Albino Santos de Lima é um ex-agente penitenciário brasileiro conhecido como o serial killer de Alagoas. Ele foi, entre 2019 e 2024, o responsável por uma onda de assassinatos em série em Maceió, Alagoas, fazendo 18 vítimas fatais. Outras seis conseguiram escapar com vida.

Considerado o maior assassino em série da história do estado, Albino está preso e já foi condenado a 37 anos de reclusão pelo homicídio qualificado de Emerson Wagner da Silva. Ele ainda aguarda outros julgamentos porque o Ministério Público de Alagoas já ofereceu outras denúncias.

Biografia Pouco se sabe sobre a vida pessoal de Albino Santos de Lima antes de seus crimes. Trabalhou como agente penitenciário e residia na parte baixa de Maceió, nos bairros Vergel do Lago, Ponta Grossa e Levada, locais próximos aos cenários de seus crimes.

Crimes As investigações apontam que Albino iniciou sua série de assassinatos em 2019, com crimes ocorrendo até 2024, quando foi preso. Ele utilizava uma pistola calibre .380, pertencente a seu pai, um policial militar aposentado, para executar suas vítimas, geralmente com tiros na cabeça.

Vítimas Algumas vítimas conhecidas são:

Genilda Maria da Conceição (primeira pessoa a ser morta, em fevereiro de 2019) Mikaele Leite da Silva, 21 anos (morta em 19 de outubro de 2023) Louise Gybson Vieira de Melo, 18 anos (uma mulher trans; m. em 11 de dezembro de 2023) Beatriz Henrique da Silva, 25 anos (m. em 15 de dezembro de 2023) Débora Vitória Silva dos Santos, 21 anos (m. en 18 de dezembro de 2023) John Lennon Santos Ferreira, 20 anos (m. em 18 de dezembro de 2023) Joseildo Siqueira, 24 anos (m. em 8 de janeiro de 2024) Tamara Vanessa da Silva Santos, 21 anos (m. em 8 de junho de 2024) Emerson Wagner da Silva, 17 anos (m. em 1 de junho de 2024) Ana Clara Santos Lima, 13 anos (m. em 3 de agosto de 2024)

Anna Beatriz Santos Tavares, 13 anos (m. em 26 de agosto de 2024)

"Era por volta das 21h45 , do dia 11 de dezembro de 2023, quando Louise retornava, a pé, da escola para casa. Desconfiada de que estava sendo perseguida por um carro, pedira ajuda a uma amiga que a acompanhou até em casa. Em determinado momento, ambas perceberam que o veículo não estava mais na rua e deduziram que havia ido embora, no entanto Louise foi surpreendida Albino que deflagrou vários tiros contra a sua cabeça sem a menor chance para se defender. As amigas da vítima relataram que avistaram o assassino, era um homem vestindo preto e de estatura mediana", explicou o Ministério Público do Alagoas em seu portal. "Vítima era monitorada há meses por Albino", reportou o UOL.

As outras sete vítimas fatais são Alysson Santos Silva, Marcelo Lopes dos Santos, José Cícero Bernardo da Silva, Maria Vânia da Silva Nunes, João Santos Mateus, Antônio de Oliveira Melo Neto e Maria Claudiana da Silva.

Perfil das vítimas As vítimas eram predominantemente adolescentes e mulheres jovens, de cor parda, de cabelos escuros e cacheados, com idades entre 13 e 25 anos. Albino as selecionava por meio de redes sociais, como o Instagram, mas não mantinha contato direto com elas. Em alguns casos, homens foram assassinados por estarem relacionados a mulheres que se encaixavam no perfil desejado - o caso de Emerson Wagner da Silva e um amigo que foram alvejados quando perseguiram o assassino após este invadir a casa da namorada de Emerson, que faleceu, enquanto o amigo consegui fugir.

Modus operandi Após stalkear as vítimas, Albino agia principlamente à noite, usando roupas escuras e um boné para ocultar o rosto.

Durante as investigações, a Polícia Civil encontrou no celular de Albino fotografias das vítimas e selfies tiradas em frente às lápides de algumas delas, bem como nomes de vítimas e a data de suas mortes. As fotos das lápides são uma espécie de troféu, o que é, muitas vezes, uma das marcas dos assassinos em série.

Investigações Foi a morte de uma jovem de 13 anos, Anna Beatriz, em setembro de 2024, que fez a Polícia Civil perceber que cerca de 10 mortes já registradas tinham um padrão semelhante, inclusive que haviam sido cometidas numa mesma região. Câmeras de segurança ajudaram a identificar Albino e as investigações posteriores apontaram que as mortes haviam ocorrido num raio de cerca de 800 metros ao redor da casa do assassino. Com um mandado de prisão expedido pela Justiça, durante a operação os policiais encontraram a arma usada e imagens no celular de Albino. Exames balísticos confirmaram que os projéteis encontrados nos corpos das vítimas provinham da mesma arma utilizada pelo acusado.

Prisão e condenação Albino foi preso em 17 de setembro de 2024. "Ele é um predador, um assassino em série, extremamente frio e calculista”, disse o delegado Gilson Rego à epoca.

Em abril de 2025 o criminoso foi condenado a 37 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão por homicídio duplamente qualificado pela morte de Emerson Wagner da Silva, que o questionou do porquê dele ter tentado atacar sua namorada, e tentativa de homicídio de um amigo da vítima. Durante o julgamento, testemunhas relataram seu comportamento agressivo e sua obsessão por mulheres jovens com características específicas.

Ele ainda aguarda outros julgamentos porque o Ministério Público de Alagoas já ofereceu outras denúncias, inclusive pela morte de Louise Gybson Vieira de Melo.

Ver também Lista de assassinos em série por número de vítimas Pedro Rodrigues Filho Francisco das Chagas Rodrigues de Brito

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