A Nova Reforma Apostólica (NRA) é um movimento teológico evangelicalista originado nos Estados Unidos, "com um bem definido projeto de dominação política", presente principalmente no pentecostalismo e no movimento carismático evangélico. O ponto central desta reforma é a presença dos cinco ministérios, conforme descritos em Efésios 4:11, como dons espirituais para a Igreja. Esses cinco ministérios são: apóstolo, profeta, evangelista, pastor e mestre.
História As origens da Nova Reforma Apostólica (NRA) estão associadas ao evangelicalismo fundamentalista dos anos 1970, à nova direita cristã, e da utilização conjunta da teologia da prosperidade e da teologia do domínio, visando a criação de uma teocracia, onde todos os aspectos da sociedade seriam regidos pela "Lei de Deus". Isto levou ao surgimento de iniciativas como o "Kingdom Now", do pastor Earl Paulk, ou o movimento Moral Majority, criação do senador republicano Jesse Alexander Helms e do pastor Jerry Falwell, cujo objetivo seria "recristianizar a América" (ou, mais especificamente, legitimar a interferência direta da igreja na sociedade através do poder político). Na mesma seara, apareceram outros movimentos mais radicais, como o Reconstrucionismo cristão de Gary North, que leva a teologia do domínio ao extremo (inclusive, adotando a lei mosaica na punição de crimes).
A Nova Reforma Apostólica surge em 1996 por obra do pastor C. Peter Wagner, embora este sempre tenha negado ser o fundador do movimento, mas apenas um "padrinho intelectual". Professor por 30 anos do Seminário Teológico Fuller, em Pasadena, ele assinalou que a principal diferenciação da NRA para as outras manifestações do protestantismo é a restauração do ofício apostólico (daí o termo estar no nome do movimento). Mesmo negando a liderança, Peter Wagner escreveu vários livros nos quais sistematiza o movimento, e foi o responsável pela criação das duas principais iniciativas globais que propagam seu método: a International Coalition of Apostles e o Apostolic Council of Prophetic Elders.
Estrutura Na estrutura da NRA, profetas são tão importantes quanto apóstolos (título que Peter Wagner passou a portar em 1998), já que boa parte da doutrina da entidade é recebida através de pessoas que seriam escolhidas por Deus, os profetas. Todavia, ainda segundo Peter Wagner, é necessário um alinhamento entre apóstolos e profetas, pois apenas os primeiros têm autoridade divina para interpretar e realizar o que Deus pede através dos segundos.
Os apóstolos também são importantes porque apenas através deles pode ser liderada a luta pelo domínio do mundo, ora em mãos de Satanás. Este domínio será conquistado quando os cristãos controlarem os "sete montes" da influência social: Religião, Família, Educação, Governo, Mídia, Artes e Entretenimento e Negócios.
Os apóstolos são ainda divididos em duas grandes categorias: verticais e horizontais. Os apóstolos verticais seriam mais ligados à igrejas específicas ou a grupos de pastores, enquanto os horizontais lidariam com grupos de líderes e outros apóstolos.
Figuras notáveis Embora poucas organizações defendam publicamente sua ligação com a NAR, movimento conhecido pela teologia do domínio e pela crença nos ministérios contínuos de apóstolos e profetas, há vários indivíduos frequentemente associados a este movimento, incluindo:
Lou Engle, fundador do "TheCall" e cofundador do "The Send" Bill Johnson, líder da Bethel Church C. Peter Wagner, criador do termo "Nova Reforma Apostólica" e seu principal apologista Todd White, do movimento Lifestyle Christianity e cofundador do "The Send" Cindy Jacobs, cofundadora da Generals International Michael Flynn, ex-assessor de segurança nacional de Donald Trump, criador do "ReAwaken America" Tour Marjorie Taylor Greene, congressista republicana Lauren Boebert, congressista republicana Roger Stone, consultor político republicano
Ver também Apocalipse (Bíblia) Bíblia TPT Cristofascismo Escatologia cristã Nacionalismo cristão
Referências
Ligações externas A nova reforma apostólica
Categoria:Cristianismo carismático e pentecostal Categoria:Pentecostalismo nos Estados Unidos