O Campeonato Paraibano de Futebol - Segunda Divisão é uma competição de futebol equivalente ao segundo nível do sistema de ligas do futebol da Paraíba, cuja organização e realização cabe à Federação Paraibana de Futebol (FPF). Criada inicialmente para absorver os clubes que não queriam se profissionalizar, foi extinta e recriada buscando promover a interiorização do futebol no estado e um ambiente competitivo para equipes que não participavam da elite do futebol paraibano, a Segunda Divisão costuma ocorrer entre agosto e outubro de cada ano e serve como uma plataforma para o desenvolvimento de jogadores, técnicos e outros profissionais ligados ao esporte.

Além de definir o campeão estadual da Segunda Divisão, o campeonato também qualifica os dois clubes finalistas para participarem da elite do futebol estadual na temporada seguinte, além do mais, os dois clubes com pior colocação geral são rebaixados para a Terceira Divisão do Campeonato Estadual, também da temporada seguinte. O Estrela do Mar de João Pessoa e o Esporte de Patos são os dois clubes com mais títulos na competição, tendo vencido o torneio em quatro ocasiões cada um, contudo o atual vencedor é o Confiança, que conquistou seu primeiro título da Segunda Divisão na temporada de 2025 ao bater o em jogo único na final.

Entre 1960 e 1969 o torneio recebeu a denominação de Divisão Mista, sendo nomeado de Copa Integração em 1991 e a partir de 1992 Campeonato Paraibano da Segunda Divisão, o qual realizou-se a cada ano desde então, exceto em cinco temporadas. Ao longo desse tempo, o formato do campeonato variou bastante, adaptando-se ao número de equipes participantes a cada temporada, mas que recentemente consolidou-se com a participação de dez clubes, sendo dois rebaixados da Primeira Divisão, dois promovidos da Terceira Divisão e os seis remanescentes da Segunda Divisão do ano anterior, os quais disputam um torneio misto em sistema de acesso e descenso, em busca do acesso à Primeira Divisão, mas também correndo o risco de serem rebaixados à Terceira Divisão.

História Início e época amadora Chegado na cidade da Paraíba (atual João Pessoa) no ano de 1908, o futebol paraibano teve o seu primeiro torneio entre clubes ainda naquele ano, e a partir de 1914 passou a ser disciplinado pela Liga Parahybana de Foot Ball até o ano de 1918, quando foi extinta e substituída pela Liga Desportiva Parahybana (LDP), filiada à Confederação Brasileira de Desportos (CBD) no ano de 1925, que visava organizar e promover de forma oficial a realização do campeonato, cujas edições até 1938 contavam apenas com clubes da capital. O Decreto-Lei n.° 3.199 de 1941 extinguiu a LDP e instituiu a Federação Paraibana de Desporto, que ficou subordinada ao Conselho Nacional de Desportos, em mais uma tentativa de modernização do futebol nacional, mas que ao não conseguir atender aos interesses dos clubes filiados, acabou por ser desfiliada junto à Confederação Brasileira de Desportos em 1946, sendo posteriormente extinta e substituída pela Federação Paraibana de Futebol, criada no dia 24 de abril de 1947, instituição que passaria a organizar o campeonato a partir de então.

