do Cabo Hatteras, Carolina do Norte. Também estava a cerca de 750 km a oeste-noroeste das Bermudas naquele momento. Mais tarde, na manhã de 22 de agosto, o furacão enfraqueceu para a categoria 1 devido a um cisalhamento do vento sudoeste de 56 a 65 km/h e à queda da temperatura da superfície do mar, levando ao início de sua transição extratropical enquanto se movia para nordeste sobre o Atlântico Norte aberto.
Tempestade tropical Fernand
Furacão Gabrielle
Tempestade tropical Humberto
Furacão Imelda
Tempestade tropical Jerry
Tempestade subtropical Karen
Tempestade tropical Lorenzo
Furacão Melissa