O Terreiro Inzo Incossi Mukumbi Dendezeiro é um terreiro de Candomblé da nação Angola, localizado no Alto da Levada, na cidade de São Félix, na Bahia, fundado em 1960 por Nilta Dias da Conceição. Seus patronos são Cavungo (senhor da terra), Inkisse Hoximucumbe (entidade guerreira) e o Caboclo Sultão das Matas. É Patrimônio Cultural da Bahia desde 2014.Prodetur Nacional Bahia. PLANEJAMENTO DE DESTINOS TURÍSTICOS VISANDO À ELABORAÇÃO DO PLANEJAMENTO INTEGRADO DO TURISMO NÁUTICO E CULTURAL DA BAÍA DE TODOS-OS-SANTOS. 2017.Castro, Yeda Pessoa de (2001). Falares africanos na Bahia: um vocabulário afro-brasileiro. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras.
Patrimônio cultural
Em 2014, o Terreiro Inzo Incossi Mukumbi Dendezeiro foi selecionado na 1ª. Edição do Prêmio Patrimônio Cultural dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, na categoria 02 - ações de preservação desenvolvidas por associações brasileiras representativas de comunidades tradicionais de matriz africana. Sua ação educacional intitulada "Mona Ua Kasamanu Muxeki" teve como público-alvo os moradores de Cachoeira e como objetivo a valorização da cultura Afro-Bantu, incluindo a língua Kimbundu.IPHAN. Programa Nacional do Patrimônio Imaterial. 2015.Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia-IPAC. RESOLUÇÃO Nº 001/2020-IPAC. 2020.
No ano de 2020, o Terreiro Raiz de Ayrá, juntamente com os terreiros Viva Deus, Humpame Ayono Huntóloji, Ilê Axé Itaylê, Ilê Axé Ogunjá, Inzo Nkosi Mukumbi Dendezeiro, Ogodô Dey, Aganju Didê, Loba’Nekun Casa de Oração e Loba’Nekun Filho, foram contemplados com novecentos mil reais, através do edital público Salvaguarda Patrimônio Imaterial, do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), para realizar uma ação coletiva de salvaguarda com produção de documentário, portal virtual, plano planialtimétrico, publicação impressa e plano de salvaguarda.
os dez terreiros decidiram se unir para pensar, elaborar e executar o projeto “Patrimônio Sagrado do Recôncavo” ao longo dos três primeiros meses do ano de 2021. Para construir a proposta aprovada, cada zelador/zeladora destinou um representante de cada terreiro, que, de maneira coletiva, objetivaram “caminhar com as próprias pernas”, com autonomia nas decisões dos seus interesses, sendo, portanto, proponentes.
Dirigentes Com o falecimento da Mameto Nilta, seu filho Estelito Reis Conceição Costa encontra-se à frente do terreiro. Como é tradição dos terreiros, ficou fechado ao público por um ano ou mais após o falecimento de Mameto Nilta e só foi reaberto após período determinado pelas divindades.<ref> Como é tradição dos terreiros, ficou fechado ao público por um ano ou mais após o falecimento de Mameto Nilta e só foi reaberto após período determinado pelas divindades.
Festas Seu calendário de festas ocorre nos meses de janeiro, julho e dezembro. Dentre as festas, está o Congá para Lembareganga – o pai do branco.IPHAN. Programa Nacional do Patrimônio Imaterial. 2015.
Acontecem as treze noites de Santo Antonio, o samba de chula e, em agosto, a festa de Tempo. As festividades ocorrem até setembro com as homenagens a Vunge, quando é oferecido um caruru às crianças. Nesse período, também são realizadas as obrigações para os filhos de santos do terreiro.
As festas deste terreiro que são mais conhecidas na cidade são: Semana Santa, Nossa Senhora da Boa Morte, Nossa Senhora D’Ajuda, Feira do Porto e São João.IPHAN. Programa Nacional do Patrimônio Imaterial: compêndio dos editais: 2005 a 2010. Brasília, DF : Iphan, 2016.
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Categoria:Terreiros de candomblé de São Félix Categoria:Candomblé de Angola Categoria:Patrimônio tombado pelo IPAC