Arraia-aramaçá (nome científico: Paratrygon aiereba) é uma espécie de peixe cartilaginoso da família dos potamotrigonídeos da bacia amazônica.

Etimologia

Raia deriva do latim rāia ou rāja,ae em sentido literal. Foi registrada pela primeira vez no como raya.Grande Dicionário Houaiss, verbete raia Arraia é uma provável forma protética, fruto da aglutinação do substantivo com o artigo definido a. Nessa forma, ocorreu pela primeira vez em 1367 como arraya.Grande Dicionário Houaiss, verbete arraia Aramaçá, por sua vez, deriva do tupi arama'sa, que é o nome popular comum dos linguados da família dos pleuronectídeos (Pleuronectidae). Ocorre em 1587 como uramaçá, em 1631 como aramaca, em 1789 como aramaçá e 1913 como aramaçã.Grande Dicionário Houaiss, verbete aramaçá

Descrição miniaturadaimagem|upright=1.1|Ilustração de P. ajereba

Esta arraia de água doce tem olhos pequenos e um disco em forma aproximada de um nenúfar (o focinho é ligeiramente côncavo). É castanha na parte superior com um padrão vermiculado ou reticulado escuro. Atinge até 1,6 metro de largura do disco e 110 quilos em peso, tornando-se uma das maiores espécies da família. Existem reivindicações não confirmadas de indivíduos muito maiores, mas estas são consideradas questionáveis. A maioria dos indivíduos possuem uma largura de disco de até 1,3 metro.

Ecologia

Esta espécie ocupa águas rasas e mornas com temperaturas em torno de 25ºC. Os juvenis habitam áreas mais rasas em praias arenosas e riachos, enquanto os adultos são encontrados em águas relativamente profundas nos principais canais dos rios, mas se movem para águas mais rasas para se alimentar à noite. No Rio Negro, a espécie aparentemente mostra movimentos diários entre águas mais profundas e rasas.

Alimenta-se principalmente de peixes, mas também de invertebrados, como insetos e crustáceos, e é um predador de topo em seu habitat.

Reprodução O modo reprodutivo é a viviparidade matrotrófica com trofonemas. A duração do ciclo reprodutivo é de cerca de dois anos, com um período de gestação de nove meses, após o qual a fêmea dá à luz em média dois filhotes com uma largura de disco de cerca de 16 centímetros. A segregação sexual foi observada nesta espécie.

Conservação

Em 2007, foi classificada como vulnerável na Lista de espécies de flora e fauna ameaçadas de extinção do Estado do Pará; como criticamente em perigo na Portaria MMA N.º 444 de 17 de dezembro de 2014; em 2018, como criticamente em perigo no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); e como criticamente em perigo no anexo três (peixes) da Lista Oficial da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção da Portaria MMA Nº 148, de 7 de junho de 2022

Categoria:Peixes descritos em 1841 Categoria:Peixes endêmicos do Brasil Categoria:Potamotrigonídeos Categoria:Espécies citadas na Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção Categoria:Espécies citadas na Portaria MMA N.º 148 Categoria:Espécies citadas na lista Extinção Zero do Pará Categoria:Espécies citadas no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção