O Soneto 99 foi escrito por William Shakespeare e faz parte dos seus 154 sonetos.
Análise Tecnicamente, este não é um soneto. É uma das duas únicas exceções entre os 154 sonetos. É o único que apresenta 15 versos, iniciando com um quinteto.
O poema, se assemelhando a um soneto, tem, no entanto, 15 versos, fugindo à regra principal do soneto, que é ter o número de 14 versos. Analisando-se o esquema rímico, alguns autores consideram que ele inicia com um quinteto. O tradutor Milton Lins, por sua vez, entendeu ser o primeiro verso um título antes colocado e não retirado.
Há, no entanto, quem ache que é proposital essa possível anormalidade. Alguns comentaristas indicam que, por conter 15 versos e ser o número 99, este texto aponta para o ano de 1599. Este é um número crucial, no qual os elisabetanos se deleitaram.
Sinopse Neste poema, sobre a ausência do amado, o poeta acusa ervas da primavera e flores de roubar fragrância e cor do amado. Está intimamente ligado ao soneto 98, sendo-lhe a continuação.
O soneto faz parte da série dos primeiros 126, que pertencem à sequência Fair Youth de Shakespeare, todos dedicados a um jovem desconhecido. Este soneto continua de onde o ‘Soneto 98’ parou, falando sobre a juventude em relação aos temas da primavera, vida nova e natureza.
Traduções Tradução de Milton Lins
Tradução de Thereza Christina Motta Também a tradutora separou o primeiro verso do poema, como fosse um título, mas não o expôs como tal, e sim como um preâmbulo (um monóstico) do soneto que se seguiu.
Tradução de José Arantes Júnior Como nos outros sonetos traduzidos, José Arantes Júnior pôs título neste. E transformou os 15 versos originais nos 14 preconizados para um soneto.
Tradução de Paulo Camelo O tradutor entendeu de transformar o poema em um soneto, com seus 14 versos, fazendo do quinteto inicial um quarteto. E fez o soneto, em versos decassílabos construídos em pentâmetro iâmbico, aplicando-lhe o ritmo holístico.
Categoria:Sonetos de William Shakespeare