alt=A imagem traz a capa do livro Os mais belos sonetos brasileiros, com o fundo em castanho claro e o título ocupando mais da metade do livro em formato piramidal, ao centro. Acima do título uma pequena faixa escura como o nome do antologista e abaixo do título a inscrição seleção e notas, seguida de uma pequena cora de louros e a palavra bio-bibliográficas. Por fim, há o registro do ano 1946 e o nome Livraria Editora Freitas Bastos.|miniaturadaimagem|Capa da primeira edição do livro Os mais belos sonetos brasileiros, de Edgard Rezende Os mais belos sonetos brasileiros: (Florilégio), elaborado pelo poeta Edgard Rezende, é uma antologia publicada em 1946 pela Livraria Editora Freitas Bastos, no Rio de Janeiro. A seleção dos sonetos é uma livre escolha do autor, que assina em um pequeno texto intitulado Ao Leitor, antes do prefácio, explicando que os poetas reunidos estão por sua livre escolha "Os autores, à margem de escolas ou grupos literários", mas que manteve a ordem cronológica de nascimento tanto quanto a ordem alfabética com resumidas notas biográficas, que ele denomina como bio-bibliográficas. A pesquisa para esta primeira edição do livro levou dois anos e meio e também já indicava futuras edições, fato que veio a ocorrer.

O prefácio é escrito pelo magistrado e poeta Oliveira e Silva. O prefaciador relata que a antologia parte de uma longa pesquisa até os mais novos àquela época, mas que prevalece o gosto pessoal. Mas enfatiza que põe o leitor mais próximo do que existe de mais profundo ou interessante em termos de soneto para aquela época como um exercício prático para facilitar a vida daqueles que amam poesia mas não têm tempo ou orientação para a escolha de autores entre tantos. No penúltimo parágrafo, Silva traz um causo poético. Indica que uma senhora perguntou ao escritor francês Anatole France para que serviam os poetas? E eis que ele — cético incurável — respondeu “Ajudam-nos a amar”.

A publicação teve três edições. A primeira edição, pela Livraria Editora Freitas Bastos, possui 299 páginas e traz na capa o ano de 1946, mas na capa interna o ano impresso é o de 1945, que mantém-se como a original. A segunda edição data de 1947, pela Editora Vecchi, também no Rio de Janeiro e com 344 páginas. A terceira edição vem em 1956, novamente pela Livraria Freitas Bastos S.A, pela gráfica Delta, com 447 páginas.

O escritor Domingos Carvalho da Silva aponta diversos pontos críticos do livro que vão desde a erros quanto a datas e outros pontos nos perfis biográficos dos autores como a falta de um norteamento teórico ou crítica literária para a antologia.

Edgard Rezende trabalhou na Livraria Editora Freitas Bastos. Foi colaborador de jornais e revistas da capital e do interior do Rio de Janeiro e pertenceu a algumas instituições de cultura, entre as quais a Academia Fluminense de Letras e a Federação das Academias de Letras do Brasil. Trabalhou como datiloscopista no serviço público federal.

Bibliografia

Categoria:Livros de 1946 Categoria:Livros de poesia do Brasil Categoria:Sonetos