As relações entre Portugal e Timor-Leste são de longa data, sendo o actual território timorense parte do Império Português, que o administrou como colónia denominada Timor Português desde o século XVI até 1975. Ambos os países mantêm relações diplomáticas ao nível de embaixadas, estabelecendo as respectivas missões diplomáticas em Díli e Lisboa. Sendo a língua portuguesa uma das línguas oficiais de ambas as nações, fazem parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
História
miniaturadaimagem|Os presidentes de Portugal e de Timor-Leste, Marcelo Rebelo de Sousa e Francisco Guterres, em 2022. Os portugueses chegaram à ilha de Timor em busca de novas rotas marítimas para o comércio de especiarias e instalaram-se em 1520 na sua parte oriental. Os holandeses, por sua vez, também chegaram durante o século XVII e instalaram-se na metade ocidental da ilha. Um tratado concluído em 1859 formalizou a divisão da ilha em duas partes pelos colonizadores europeus. O cristianismo chegou a Timor através dos portugueses, que desde o início realizaram a evangelização católica aos habitantes do território, sendo o catolicismo a religião maioritária dos timorenses até hoje.
Após os primeiros movimentos de independência na parte da ilha controlada por Portugal, Timor-Leste declarou-se nação independente em 28 de novembro de 1975, sendo pouco depois invadido pela Indonésia, que o ocupou militarmente e o anexou como parte do seu território. A invasão trouxe consigo uma série de impasses diplomáticos entre Portugal e a Indonésia. Durante este período, muitos políticos pró-independência de Timor-Leste exilaram-se e reorganizaram-se em Portugal contra as autoridades indonésias, como os membros da União Democrática Timorense.
Em 1987, o Primeiro-Ministro de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, acusou a Indonésia de violar os direitos humanos mais básicos no território timorense, apoiando o direito à autodeterminação de Timor-Leste.
No início da década de 1990, as Nações Unidas ainda considerava Portugal como a autoridade administrativa em Timor-Leste. Por seu lado, as autoridades portuguesas viam uma “obrigação moral” de continuarem envolvidos nos assuntos de uma ex-colónia. Portugal tentou fazer com que o governo indonésio concordasse com um acordo, e até com a independência, para Timor-Leste. No entanto, a Indonésia recusou a oferta devido ao receio de que outros movimentos separatistas pudessem ser encorajados.
Visitas oficiais Em 2007 e 2010, o Presidente timorense José Ramos Horta (que é meio português) visitou o primeiro-ministro português José Sócrates em visita de Estado. Sócrates disse que Portugal irá fortalecer as relações com Timor-Leste em vários sectores, incluindo educação, justiça, tecnologia e política, acrescentando que esses sectores são vitais para o futuro de Timor-Leste.
Ajuda externa portuguesa Portugal é o maior doador de ajuda externa a Timor-Leste, tendo concedido mais de 350 milhões de dólares desde que votou pela independência da Indonésia em 1999.
Missões diplomáticas tem uma embaixada em Díli.Embaixada de Portugal em Díli tem uma embaixada em Lisboa.Embaixadas de Timor-Leste: Portugal