A Matter of Time é o terceiro álbum de estúdio da cantora e compositora islandesa Laufey. Ele foi lançado no dia 22 de agosto de 2025, por meio da Vingolf Recordings e da AWAL. Antes do lançamento do álbum, foram lançados quatro singles: "Silver Lining", "Tough Luck", "Lover Girl" e "Snow White".

O álbum representa uma mudança em relação ao foco anterior de Laufey na preservação do jazz, passando a explorar um lado mais vulnerável e emocionalmente expressivo. Laufey colaborou com o produtor de longa data Spencer Stewart e com Aaron Dessner, integrante da banda the National, para desenvolver um som que equilibra profundidade emocional com influências musicais mais amplas. Tematicamente, o álbum aborda tópicos como o fim de amizades, o receio em relação ao amor e a introspecção pessoal. Laufey descreveu o projeto como uma oportunidade de explorar aspectos mais complexos e imperfeitos de si mesma.

Antecedentes e conceito

Laufey lançou seu segundo álbum, Bewitched (2023), juntamente com sua versão expandida complementar, Bewitched: The Goddess Edition, em 2024. Ambos foram aclamados pela crítica e pelo público, consolidando ainda mais sua fusão distinta de jazz, clássico e pop. Após o álbum, a expectativa por seu próximo trabalho aumentou. Em 15 de maio de 2025, ela anunciou seu terceiro álbum de estúdio, A Matter of Time, com lançamento previsto para 22 de agosto de 2025. Mais cedo naquele ano, Laufey se apresentou no Gala Women of the Year 2025 da revista Time em Los Angeles, evento que homenageia mulheres de todo o mundo por sua atuação em prol da igualdade e justiça. Apresentada pela bicampeã olímpica Jordan Chiles, Laufey encerrou a noite com uma performance que celebrava temas como resiliência, esperança e coragem. Ela também foi homenageada na cerimônia anual do Gold House Gala. Dividindo o palco com estrelas consagradas e emergentes, Laufey recebeu o prêmio Billboard Gold Music e apresentou uma versão acústica de seu single "Silver Lining". Ao refletir sobre o evento, ela afirmou sentir-se especialmente acolhida e celebrada por seus colegas após sua vitória no Grammy por Bewitched.

Nos álbuns anteriores — Everything I Know About Love e Bewitched — Laufey concentrou-se principalmente em baladas românticas originais, influenciadas pelo Great American Songbook, ao qual ela se refere como sua "bíblia". Refletindo sobre essa transição durante a gravação de seu terceiro álbum em Nova Iorque, ela disse: "Eu costumava achar isso algo assustador: ninguém tinha trilhado esse caminho antes de mim. Mas agora percebo que, quando você é quem decide quais passos dar e quais galhos afastar, é aí que você sabe que tem algo bom em mãos."

"Cada novo álbum para mim é como um livro em branco, cheio de histórias a serem escritas. [...] Estou constantemente pensando em música clássica e jazz, em como preservá-los adequadamente e prestar-lhes homenagem. Para este álbum, eu apenas queria deixar meu coração vagar. [...]

As pessoas esperam uma fachada bonita, roupas femininas, histórias fantasiosas e música romântica. Desta vez, eu estava interessada em ver como poderia expor as partes mais imperfeitas de mim e encará-las diretamente no espelho."

Com A Matter of Time, Laufey muda seu foco de preservar o legado da música jazz — ênfase de seus trabalhos anteriores — para revelar um lado mais vulnerável e humano de si mesma. Para ajudar a concretizar essa mudança, ela trabalhou com dois co-produtores: Spencer Stewart, colaborador de longa data, e Aaron Dessner, conhecido por seu trabalho com artistas que exploram a profundidade emocional. Em entrevista à People, ela descreveu o álbum como mais extrovertido e emocionalmente cru, explorando temas como rompimentos de amizades, medo do amor e confronto consigo mesma.

Composição A Matter of Time foi descrito pela revista Elle como um álbum conceitual sobre "uma jovem se desfazendo", com Laufey explorando um "lado mais bagunçado" de si mesma, que está por trás de sua estética romântica característica. Em entrevistas, Laufey expressou o desejo de criar músicas "dignas de serem cantadas junto", refletindo suas experiências ao passar de apresentações de música clássica para plateias mais velhas até agora liderar shows em que seu público jovem canta suas letras de volta para ela. Ela detalhou que o álbum apresenta "mais instrumentação" e tem uma sonoridade "mais alta" e "maior", para combinar com a escala de suas atuais apresentações ao vivo. Laufey descreveu este como "o álbum mais confiante" e "mais ambicioso" que já fez, ao mesmo tempo em que o chamou de "o mais eu que já fui".

