O Gabinete Broglie II foi o ministério formado por uma coligação de monarquistas, sob a liderança de Albert de Broglie, entre 26 de novembro de 1873 e 16 de maio de 1874. Foi o 4º gabinete da Terceira República Francesa, sendo antecedido pelo Gabinete Broglie I e sucedido pelo Gabinete Cissey.

Contexto Após uma breve reformulação, o gabinete de Broglie seguiu dando continuidade à política de “ordem moral” antirrepublicana estabelecida anteriormente. O governo aprovou uma nova lei dos prefeitos, buscando combater o republicanismo nos municípios franceses. Enquanto isso, monarquistas intransigentes responsabilizavam Broglie e os orleanistas pelo fracasso da restauração monárquica. O gabinete, então, proibiu vários jornais legitimistas críticos do governo.

Em maio de 1874, uma coalizão de legitimistas, bonapartistas e Republicanos Moderados (ou oportunistas) derrotou o governo em uma votação a respeito de uma nova lei eleitoral. Albert de Broglie apresentou, então, sua renúncia ao Presidente da República, Patrice de Mac-Mahon.

Composição

Presidente da República: Patrice de Mac-Mahon Vice-presidente do Conselho de Ministros: Albert de Broglie Ministro dos Estrangeiros: Louis Decazes Ministro da Justiça: Octave Depeyre Ministro do Interior: Albert de Broglie Ministro da Guerra: François Charles du Barail Ministro das Finanças: Pierre Magne Ministro da Marinha e das Colônias: Charles de Dompierre d'Hornoy Ministro da Instrução Pública, Belas Artes e Cultos: Oscar Bardi de Fourtou Ministro das Obras Públicas: Charles de Larcy Ministro da Agricultura e do Comércio: Alfred Deseilligny

Realizações

Aprovação de uma nova lei para os municípios, deixando a indicação dos prefeitos de capitais e distritos a cargo do Presidente da República; Aumento das contribuições diretas e dos impostos para auxiliar no pagamento de empréstimos e reparações de guerra; Proibição do trabalho para menores de 12 anos e do trabalho noturno para menores de 16 anos.

Bibliografia

MAYEUR, Jean-Marie. Les Débuts de la IIIe République 1871- 1898. Paris: Archives de sciences sociales des religions, n°38, 1974.

Referências