Alfonso de la Cueva-Benavides e Mendoza-Carrillo (Bedmar, 25 de julho de 1574 - Málaga, 10 de agosto de 1655) foi um cardeal do século XVII.
Biografia Nasceu em Bedmar em 25 de julho de 1574. Filho de Luis de Cueva Benavides, senhor de Bedmar, e Elvira de Mendoza-Carrillo y Cárdenas. Seu primeiro nome também está listado como Alonso; e seu sobrenome apenas como Cueva Benavides. Outro cardeal da família foi Bartolomé de la Cueva y Toledo (1544).
Seguiu ainda jovem a carreira militar ao lado do pai, capitão-general das Canárias; desde 1590, ocupou o lugar do pai em suas ausências; nomeado capitão de arcabuceros, 1591; com a morte de seu pai em 1599, tornou-se señor de sua casa e título e comandante de uma companhia de cavalaria. Embaixador espanhol em Veneza por oito anos, desde 23 de dezembro de 1606. O rei Felipe III de Espanha concedeu-lhe o hábito da Ordem de Alcántara em 16 de abril de 1610 e nomeou-o marquês de Bedmar, em 1614. Supostamente, o embaixador teria se envolvido em uma conspiração contra a República, com a cumplicidade do Duque de Osuna, vice-rei de Nápoles, e de Pedro de Toledo, governador de Milão. Mesmo que não se tratasse de uma conspiração propriamente dita, talvez Bedmar tenha facilitado ofertas duvidosas de mercenários. Contudo, a Espanha o demitiu, sob o pretexto de uma promoção.
Encarregado pelo rei de Espanha de devolver ao duque de Sabóia os territórios conquistados pelas forças espanholas no Piemonte, em 1618. Mais tarde, embaixador extraordinário e conselheiro da Infanta-gobernadora Isabel Clara Eugenia e a Junta de Guerra na Flandres. Protonotário apostólico. Renunciou ao seu título quando foi promovido ao cardinalato.
Criado cardeal-diácono no consistório de 5 de setembro de 1622. Não participou do conclave de 1623, que elegeu o Papa Urbano VIII. Recebeu o barrete vermelho e o título de S. Martino ai Monti em 18 de julho de 1633. Camerlengo do Sagrado Colégio dos Cardeais, de 8 de janeiro de 1635 a 7 de janeiro de 1636. Optou pela ordem dos cardeais-presbíteros e pelo título de S. Balbina em 9 de julho de 1635. Participou do conclave de 1644, que elegeu o Papa Inocêncio X.
Passou para a ordem dos cardeais-bispos e a sede suburbicária de Palestrina em 17 de outubro de 1644. Consagrado, domingo, 23 de outubro de 1644, na igreja dos Carmelitas Descalços, Roma, pelo cardeal Gil Albornoz, arcebispo de Taranto, auxiliado por Alfonso Gonzaga, arcebispo titular de Colossos, e por Juan Pastor, O. de M., bispo de Crotone. Nomeado bispo de Málaga, mantendo a diocese de Palestrina, em 27 de julho de 1648; não tomou posse da diocese até 1651. Não participou do conclave de 1655, que elegeu o papa Alexandre VII.
Morreu em Málaga em 10 de agosto de 1655 e enterrado em sua catedral. A notícia de sua morte chegou a Roma em 28 de agosto de 1655.
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