Canções O single principal do álbum, "Silver Lining", mostra a abordagem romântica e emocionalmente direta do disco, com o verso "When you go to hell, I'll go there with you, too" ("Quando você for para o inferno, eu irei com você também") destacando a disposição de Laufey em abraçar a intensidade emocional. Descrita como uma faixa intensa e emocional pela revista NME, "Tough Luck" explora as consequências de um relacionamento fracassado. O terceiro single, "Lover Girl", é uma canção animada de bossa nova em que Laufey se retrata como uma garota apaixonada que enfrenta a dificuldade de estar separada do namorado. "Snow White" aborda os padrões corporais inatingíveis impostos às mulheres e a dor de nunca se sentir suficientemente boa.

Lançamento e divulgação Laufey anunciou seu terceiro álbum de estúdio, A Matter of Time, em 15 de maio de 2025, confirmando seu lançamento para 22 de agosto de 2025, através dos selos Vingolf Recordings e AWAL. O anúncio foi compartilhado em suas plataformas oficiais nas redes sociais, nas quais ela revelou a capa do álbum juntamente com a data de lançamento. Em uma publicação feita no dia anterior, Laufey descreveu o disco como um diário pessoal transformado em música, explorando todo o espectro de emoções "do belo ao feio" vividas ao longo do tempo e do amor.

Singles Antes do anúncio oficial, dois singles foram lançados: "Silver Lining" em 3 de abril de 2025 e "Tough Luck" em 15 de maio de 2025. "Silver Lining", acompanhada de um videoclipe, foi descrita por Laufey como uma canção de amor sobre libertar sua verdadeira personalidade diante do amor, onde "sua criança interior se manifesta e você se sente encorajado pela paixão". A segunda faixa foi apresentada em performances ao vivo antes de seu lançamento oficial, com letras que refletem a perspectiva de alguém rompendo com um relacionamento tóxico. Em 25 de junho de 2025, a cantora lançou seu terceiro single do álbum, "Lover Girl". "Snow White" foi lançada em 7 de agosto de 2025 como o quarto single do álbum.

Turnê Laufey apresentou-se em diversos concertos e festivais pela América do Norte e do Sul ao longo de 2025. Essas aparições incluíram colaborações com várias orquestras sinfônicas. Ela se apresentou na Cidade do México em 27 de maio de 2025, seguida por um show no Popload Festival, em São Paulo, em 31 de maio. No fim de julho e início de agosto, Laufey juntou-se à Orquestra Sinfônica de Virgínia para duas apresentações no Virginia Arts Festival, em Norfolk, Virgínia, nos dias 30 e 31 de julho. Em seguida, apresentou-se com a Orquestra Sinfônica de Chautauqua, em Chautauqua, Nova Iorque, nos dias 2 e 3 de agosto. Outros concertos orquestrais incluíram performances com a Orquestra de Cleveland no Blossom Music Center, em Cuyahoga Falls, Ohio, em 7 de agosto, e com a Orchestra de Filadélfia no Saratoga Performing Arts Center, em 9 de agosto. Após esses festivais e apresentações orquestrais, ela embarcou na turnê A Matter of Time.

Recepção crítica

A revista PopMatters descreveu A Matter of Time como "encantador", observando que o carisma de Laufey transparece mesmo quando ela o minimiza.

Desempenho comercial A Matter of Time estreou na terceira posição da UK Albums Chart datada de 29 de agosto de 2025, tornando-se o primeiro álbum de Laufey a alcançar o top 10 no país, após Bewitched ter atingido o 13º lugar. O álbum também estreou no topo da Official Record Store Chart, tornando-se o disco mais popular nas lojas de discos independentes do Reino Unido em sua semana de lançamento.

Lista de faixas Todas as faixas foram escritas por Laufey e Spencer Stewart, exceto onde indicado.

Notas

"Mr. Eclectic" apresenta vocais adicionais de Clairo.

Créditos Os créditos foram adaptados do Tidal.

