Um referendo de independência foi realizado na República da Eslovênia (então parte da República Socialista Federativa da Iugoslávia) em 23 de dezembro de 1990. Tanto a coalizão de centro-direita no poder quanto a oposição de esquerda apoiaram o referendo e pediram aos eleitores que apoiassem a independência da Eslovênia.
Foi colocada aos eleitores a seguinte questão: "Deve a República da Eslovênia tornar-se um Estado independente e soberano ?" (). O parlamento esloveno fixou um limiar para a validade do plebiscito em 50% e um de todos os eleitores registados.
Havia 1.499.294 pessoas com direito a votar. No entanto, 42.274 pessoas não puderam votar porque estavam a trabalhar no estrangeiro ou envolvidas em serviço militar ou exercícios militares, reduzindo o eleitorado para 1.457.020.
Resultados Em 26 de dezembro, os resultados do referendo foram oficialmente proclamados por France Bučar na Assembleia. 88% dos eleitores registrados (95% dos participantes) votaram a favor da independência, ultrapassando, portanto, o limite. 4% votaram contra a independência, enquanto 1% emitiram votos inválidos e 0,1% devolveram os seus votos sem os utilizar. 7% do eleitorado potencial não participou das eleições. EscolhaVotos%A favor1,289,36995.71Contra57,8004.29Total1,347,169100.00Votos válidos1,347,16999.09Votos inválidos/em branco12,4120.91Total de votos1,359,581100.00Eleitores registrados/participação1,457,02093.31Fonte: Instituto de Estatística"Volitve" [Elections]. Statistični letopis 2011 [Statistical Yearbook 2011]. Vol. 15. Statistical Office of the Republic of Slovenia. 2011. p. 108. ISSN 1318-5403.
Consequências O anúncio de Bučar obrigou as autoridades eslovenas a declarar a independência do país dentro de seis meses. Em 25 de junho de 1991, a Carta Constitucional Básica sobre a Independência e Soberania da República da Eslovênia foi aprovada e a independência foi declarada no dia seguinte, levando à Guerra dos Dez Dias. Balkan Battlegrounds: A Military History of the Yugoslav Conflict, 1990–1995 (em inglês). [S.l.]: Central Intelligence Agency, Office of Russian and European Analysis. 2002. 64 páginas. ISBN 978-0-16-066472-4.
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