Paulo Fernando Melo da Costa (Brasília, 11 de junho de 1967 — Brasília, ), mais conhecido como Professor Paulo Fernando, foi um professor, advogado, jornalista e político integralista brasileiro. Foi braço-direito de Enéas Carneiro e um dos principais líderes nacionais da Frente Integralista Brasileira (FIB), exercendo mandato como deputado federal pelo Distrito Federal. Damares Alves atribuiu a ele a escrita e a “autoria intelectual” de “todas as últimas leis pró-vida, pró-família do Brasil”.

Biografia Paulo Fernando Melo da Costa, nasceu no dia 11 de junho de 1967, em Brasília, Distrito Federal (DF). Filho do português Paulo Gonçalves da Costa e da piauiense Cléa Rezende de Melo.

Foi advogado, jornalista e professor de Direito especialista em Processo Legislativo e Regimento Interno da Câmara dos Deputados. Foi casado com a também advogada Rebeca Melo, com quem teve 4 filhos (Plínio, Lucas, Marília Inês, João Miguel e Carlos Henrique).

Era membro do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHG-DF), cujo patrono é Plínio Salgado, e participante da diretoria da Frente Integralista Brasileira (FIB) naquele mesmo distrito, organização que recomendou seu nome para o pleito de 2022. Também atuou como diretor da Casa de Plínio Salgado, órgão dedicado a preservar a memória do líder integralista que, em suas palavras, "foi uma pessoa muito importante na história política do Brasil". Em entrevista à Folha de S. Paulo, ao assumir mandato como deputado federal, declarou que o Integralismo pautava sua atuação política por meio dos "princípios e valores apregoados pelos intelectuais integralistas no passado como Dom Hélder Câmara, Vinicius de Moraes, Miguel Reale e Gustavo Barroso dentre outros, inspirado no primeiro mandamento bíblico ser um soldado que ama a Deus sobre todas as coisas, um sentinela da Pátria que zela por ela e um defensor da vida e da família".

Juventude Na década de 1980, Paulo Fernando ingressou no Seminário da Santa Cruz, localizado em Anápolis, Goiás. Durante esse período, estabeleceu relação de proximidade com o bispo da diocese, Dom Manoel Pestana. Foi por intermédio de Dom Manoel que teve contato com a obra de Plínio Salgado e de outros autores ligados ao Integralismo, sendo incentivado pelo bispo a integrar este movimento. Posteriormente, após deixar o seminário, Paulo Fernando tornou-se uma das principais lideranças integralistas. Ainda em Anápolis, no final dos anos 1980, iniciou sua atuação no movimento pró-vida, no qual também viria a se destacar como liderança.

Atuação Política No final da década de 1980, Paulo Fernando retornou a Brasília, nesse período, aproximou-se de antigos integrantes do movimento integralista, especialmente daqueles residentes na capital federal, entre eles o ex-deputado federal Abel Rafael Pinto, a quem posteriormente atribuiu influência em sua formação. Paralelamente, iniciou colaboração com a imprensa, escrevendo para jornais integralistas e outros periódicos de circulação nacional. Também passou a atuar politicamente no Partido Democrático Social (PDS), chegando a ocupar o cargo de presidente nacional de sua ala jovem.

Nacionalista, esteve ao lado e foi professor de regimento interno e amigo de Enéas Ferreira Carneiro, conhecido por seu slogan nas eleições de 1989 "Meu nome é Enéas!", cujo partido, Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA), o prof. Fernando integrou entre 2005 e 2006. Foi chefe de gabinete do deputado federal Elimar Damasceno, único deputado eleito pelo PRONA a permanecer no partido ao lado de Enéas Carneiro.

Começou sua carreira política se candidatando a Deputado Estadual pelo PRONA de São Paulo em 2006, aonde terminou como suplente. Já após o fechamento do PRONA, no leito de morte de Enéas Carneiro, em 2007, recebeu deste o pedido de continuar seu legado político e se candidatar. Se filiou ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e se candidatou em 2010 ao cargo de Deputado Federal pelo Distrito Federal, não sendo eleito. Em 2014, pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), se candidatou ao mesmo cargo, novamente, com mais uma derrota eleitoral.

Enquanto advogado, travou batalhas contra a esquerda política do Brasil, notoriamente contra o Partido dos Trabalhadores (PT), pedindo a cassação da carteira OAB de José Dirceu, ex-ministro do Governo Lula, e, junto de um grupo de advogados, também impediu Lula de assumir como ministro da Casa Civil no Governo Dilma, em 2016. Tais confrontos lhe renderam a alcunha de "Terror do PT".