Músicos

Laufey – vocais principais (todas as faixas), violoncelo (faixas 1–4, 7, 8, 10–12, 14), piano (5), guitarra elétrica (6) Spencer Stewart – contrabaixo (1, 8), piano (2, 7, 12, 14), violão (3, 5, 10), baixo elétrico (6), bateria (13), guitarras (13) Junia Lin – violino (1, 2, 5, 7, 10) Ryan Shaw – bateria (1, 15) Ted Case – piano (1, 15) Katisse Buckingham – flauta transversal (2) Aaron Dessner – violão (4, 11); bateria, piano (11) JT Bates – bateria (4) Jeremy Ylvisaker – guitarra elétrica (4) Mark Levang – acordeão (5, 6) Jordan Rose – bateria (6, 7) Robert Schaer – trompete (8, 14) Anthony Parnther – fagote (8) Jonathan Sacdalan – clarinete (8) Sara Andon – flauta (8) Adam Wolf – trompa (8) Marcia Dickstein – harpa (8) Claire Brazeau – oboé (8) Dillon Macintyre – trombone (8) Michelle Shin – violino (8) Iain Farrington – arranjos (9) Bryndís Þórsdóttir – fagote (9) Louisa Slosar – fagote (9) Hjörtur Páll Eggertsson – violoncelo (9) Hrafnkell Orri Egilsson – violoncelo (9) Júlía Mogensen – violoncelo (9) Margrét Árnadóttir – violoncelo (9) Sigurgeir Agnarsson – violoncelo (9) Urh Mrak – violoncelo (9) Baldvin Ingvar Tryggvason – clarinete (9) Grímur Helgason – clarinete (9) Jacek Karwan – contrabaixo (9) Richard Korn – contrabaixo (9) T. C. Fitzgerald – contrabaixo (9) Þórir Jóhannsson – contrabaixo (9) Anna Winter – flauta (9) Áshildur Haraldsdóttir – flauta (9) Charlotte Rehm – trompa (9) Joseph Ognibene – trompa (9) Paul Pitzek – trompa (9) Stefán Jón Bernharðsson – trompa (9) Katie Buckley – harpa (9) Julia Hantschel – oboé (9) Matthías Nardeau – oboé (9) Eggert Pálsson – percussão (9) Frank Aarnink – tímpano (9) Eyjólfur Bjarni Alfreðsson – viola (9) Guðrún Hrund Harðardóttir – viola (9) Guðrún Þórarinsdóttir – viola (9) Herdis Anna Jónsdóttir – viola (9) Kathryn Harrison – viola (9) Þórunn Ósk Marinósdóttir – viola (9) Anton Miller – violino (9) Geirþrúður Anna Guðmundsdóttir – violino (9) Greta Guðnadóttir – violino (9) Helga Þóra Björgvinsdóttir – violino (9) Herdís Mjöll Guðmundsdóttir – violino (9) Hulda Jónsdóttir – violino (9) Ingrid Karlsdóttir – violino (9) Júlíana Elín Kjartansdóttir – violino (9) Kristján Matthíasson – violino (9) Margrét Kristjánsdóttir – violino (9) Margrét Þorsteinsdóttir – violino (9) Pálína Árnadóttir – violino (9) Pétur Björnsson – violino (9) Sigrún Eðvaldsdóttir – violino (9) Sigurlaug Eðvaldsdóttir – violino (9) Sólrún Ylfa Ingimarsdóttir – violino (9) Sólveig Vaka Eyþórsdóttir – violino (9) Ólöf Þorvarðsdóttir – violino (9) Andrew Barr – bateria (11) Clairo – vocais de apoio (12) Dario Bizio – contrabaixo (14) Karl McComas-Reichl – contrabaixo (15)

Equipe técnica

Laufey – produção Spencer Stewart – produção (1–3, 5–8, 10, 12–15) Aaron Dessner – produção (4, 11) Orquestra Sinfônica da Islândia – produção (9) Steve Kaye – mixagem Joe LaPorta – masterização Jannick Frampton – mixagem adicional Bella Blasko – engenharia (4, 11) Dani Perez – engenharia (6, 12, 13) Sveinn Kjartansson – engenharia (9) Jack Manning – engenharia (12, 13) Carlos Ruiz – assistência de engenharia (6), engenharia adicional (12, 13) Zach Szydlo – mixagem imersiva

Paradas