Kiki Smith, nascida em 18 de janeiro de 1954, é uma artista germano-americana cuja obra investiga, desde os anos 1980, as complexas relações entre corpo, linguagem, espiritualidade e natureza. Atuando em múltiplas mídias — como escultura, gravura, instalação, tapeçaria e desenho — Smith construiu uma poética profundamente enraizada na materialidade do corpo humano, abordando temas como sexualidade, mortalidade, regeneração e a condição feminina. Como observa Linda Weintraub, a artista “retira o corpo da anestesia cultural para reinscrevê-lo como testemunho e vulnerabilidade” .Weintraub, Linda. In the Making: Creative Options for Contemporary Art. Nova York: D.A.P./Distributed Art Publishers, 2003, pg 165. Sua produção, marcada por um gesto íntimo e visceral, combina referências biomédicas, mitológicas e religiosas, explorando o corpo não apenas como objeto de representação, mas como locus de inscrição simbólica e política — uma perspectiva afinada, segundo Amelia Jones, com as “epistemologias encarnadas do feminismo contemporâneo, que deslocam o olhar para dentro do corpo, para seu interior físico e metafórico”.Jones, Amelia. Body Art/Performing the Subject. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1998, pg 43.
Segundo Helaine Posner, “a arte de Smith propõe uma abordagem compassiva e, ao mesmo tempo, crítica da corporeidade, abrindo espaço para novas narrativas sobre o feminino e a vulnerabilidade”.Posner, Helaine. Kiki Smith. Nova York: The Monacelli Press, 2005, pg 9. Sua obra figura entre as mais influentes da arte contemporânea, sendo amplamente discutida no contexto do feminismo, dos estudos visuais e das epistemologias pós-humanistas.
Ver também Arte feminista Arte contemporânea Body art Performance (arte)
Ligações Externas Kiki Smith no Guggenheim Museum Kiki Smith no MoMA
Categoria:Artistas feministas