O ano de 1960 marcou a profissionalização do futebol paraibano, 19 anos após o decreto de modernização do futebol por meio do Decreto-Lei de 1941, contudo, nem todos os clubes se profissionalizaram, fazendo com que aqueles que optaram por não se profissionalizar fossem agrupados em um outro campeonato, que na prática ocorria paralelamente ao campeonato principal, porém era considerado uma divisão inferior, já que para disputar os torneios oficiais tanto da FPF quanto da CBD era preciso manter um quadro profissional de atletas, nascia dessa forma a Segunda Divisão Amadora, que durou durante toda a década de 1960 e deixou de existir ao final dela. + CampeõesParaibano - Divisão Mista Temporada Vencedor 1960 Club Red Cross 1961 EC União 1962 Estrela do Mar EC 1963 5 de Agosto 1964 Estrela do Mar EC 1965 Íbis 1966 Estrela do Mar EC 1967 Estrela do Mar EC 1968 Auto Esporte 1969 Guarany Em 1961 a Federação Paraibana criou a Divisão Extra de Profissionais, que passaria a ser a Primeira Divisão do Campeonato Paraibano onde apenas era permita ser disputada por clubes integralmente profissionais, enquanto que um outro torneio, com clubes mistos (amadores e profissionais) foi organizado e promovia acesso à primeira divisão da temporada seguinte, mediante a escolha pela profissionalização, dessa forma, alguns clubes campeões entre 1960 e 1969 acabaram optando por não disputar a Primeira Divisão da temporada seguinte. Nos anos em que foi disputada de maneira mista, a Segunda Divisão apresentou um domínio de equipes da capital, tendo o Red Cross como vencedor em 1960, optando por não profissionalizar-se na temporada seguinte e com isso permanecendo na temporada seguinte da competição, ao contrário do União, vencedor em 1961 e que profissionalizou-se, garantindo o acesso à Divisão Extra de Profissionais (Primeira Divisão).

O Estrela do Mar, que foi campeão em 1962 optou por permanecer como amador e na temporada de 1963, o clube 5 de Agosto de João Pessoa levantou o título da competição para poder disputar a Primeira Divisão do ano seguinte. Novamente entre 1964 e 1967 os campeões optaram por não se profissionalizar, com isso, ficaram de fora das disputas da elite na temporada posterior e foi nesse período que o Estrela do Mar de João Pessoa conquistou mais três títulos, levantando a taça em 1964 e conquistando o bi campeonato consecutivo em 1966 e 1967, o título de 1965 ficou com o Íbis de João Pessoa, já os títulos de 1968 e 1969 ficaram com o Auto Esporte que optou pela profissionalização e ascensão e com o Guarany, que tornou-se o último campeão da Segunda Divisão Mista, visto que o campeonato foi descontinuado pela Federação e só voltaria a ter um torneio de acesso em 1991, com a criação da Copa Integração.

Copa Integração e época profissional Buscando levar o futebol a outros locais do estado, com mais clubes dividindo os títulos, a Federação Paraibana de Futebol, que na época tinha Rosilene Gomes como presidente, idealizou e organizou em 1990 a Copa Integração, um campeonato que contava com a presença de equipes amadoras e profissionais e que teve disputadas duas edições, em 1990 e 1991, sendo que a segunda edição da Copa Integração (realizada em 1991) dava a possibilidade aos clubes campeões de disputarem o Campeonato Paraibano do ano seguinte mediante profissionalização, dessa forma, as equipes do e o , que foram as duas melhores do campeonato, garantiram o direito de disputar o Campeonato Paraibano de 1992, mediante profissionalização. A Copa Integração passou a ser a divisão de acesso do Campeonato Paraibano e no ano de 1992 passou a ser denominada de Campeonato Paraibano de Futebol da Segunda Divisão. + CampeõesCopa Integração Temporada Vencedor 1991 Sousa EC Somente foram permitidos clubes profissionais para a disputa da primeira edição oficial da Segunda Divisão do Paraibano, sendo que seis equipes de diferentes cidades da Paraíba disputaram o campeonato, no qual saíram vitoriosos a Sociedade Recreativa Cultural de Monteiro, mais conhecida como Socremo de Monteiro, vencedora do primeiro turno e o Atalaia Esporte Clube, de Bananeiras, vencedora do segundo turno, que fizeram mais duas partidas finais para decidir o título daquele ano, com a Socremo saindo-se melhor ao vencer as duas partidas e somar um agregado de . A Segundona permaneceu sendo organizada até 1996, nesse período, conquistaram o título os clubes Vila Branca Sport Club, de Solânea (1993), o Santa Cruz, de Santa Rita, em 1994; o Ouro Velho Esporte Clube, da cidade homônima, em 1995; e o Santos, da capital, campeão em 1996. + CampeõesParaibano - Segunda Divisão Temporada Vencedor 1992 Socremo 1993 Vila Branca SC 1994 Santa Cruz REC 1995 Ouro Velho EC 1996 Santos FC 1998 GR Serrano 2000 Santa Cruz REC 2001 Miramar EC 2004 Nacional de Cabedelo 2005 Esporte de Patos 2006 Auto Esporte 2007 SE Queimadense 2008 Internacional EC 2009 AD Guarabira 2010 CSP 2011 Paraíba SC 2012 Atlético Cajazeirense 2013 Esporte de Patos 2014 Lucena SC 2015 Esporte de Patos 2016 Internacional EC 2017 Nacional de Patos 2018 Esporte de Patos 2019 Sport 2021 CSP 2022 Serra Branca EC 2023 Atlético Cajazeirense 2024 Auto Esporte 2025 Confiança Próximo à virada do século, por quatro ocasiões, a Segundona deixou de ser disputada, por falta de clubes interessados: 1997, 1999, 2002 e 2003. Nos anos em que foi disputada, teve o Grêmio Recreativo Serrano, de Campina Grande, como vencedor em 1998; o Santa Cruz de Santa Rita, como campeão no ano 2000, sendo o primeiro clube a conseguir dois títulos da Segunda Divisão; e o Miramar Esporte Clube, de Cabedelo, vencedor em 2001, já a Perilima, de Campina Grande, foi o vice-campeão nessas três edições.