Em 2018, desta vez pelo PATRIOTA, se candidatou mais uma vez a Deputado Federal, porém, mais uma vez não foi eleito. Em 2022, enquanto pré-candidato a Deputado Federal por Brasília pelo Republicanos (REP-DF), fez campanha ao lado de Damares Alves, que pediu votos ao amigo, que atuou como seu secretário-adjunto e assessor especial enquanto ela era ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, dizendo que o "Doutor Paulo Fernando tem uma luta na defesa da vida e da família de muitos anos. E nós somos amigos e parceiros de luta há mais de 20 anos no Congresso Nacional nos bastidores como assessores jurídicos". Paulo Fernando se descrevia como um "conservador, católico e pró-vida" e prometeu, em uma entrevista, que caso fosse eleito, apresentaria propostas legislativas integralistas. Foi eleito como suplente, com 15.992 votos. Após a nomeação do Deputado Federal Júlio César Ribeiro (REP-DF) para Secretário de Esportes no Governo de Ibaneis Rocha, Paulo Fernando assumiu mandato.

No seu primeiro ano como deputado, entre seus primeiros projetos, atuou em prol de restaurar a memória e dedicar homenagens à Frei Orlando, capelão integralista morto em combate na Itália Fascista em fevereiro de 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto integrava a Força Expedicionária Brasileira (FEB), e que posteriormente se tornou patrono da assistência religiosa do Exército Brasileiro, e a seu ex-correligionário Enéas Carneiro.

No Parlamento, segundo a Gazeta do Povo, seu profundo conhecimento do processo legislativo e do regimento interno fazia dele uma autoridade respeitada por parlamentares de diversas correntes, permitindo que exercesse uma influência influência desproporcional ao tempo de mandato formal, sempre mantendo suas convicções. A senadora Damares Alves, uma de suas mais próximas colaboradoras, afirmou que “todas as últimas leis pró-vida, pró-família do Brasil foram escritas e tiveram a autoria intelectual do Paulo”.

Atuação social Atuou por quase 40 anos no movimento antiaborto, que abraçou como vocação e missão de vida, tendo sido diretor da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família. Ao longo das décadas, inspirou jovens, orientou políticos, formou uma rede de líderes e militantes e consolidou instituições, influenciando diretamente a elaboração de políticas públicas. Sua atuação nos bastidores do Congresso Nacional foi decisiva para a consolidação de inúmeras iniciativas legislativas voltadas à pauta da família e do nascituro, tornando-se uma referência incontornável nesse campo. Em 2013, o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) definiu o "baixinho advogado católico de terno verde, conhecido por percorrer os corredores do Congresso Nacional realizando lobby contra o direito das mulheres ao aborto, Paulo Fernando" como "a face sinistra da ofensiva contra o direito ao aborto".

Também foi duro combatente dos jogos de azar no Brasil, sendo membro do Movimento Brasil sem Azar. Dedicou-se à ressocialização de presos e ao combate às drogas.

A partir do final da década de 2010, passou a colaborar ativamente na Ação Social do Planalto, instituição beneficente brasiliense fundada em 1963 por Carmela Patti Salgado.

Falecimento Descrito pelos amigos como "um católico fervoroso e dedicado à família e aos que mais precisam", faleceu a 14 de março de 2026 em Brasília aos 58 anos, após passar mal de madrugada, deixando sua esposa e quatro filhos. Sua última publicação, registrada no Instagram, recomendava o filme "O Guardião: Sob a Proteção de São José", alegando que é "mais do que um filme, é uma oportunidade de refletirmos sobre o papel fundamental e a proteção do pai nutrício de Jesus em nossas vidas", pedindo meditações sobre o tema.

Seu falecimento levou a homenagens póstumas por dezenas de figuras públicas, como Damares Alves, Ives Gandra Martins, Padre Kelmon, Hugo Motta, Magno Malta, Marcel van Hattem, Luiz Philippe de Orléans e Bragança, General Girão, Rodrigo Rollemberg, Osmar Terra, Gustavo Gayer, Bia Kicis e Ibaneis Rocha.

Obras publicadas Direito Constitucional para concursos (1991) Regimento interno da Câmara dos Deputados comentado (1996) Curso de Processo Legislativo na CNC da Confederação Nacional do Comércio (2002) Missionários em defesa da Vida (2003) Homenagens Título de Cidadão de Piripiri Título de Cidadão Piauiense Ordem do Mérito do Livro Ordem do Mérito Princesa Isabel Ligações externas

Paulo Fernando Melo da Costa, in memoriam

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