Autoerotismo é um conceito desenvolvido por Sigmund Freud para descrever um tipo de sexualidade que é orientada para o próprio corpo, prescindindo de um objeto externo. No sentido amplo, refere-se à masturbação, mas no sentido estrito, refere-se à satisfação das pulsões parciais que caracterizam à sexualidade infantil.

Na psicanálise, o conceito tem então duas dimensões:Laplanche, Jean & Pontalis, Jean-Bertrand (1996), Diccionario de Psicoanálisis, traducción Fernando Gimeno Cervantes. Página 40. Barcelona: Editorial Paidós. ISBN 978-84-493-0256-5.

A) Em sentido amplo, qualidade do comportamento sexual em que o sujeito obtém satisfação recorrendo apenas ao seu próprio corpo, sem objeto externo: nesse sentido, fala-se da masturbação como um comportamento autoerótico. B) Mais especificamente, qualidade do comportamento sexual infantil precoce, através do qual uma pulsão parcial, ligada ao funcionamento de um órgão ou à excitação de uma zona erógena, encontra a sua satisfação no mesmo local, ou seja: Sem recorrer a um objeto externo; Sem referência a uma imagem unificada do corpo, a um primeiro contorno de si, como o que caracteriza o narcisismo.

Ver também Psicanálise

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