Célia Ribeiro Zaher (Rio de Janeiro) foi um grande nome para a ciência nacional e internacional, sendo referência nos campos da Bibliografia, Documentação, Biblioteconomia e ciência da informação.

Tendo uma extensa carreira profissional, destacam-se seus trabalhos na Biblioteca Nacional, no Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD). Desenvolvimento científico e Tecnológico (CNPq), além de suas contribuições cientificas.

Formação Acadêmica

Célia Ribeiro Zaher é graduada em Biblioteconomia pela Biblioteca Nacional, atualmente parte da UNIRIO, em 1962, e pós-graduada com Lato sensu em Biblioteconomia pela School of Library Science, da Columbia University.

Além disso, estendeu seus estudos ao campo jurídico, graduando-se em Ciências Jurídicas e Sociais, obtendo doutorado na área de Direito do Trabalho, ambos pela Universidade do Brasil (atual UFRJ).

Carreira Profissional

Começou sua carreira profissional como professora do curso de Documentação Científica no IBBD (1954–1970), tendo ocupado também, cargos importantes, como os de chefia e direção de serviços especializados (1954–1964) e de diretora, por dois mandatos (1968–1972), sendo o segundo (2008–2011), quando o instituto já havia tornado-se o IBICT.

Também ocupou cargos de presidência em diversas outras instituições importantes, sendo elas:

Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) (1969–1972) Biblioteca Nacional (1970–1972, 1997–2005) Federação Internacional de Documentação (FID) (1970) Asociación de Bibliotecas Nacionales de Iberoamérica (ABINIA) (2001–2003) Council of Directors of National Libraries (CDNL) (2002–2005).

Além do IBBD, foi diretora das seguintes instituições:

Biblioteca Nacional (1982–1984) Biblioteca Regional de Medicina (BIREME) (1991–1996) IBICT (2008–2011), e conduziu diversos projetos nessas instituições.

Contribuições Científicas

Durante toda a sua carreira profissional, foi autora de diversos livros e artigos, além de ter proferido palestras em distintos eventos. Tendo como principal campo de estudo a informação e a maneira como ela se modifica para atender às demandas sociais, é mostrado no livro Da Bibliografia à Ciência da Informação, histórico e posição (1972), em coautoria com Hagar Espanha Gomes, o surgimento da documentação em função de novas formas de registro da informação na bibliografia, que ocorreram em meio à necessidade social de maior especificidade em relação às informações disponíveis, tratando assim a bibliografia como instrumento indispensável para o desenvolvimento científico-tecnológico.

Em relação à ciência da informação, seu pensamento era de que ela compreendia desde a origem até a utilização da informação, destacando o uso de códigos para um processamento e transmissão eficiente da mesma. Ainda no campo da transmissão da informação e do conhecimento científico, usou de seu conhecimento em outras línguas, obtido durante parte de sua graduação e carreira profissional no exterior, para traduzir artigos relacionados a seu campo de estudo, facilitando assim a disseminação de um campo do conhecimento ainda pouco estudado no Brasil à época.

Também foi um importante nome para a automação da informação no Brasil no início da década de 1960, sendo fundamental para a automação de diversos acervos no país, como, por exemplo, o Catálogo Coletivo Nacional de Periódicos (1969) e a Bibliografia Brasileira de Física (1968), ainda que feitos de maneira analógica. Posteriormente, no começo dos anos 2000, com o avanço tecnológico no mundo todo, foi novamente pioneira no uso da tecnologia no meio da biblioteconomia e da ciência da informação, principalmente com a digitalização de acervos em diversas áreas, o que facilitou o acesso ao conhecimento.

No meio acadêmico, foi responsável pela criação dos cursos de biblioteconomia em duas importantes universidades brasileiras: Universidade Federal Fluminense (1993) e Universidade Federal do Pará (1965), além do curso de mestrado em ciência da informação (1970), durante seu primeiro mandato como presidente do IBBD.

Carreira Internacional

Com uma memorável carreira internacional, atuou na UNESCO (1965–1991), onde teve importantes cargos, sendo eles:

Chefe da Missão Diplomática no México e na República Dominicana (1965–1968) Diretora da Divisão de Desenvolvimento de Documentos e Serviços de Arquivos do Departamento de Documentação, Bibliotecas e Arquivos (1972–1991) Divisão de Promoção do Livro, Audiovisual e Arquivos Internacionais (1985–1987).

Títulos de Honra

Devido a uma carreira repleta de conquistas e realizações importantes para a ciência em geral, Célia Zaher foi reconhecida por órgãos nacionais e internacionais, recebendo diversos títulos de honra: Comendadora da Ordem do Mérito Educativo, Ministério da Educação e Cultura (MEC) (1982) Troféu Bastos Tigre, Bibliotecária do Ano (1983) Honra ao Mérito, Medalha de Honra, Pan American Health Organization (PAHO) (1983) Melhor Gerente Regional, PAHO/OMS (1983) Comendadora da Ordem de Rio Branco, Ministério das Relações Exteriores (MRE) (1983) Reconhecimento do Colegio de Bibliotecólogos del Perú (2009)

https://www.gov.br/ibict/pt-br/central-de-conteudos/noticias/2020/novembro-2020/mulheres-na-vanguarda-do-ppgci-entrevista-com-a-professora-celia-ribeiro-zaher https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/104117/celia-ribeiro-zaher/ https://biblioteca.ibict.br/refletindo-o-legado-grandes-nomes-para-a-ciencia-da-informacao/ https://basearch.coc.fiocruz.br/index.php/celia-ribeiro-zaher https://revista.ibict.br/ciinf/article/view/1 https://www.editora.ufpb.br/sistema/press5/index.php/UFPB/catalog/book/253 https://www.editora.ufpb.br/sistema/press5/index.php/UFPB/catalog/book/253

Categoria:Bibliotecários do estado do Rio de Janeiro