Maria Adelaide Fernandes Prata (Porto, 8 de julho de 1822 - Lisboa, 21 de março de 1881) foi uma poeta e escritora portuguesa.

Biografia Nasceu no Porto, filha de Maria Tomásia de Queirós e de Henrique José Fernandes, que residiam na rua da Picaria.

Em 23 de janeiro de 1847 casou com António Prata, ourives, e vivem na rua Duquesa de Bragança. A 16 de julho de 1848 teve um filho, Alberto, enfermo desde pequeno, e de quem vai cuidar até à sua morte aos dez anos, a 8 de abril de 1867.

Colaborou com vários periódicos nos quais publicou poesia e prosa, e defendeu a produção literária feminina e mostrou que estava atenta à religiosidade, e ao papel da mulher na sociedade portuguesa. A sua produção literária foi objecto de crítica por parte de outros autores, como Camilo Castelo Branco, e Alberto Pimentel, tendo no entanto o apoio de Sousa Viterbo e Pinheiro Chagas.

Traduziu Fingal em 1867 - a primeira tradução completa do poema em Portugal - o que contribuiu significativamente para a difusão dos textos Ossiânicos no país.

Depois da morte do marido, que acontece próxima da do filho, Maria Adelaide mudou-se para Lisboa, onde morreu a 22 de março de 1881, esquecida pela imprensa. Está sepultada no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

Obra

Poesias offerecidas às senhoras Portuenses (Porto, 1859) O filho de Deus (Porto, 1863)

Tradução

Fingal, poema em seis cantos de Ossian (Porto, 1867)

Colaborações com periódicos A Esperança O bardo na solidão (1865) Soneto (1865) Ressentimento... dedicado a Maria Peregrina de Souza (1865) Resposta às observações do Snr. Alberto Pimentel (1865) Reconhecimento (1865) Sexta-feira Santa (1865) Carta (1865) Saudade (1865) Mulher perdida (1865) A harpa triste que eu vibro (1865) Duas palavras dedicado a (1865) Uma cativa (1865) Adão antes de Deus formar Eva (1865) Quem é o poeta (1865) A mãe que abandona o filho recém-nascido (1865) À religião (1865) Amo (1865) O regresso de um soldado à pátria (1865) No dia da chegada da família Real ao Porto (1865) Súplica duma virgem (1865) Desafogo (1865) A uma amiga (1865) Vozes do coração (1865) Amor dum negro (1866) O caçador (1866) Ormia (1866) A uma estrela (1866) A Voz Feminina Correspondência - cartas a Francisca Wood acerca do processo educacional das mulheres, e a valorização da leitura de obras de autoria feminina. (1868) Almanaque das Senhoras À amiga Maria Joana d'Almeida (1872) Imaginar-te (1873) Devaneios duma aldeã (1875) Ao homem (1876) Quem és tu? (1877) Amor dum negro (1878) Lamentos (1880) Em Sexta-Feira Santa (1881) Aos cedros seculares (1882), publicado postumamente. Novo Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro

Antes do combate (1878) Amor vingado (1882)

A Voz do Operário

O escravo (1883) Ao avarento (1887) A Mulher

Lamentos (1881)

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