Pilar Calveiro (nascida em 7 de setembro de 1953) é uma cientista política argentina, doutora em ciências políticas. Reside no México . Ela foi exilada naquele país após ter sido sequestrada na Escola de Mecânica de Suboficiais da Marinha (ESMA) durante a ditadura militar nos anos 1970. Em sua pesquisa, ela fez importantes contribuições para a análise do biopoder e da violência política, bem como da história recente e da memória da repressão argentina. Seu trabalho foi publicado no México, Argentina, Brasil e França. Ela é professora pesquisadora na Benemérita Universidad Autónoma de Puebla. Suas publicações incluem Poder y desaparición, los campos de concentración en Argentina e Desapariciones, memoria y desmemoria de los campos de desaparición argentinos .

Biografia Pilar Calveiro nasceu em Buenos Aires em 7 de setembro de 1953. Ela estudou no Colégio Nacional de Buenos Aires e começou a estudar sociologia na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires. Foi militante das Forças Armadas Revolucionárias (FAR) e depois dos Montoneros .

Em 7 de maio de 1977, foi sequestrada por um militar da Aeronáutica no meio da rua e levada para o presídio clandestino Mansión Seré, em Ituzaingó . Também esteve presa na delegacia de Castelar e na Escola de Mecânica de Suboficiais da Marinha (ESMA).

Ela se exilou na Espanha em 1978 e depois no México, país no qual vive desde 1979. Lá ela estudou ciências políticas na Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), onde obteve seu bacharelado (1986), mestrado (1995) e doutorado (2001) nessa disciplina.

Poder y desaparición Poder y desaparición: Los campos de concentración en Argentina (Poder e Desaparecimento: Os Campos de Concentração na Argentina) é a obra mais referenciada de Calveiro. Escrita no marco de sua dissertação de mestrado e publicada pela primeira vez em Buenos Aires em 1998, a obra baseia-se em depoimentos de sobreviventes de diferentes campos de tortura e concentração da ditadura militar argentina (1976-1983). Calveiro reflete sobre os conceitos políticos subjacentes a essas práticas, entrelaçando sua experiência pessoal nessa narrativa mais ampla.

Vida pessoal Pilar Calveiro ficou viúva em 1980, quando seu marido, Horacio Domingo Campiglia, foi preso no Brasil por militares do 601º Batalhão do Exército Argentino, que o deslocaram para território argentino e depois "desapareceram" com ele, no contexto da Operação Condor. Ela é mãe de duas filhas, Mercedes e María Campiglia.

Em 2014, recebeu o Diploma de Mérito do Prêmio Konex como uma das mais importantes escritoras de ensaios políticos e sociológicos da Argentina na década.

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