miniaturadaimagem A Aliança Internacional de Memória do Holocausto, mais conhecida pela sigla IHRA (do inglês International Holocaust Remembrance Alliance)Até janeiro de 2013, era chamada Força-Tarefa para Cooperação Internacional em Educação, Memória e Pesquisa do Holocausto (ITF). Ver é uma organização intergovernamental fundada em 1998 que une governos e especialistas para fortalecer, avançar e promover a educação, pesquisa e lembrança do Holocausto em todo o mundo e defender os compromissos da Declaração do Fórum Internacional de Estocolmo sobre o Holocausto. A IHRA tem 34 países membros,Portugal Becomes 34th International Holocaust Remembrance Alliance Member um país de ligação e sete países observadores.

A organização foi fundada pelo então primeiro-ministro sueco Göran Persson em 1998. De 26 a 28 de janeiro de 2000, foi realizado o Fórum Internacional de Estocolmo sobre o Holocausto, reunindo líderes políticos e autoridades de mais de quarenta países para se encontrarem com líderes cívicos e religiosos, sobreviventes, educadores e historiadores. O ganhador do Prêmio Nobel Elie Wiesel atuou como presidente honorário do Fórum, e o professor Yehuda Bauer foi o conselheiro acadêmico sênior do evento.

A IHRA busca influenciar a formulação de políticas públicas sobre questões relacionadas ao Holocausto e desenvolve pesquisas sobre seus aspectos menos conhecidos. A entidade adotou sua definição prática de antissemitismo em 2016 e desde então atua para promovê-la internacionalmente. Em 1º de junho de 2017, o Parlamento Europeu aprovou uma resoluçãoPROPOSTA DE RESOLUÇÃO sobre o combate ao antissemitismo, europarl.europa.eu 29 de maio de 2017. conclamando os Estados-Membros da União Europeia e suas instituições a adotarem e aplicarem a definição operacional de antissemitismo proposta pela IHRA, que apoia a controversa equiparação entre antissemitismo e antissionismo ou críticas a Israel.A definição prática de antissemitismo da IHRA. The International Holocaust Remembrance Alliance (IHRA).

Definição operacional de antissemitismo Em 2016, a IHRA publicou uma “definição operacional não juridicamente vinculativa” do que constitui antissemitismo, cujo texto é o seguinte:

A definição da IHRA fornece alguns exemplos concretos de antissemitismo contemporâneo, que também inclui alguns julgamentos sobre a conduta do Estado de Israel: por exemplo, fazer comparações entre as políticas israelenses contemporâneas e as dos nazistas é definido como antissemita.

Esta definição foi adotada pela IHRA em 16 de maio de 2016 e posteriormente adotada por organismos supranacionais como a Comissão Europeia, e por países como "Áustria, Bulgária, Canadá, França, Alemanha, Israel, Lituânia, Macedônia do Norte, Reino Unido, Romênia e Estados Unidos". Em 2020, a Itália também adotou a definição: o Conselho de Ministros da República Italiana nomeou a professora Milena Santerini como Coordinatrice nazionale per la lotta contro l'antisemitismo ("Coordenadora Nacional para o Combate ao Antissemitismo"), com o objetivo de "afirmar com ainda mais veemência a necessidade de combater todas as formas de discriminação". A definição de antissemitismo da IHRA adotada na Itália é a seguinte:

A IHRA tem sido criticada porque essa definição confunde a crítica às políticas de Israel ou ao sionismo com antissemitismo.

Brasil e IHRA O Brasil, que participava como membro observador desde 2021 (governo Bolsonaro), deixou a IHRA em 2025. A informação foi divulgada em 24 de julho de 2025 pelo Ministério do Exterior de Israel, um dia depois que o Brasil anunciou que iria aderir formalmente ao processo movido pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça, sob a acusação de genocídio. Diplomatas brasileiros ouvidos pela Folha de S. Paulo, disseram que a retirada havia ocorrido porque a adesão feita durante o governo de Jair Bolsonaro, havia sido feita de forma "inadequada".

O Ministério do Exterior de Israel classificou a saída do Brasil como "profunda falha moral" e que "voltar-se contra o Estado judeu e abandonar o consenso global contra o antissemitismo é imprudente e vergonhoso". A decisão brasileira também foi classificada como um "equívoco" pela Organização dos Estados Americanos.

Países membros +Países membros da IHRA em 18 de novembro de 2022 País membro Ano de ingresso 2002IHRA welcomes Australia as 33rd Member Country 2019 2001 2005 2018 2009 2005 2002 2004 2007 2010 1999 1998 2005 2002 2011 1998 1999 2004 2002 2003 1999 2021 2003 1999Portugal Becomes 34th International Holocaust Remembrance Alliance Member 2019 2004 2011 2005 2011 2008 1998 2004 1998 1998

Países observadores e de ligação Os países que se candidatam a membros da IHRA são inicialmente aceitos como observadores, sujeitos à aprovação do plenário, e participam como tal dos grupos de trabalho e do Plenário. +Países observadores e de ligação Status Observador Bósnia e Herzegovina Observador Observador Observador Observador Mônaco Observador Observador Observador Observador

O Brasil aderiu à organização como membro observador em 2021, durante o governo Bolsonaro, mas retirou-se em 2025, durante o terceiro governo Lula e em meio ao agravamento do conflito israelo-palestino de 2023.

Ver também Definição de antissemitismo da IHRA

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