Carano Amatúnio (; ) foi um nobre armênio (nacarar) do da família Amatúnio, ativo durante o reinado do rei .

Nome

Carano () ou Carenes (cf. Anais de Tácito) são as formas latinas do parta Carém (, Kārēn), o nome de uma das sete grandes casas partas que reinaram no planalto Iraniano ao lado da dinastia arsácida. Foi registrado em grego como Carano (, Karanos), Carém (, Karēn) e Carinas (, Karinas), em persa médio como Carim (, Kārin), em árabe como Carim (, Qārin), em armênio como Carém (, Karēn) e em persa novo como Carã, Carim (, Qāran / Qārin) e Carém (, Kāren). Esses nomes derivam do não atestado iraniano antigo Caraina (*Kār-aina-; de *kāra-, "exército, povo").

Vida

A parentela de Carano é desconhecida, mas se sabe que pertencia à família Amatúnio. Nina Garsoïan propôs que deva ter sucedido como naapete (chefe) de sua família, o que implica que fossem pai e filho. Por conseguinte, Garsoïan estabelece a mesma relação sucessória entre Carano e . Em 347, Carano participou da reunião de nacarares junto ao rei que pretendia decidir o próximo católico. Os presentes concordaram com o nome de Daniel e Carano foi enviado como emissário junto de outros nobres para buscá-lo. Eles o encontraram na vila de Til, no distrito de Acilisena, convenceram-no a acompanhá-los e foram juntos à cidade de Barraeje, em Arzanena. Perante o rei, Daniel fez duras críticas à conduta de Tigranes que, enfurecido, ordenou que Daniel fosse estrangulado na frente de todos, apesar das tentativas dos presentes de impedirem-no.

Bibliografia

Categoria:Naapetes da família Amatúnio Categoria:Armênios do século IV