A partir de 2004 o Campeonato Paraibano da Segunda Divisão passou a ocorrer anualmente até a edição de 2019. Pela quarta vez consecutiva o campeonato teve a Perilima como clube vice-campeão, em uma edição que teve o Nacional de Cabedelo como melhor clube; no ano seguinte, 2005, foi a vez do Esporte de Patos levantar a taça pela primeira vez, seguindo-se dos títulos de Auto Esporte, de João Pessoa, em 2006; Queimadense, de Queimadas, em 2007; Internacional de João Pessoa, em 2008; e a Desportiva Guarabira, campeã em 2009.

O Centro Sportivo Paraibano (CSP) foi o primeiro vencedor da década de 2010; seguido pelas conquistas de dois clubes de Cajazeiras, o Paraíba e o seu rival, o Atlético Cajazeirense, em 2011 e 2012, respectivamente, com o Esporte de Patos alcançando o seu segundo troféu em 2013; imediatamente tomado pelo Lucena Sport Clube e retomado pelo Esporte de Patos na temporada seguinte (2015), sendo o primeiro clube a conquistar três vezes o campeonato. O Internacional Esporte Clube, que mudara sua sede para Santa Rita, levou o título da edição de 2016, o segundo da história do clube; já na temporada seguinte, a taça retornou à cidade de Patos, contudo, quem levou a melhor naquele ano foi o Nacional; com o seu rival ficando com a taça no ano seguinte, sendo o quarto em sua história, igualando o feito do Estrela do Mar e passando a faixa de campeão para o Sport Club Lagoa Seca em 2018.

A Segunda Divisão estadual cresceu em prestígio e número de clubes, consolidando-se com dez clubes a cada ano e abrindo espaço para que a Federação Paraibana de Futebol planejasse uma nova divisão, visando acomodar o crescente número de equipes filiadas, impossibilitadas de serem agregadas à Primeira e Segunda Divisões, principalmente devido as imposições de calendário por parte da CBF, além de pensar nessa nova divisão como um laboratório novos profissionais ligados ao futebol. Porém, os planos da FPF de realizar a primeira edição da Terceirona em 2020 não se concretizaram devido à pandemia de Covid-19, vindo a ocorrer somente no ano seguinte, assim como ocorreu com a edição daquele ano da Segunda Divisão que foi cancelada devido a dificuldade em se realizar o campeonato em meio à pandemia de COVID-19 e os custos dos protocolos de saúde e prevenção. thumb|Duelo pela Segundona 2024