Federação União Progressista é uma federação partidária brasileira, formada pelos partidos União Brasil (UNIÃO) e Progressistas (PP). Ambos os partidos realizaram convenção conjunta de criação em 19 de agosto de 2025, após cerimônia oficial de lançamento de 29 de abril de 2025. Com estatuto aprovado na convenção conjunta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferiu o pedido de registro em 26 de março de 2026.
O arranjo reúne os dois partidos oriundos da Aliança Renovadora Nacional (ARENA), partido de sustentação da ditadura militar brasileira, e de seu sucessor Partido Democrático Social (PDS) durante o retorno ao pluripartidarismo.
Os números à época da criação da federação levaram à alcunha de "superfederação", pois alcançaram as maiores bancadas em ambas as casas do Congresso Nacional, a maior fatia do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e do Fundo Partidário, e as maiores quantidades de prefeitos e governadores filiados. Esses números motivaram a formação da federação, contrastando com o objetivo da superação da cláusula de barreira presente na conformação das demais federações até então.
História
Precedentes
O União Brasil foi fundado em 2021 a partir da fusão entre os partidos Democratas (DEM) e Partido Social Liberal (PSL) e o Progressistas fez parte das discussões da fusão, mas acabou não participando dela. Desde que foi obtido o registro do partido resultante da fusão, UNIÃO e PP negociam uma possível fusão ou federação. Nessa época, a reeleição de Arthur Lira, do PP, para a Presidência da Câmara dos Deputados era uma motivação para a fusão entre os dois partidos. Ao mesmo tempo, foi também motivo para o insucesso da proposta, pois Luciano Bivar, então presidente do UNIÃO, também almejava ser presidente da Câmara. Lira saiu vitorioso e a fusão não se concretizou à época. Além disso, impasses sobre a política nos estados do Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Paraíba, Paraná e São Paulo fizeram as negociações se encerrarem em 2023. Independentemente disso, a proposta se diferenciou das demais federações formadas por não objetivar a superação da cláusula de barreira, mas sim a disputa por cargos no Congresso Nacional e pelo orçamento do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e Fundo Partidário.
Enquanto Ciro Nogueira, presidente do PP, e outras lideranças do partido se engajavam na proposta desde o início, no UNIÃO as perspectivas se tornaram favoráveis com Antonio Rueda sucedendo Bivar na presidência do partido. Além disso, as negociações passaram a contar com o partido Republicanos ao final de 2023. A participação desse terceiro partido foi mais reticente, sem muitas falas públicas, seja do presidente Marcos Pereira, seja de outros dirigentes, embora frequentassem reuniões de discussão da proposta. As negociações se intensificaram para o início de 2025, ano anterior à eleição presidencial de 2026, a fim de enfrentar os impasses nos cenários políticos estaduais e municipais. Justamente em função desses impasses locais, a maioria dos deputados federais filiados ao Republicanos rejeitaram a proposta de federação logo no início de fevereiro de 2025.
Inicialmente a ideia era registrar apenas o nome União Progressista, mas a sigla UP já é utilizada pelo partido Unidade Popular. Para não serem acusados de plágio, dirigentes da federação passaram a utilizar a sigla UPB, que seria em alusão a "União Progressista Brasileira" (embora seja uma designação não utilizada). Por vezes, também é referida como "Federação União Progressista" e pela sigla "UPb". Como registrar uma sigla não é obrigatório, a federação não utiliza uma sigla de maneira oficial e não há menção às siglas UP, UPB ou UPb no estatuto da organização.
Registro no TSE
Em 19 de agosto de 2025, as convenções nacionais do UNIÃO e do PP aprovaram o estatuto da federação no turno da manhã e pela tarde houve a convenção conjunta para criação da federação. Embora o Republicanos não tenha seguido nas negociações, seu filiado Tarcísio de Freitas, então governador de São Paulo, esteve presente à reunião de criação. Tendo em vistas as eleições gerais de 2026, o evento também foi marcado por críticas ao terceiro mandato do presidente Lula, muito embora haja filiados ocupando a chefia de ministérios e outros cargos influentes na administração federal.
Em 2 de setembro, a federação anunciou a entrega dos cargos no governo federal, requerendo a renúncia de seus filiados aos cargos ocupados e a sujeição a sanções em caso de descumprimento.
Em 4 de dezembro de 2025 foi protocolado o pedido de registro da Federação junto ao Tribunal Superior Eleitoral, distribuídos os autor do processo com o nº 0601165-53.2025.6.00.0000.
O pedido de registro foi impugnado pelo partido Unidade Popular (UP), sob o fundamento de que a Federação União Progressista utilizava logomarca na qual as letras “UP” apareciam em destaque, com a letra “B” grafada em dimensão reduzida à direita. Sustentou a impugnante que tal identidade visual possuía potencial para gerar confusão no eleitorado, podendo ensejar a associação indevida à sua sigla partidária, em afronta às normas que tutelam a distintividade e a regular identificação das agremiações partidárias. Em razão disso, em Federação União Progressista alterou a sua logo, de forma superar a impugnação.
Em 12 de março de 2026, o Ministério Público Eleitoral emitiu parecer favorável ao registro da federação, com ressalvas quanto ao seu estatuto, manifestando-se pela procedência do pedido, requerendo contudo a determinação para que a federação promova modificações estatutários. Todavia, até 13 de março de 2026, o pedido de registro permanecia pendente de julgamento.
Em 17 de março de 2026, foi publicada decisão que incluiu o julgamento do pedido de registro da federação na pauta da sessão ordinária de 26 de março de 2026, às 10 horas.
Em 26 de março de 2026, o TSE deferiu, por unanimidade, o pedido de registro da federação partidária.
Organização A Federação é composta por dois partidos políticos:
PartidoPresidenteDeputados federais (2025)Senadores (2025)Prefeitos (2025)Governadores (2025)semmoldura|35x35pxUnião BrasilAntônio de Ruedasemmoldura|35x35pxProgressistasCiro Nogueira
Em 18 de março foi aprovada a deliberação do avanço nas negociações pelas lideranças do União Brasil e Progressistas a fim de concretizar uma federação. No dia 28 de abril, veículos de comunicação dos dois partidos anunciaram a fundação da União Progressista, numa cerimônia realizada no salão nobre da Câmara dos Deputados do Brasil que aconteceria em 29 de abril de 2025. Os dois partidos acordaram que a presidência da federação seria compartilhada entre Antônio Rueda (UNIÃO) e Ciro Nogueira (PP) — sem hierarquia estabelecida — até dezembro de 2025, quando um comandante único seria eleito pela União Progressista. Para esse mesmo período, a direção nacional foi composta por ACM Neto, Arthur Lira, Davi Alcolumbre, Ronaldo Caiado, Pedro Lucas Fernandes, Dr. Luizinho, Cláudio Cajado e Ricardo Barros.
Pelo estatuto aprovado, para o período de 2026 a 2029 Antônio de Rueda será o presidente e Ciro Nogueira, o vice-presidente.
Desempenho eleitoral Eleições presidenciais AnoImagemCandidato(a) a PresidenteCandidato a Vice-PresidenteColigaçãoVotosPosição2026.
Ver também Conservadorismo no Brasil Carlismo Centrão Federações partidárias no Brasil Federação Brasil da Esperança Federação Renovação Solidária Federação PSOL REDE Federação PSDB Cidadania
Ligações externas
Estatuto da federação Progressistas União Brasil
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