Veículo Lançador de Pequeno Porte, VLPP, é um programa de Subvenção Econômica à Inovação, orçado em R$374 milhões, criado pela Financiadora de Estudos e Projetos, FINEP, em parceria com a Agência Espacial Brasileira, com o intuito de desenvolver veículos lançadores de satélites orbitais da classe SLLV, Small-Lift Launch Vehicle, ou Veículo Lançador Leve, também chamados de Microlançadores.

Contexto

O edital foi criado com o objetivo de fornecimento de recursos para a criação de veículos lançadores nacionais, seguindo os moldes do Programa de Tripulação Comercial, e do Commercial Resupply Services, da NASA. Assim, a União se responsabiliza unicamente pelo financiamento, com a iniciativa privada se responsabilizando pela pesquisa e desenvolvimento. Isto é diferente do feito com o VLM, onde o Instituto de Aeronáutica e Espaço se responsabiliza pela pesquisa, desenvolvimento e uso, com a iniciativa privada fornecendo as matérias primas.

Os atrasos no desenvolvimento do VLM, com a empresa responsável, Avibrás, sofrendo de uma crise financeira, foi um dos principais motivos para a criação do edital.

Em suma, o Edital de Subvenção Econômica à Inovação do veículo lançador de pequeno porte para lançamento de nano e/ou microssatélites foi criado para suprir a necessidade de um veículo lançador nacional, além do mercado New Space terceirizando o papel de pesquisa e desenvolvimento para a iniciativa privada, como startups.

Requisitos Os principais requisitos do edital eram:

Desenvolvimento de veículo, com capacidade de lançar pelo menos 5 kg de carga-útil na órbita circular equatorial de 450 km. Desenvolvimento de meios operacionais para o lançamento do Veículo de pequeno porte. Poderão ser utilizados meios operacionais existentes, desde que devidamente autorizados pelas entidades detentoras destes meios. Desenvolvimento de veículo e realização da operação de lançamento atendendo a todos os requisitos de segurança do campo de lançamento. Projeto, qualificação e construção de pelo menos dois protótipos de voo em território nacional. Realização de suas operações de lançamento, a partir do território nacional.

Além desses, tinham os requisitos diferenciais, porém, não obrigatórios:

Lançamento simultâneo de múltiplos nanossatélites. Capacidade de efetuar a reentrada antecipada do seu último estágio na atmosfera (evitar detritos espaciais). Atendimento a todo o espectro de inclinações, desde inserção em órbitas de baixa inclinação (equatoriais) até órbitas polares e heliossíncronas. Potencial de evolução/crescimento das suas capacidades em massa de carga-útil e precisão de inserção orbital. Utilização de sistemas e equipamentos desenvolvidos ou em desenvolvimento em programas paralelos no âmbito do PEB. Melhor precisão de inserção em órbita. Melhor relação custo por quilo de carga útil inserida em órbita. Maior eficiência da operação de lançamento em termos de custo, quantidade de recursos humanos envolvidos na atividade “on-site” e tempo de preparação e de lançamento.

Resultado Resultado preliminar Inicialmente, a Avibrás foi escolhida como única ganhadora do edital. Entretanto, a crise financeira fez com que fosse desclassificada.

Resultado final Com isso, foi decidido que duas empresas seriam escolhidas, no caso, a Akaer e CENIC. Grupo I Liderado por: AKAER ENGENHARIA S.A. Coexecutoras: ACRUX LTDA. BRENG ENGENHARIA E TECNOLOGIA LTDA. ESSADO DE MORAIS LTDA. Grupo II Liderado por: CENIC ENGENHARIA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA Coexecutoras: CONCERT TECHNOLOGIES S.A. SCHELIM ENGENHARIA EIRELLI. PLASMAHUB AMBIENTAL IND. ENG. EXP. E IMP. LTDA. ETSYS INDÚSTRIA E TECNOLOGIA EM SISTEMAS LTDA.

Veículos VLN-AKR

A empresa AKAER, se baseando no projeto Montenegro, que estava sendo desenvolvido pela sua parceria ACRUX, começou a desenvolver o Veículo Lançador de Nanossatélites da Akaer, ou VLN-AKR

O veículo possuiria três estágios, ele reutiliza os motores S-30 desenvolvidos para o VS-30 e VSB-30 nos primeiro e segundo estágios, e usariam um motor S-18 no terceiro estágio, algumas fontes dizem ser um motor baseado num motor do foguete Sonda-2, outros dizem que seria um motor novo.

Esperava-se que seu lançamento ocorresse no primeiro semestre de 2027. Entretanto, seu projeto foi suspenso devido à falha na prestação de contas.

MLBR

A empresa CENIC por sua vez, decidiu desenvolver um foguete totalmente do zero, o Microlançador Brasileiro, MLBR. A construção do foguete envolve as empresas Cenic Engenharia, ETSYS, Concert Space, Delsis e Plasmahub, Bizzu Space, Fibraforte, Almeida’s e Horuseye Tech.

O veículo possui 3 estágios de combustível solido, porém o terceiro estágio será substituído por um motor a combustível líquido em versões futuras que já estão sendo desenvolvidas em paralelo.

O MLBR terá 1 Metro de diâmetro, 12 metros de altura e capacidade de até 30 kg para órbita terrestre baixa (LEO). Espera-se que seu lançamento ocorra em 2027.

Desenvolvimento O desenvolvimento foi iniciado em 2024, com o projeto dos motores e protótipos para ensaios em escala reduzida.

Entre os dias 29 e 30 de maio de 2025, a equipe passou pelo Critical Design Review, que permitiu o início da fase de construção e testes.

Especificações O motor do primeiro estágio, batizado de "Nauru" (N-90A) conterá 90 toneladas de propelente; o motor "Arion", desenvolvido pela Bizu Space para uso no futuro estágio superior, será de propelente líquido.

Ver também Avibrás Financiadora de Estudos e Projetos Human Landing System

Categoria:Foguetes Categoria:Programa espacial brasileiro Categoria:2022 no Brasil