José Manuel Galvão Teles (Lisboa, 1938 — Lisboa, 2 de março de 2023) foi um advogado português.
Reconhecido advogado, co-fundador da sociedade Morais Leitão, em 1993 (na sequência da integração da J. Galvão Teles, Bleck, Pinto Leite & Associados, que além do nome de José Manuel Galvão Teles, levava o de Jorge Bleck e de António Pinto Leite).
Teve, ao longo da sua vida, acentuada intervenção cívica e política, antes e depois do 25 de abril de 1974 — nos anos 1960 foi presidente da Juventude Universitária Católica e do Centro Nacional de Cultura, bem como colaborador da revista O Tempo e o Modo. Seria, no final da mesma década, candidato à Assembleia Nacional pela CDE, nas eleições legislativas de 1969.
Também foi advogado de ativistas políticos contra a ditadura, encarregando-se, designadamente, da defesa do arquiteto Nuno Teotónio PereiraECO.
Depois da Revolução de 25 de Abril de 1974 teve intervenção partidária, como cofundador do Movimento de Esquerda Socialista (MES)José Adelino Maltez - Repertório Português de Ciência Política, acabando por deixar essa formação e integrar o Partido Socialista, de que foi dirigente nacional até aos anos 1990- PS - Nota de Pesar pelo falecimento de José Manuel Galvão Teles.
Foi designado para exercer funções como representante de Portugal junto das Nações Unidas, de 1975 e 1976, e chefe de delegação em importantes missões de natureza política e económico-financeira. Nos anos 1970 e 80 integrou a presidência do Tribunal Internacional para Julgamento dos Crimes do Apartheid. De 1996 a 2006 foi membro do Conselho de Estado, sendo Presidente da República Jorge Sampaio.
A 8 de junho de 2005, foi agraciado com o grau de Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo. A 11 de novembro de 2022, foi agraciado com o grau de Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.
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