() é um hino cristão composto em 1897 por Enoch Sontonga, um clérigo xhosa em uma escola missionária metodista perto de Joanesburgo.

A canção tornou-se um hino de libertação pan-africano, e versões dela foram posteriormente adotadas como hinos nacionais de cinco países africanos: Namíbia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue após a independência, e África do Sul após o fim do apartheid. Tanzânia e Zimbábue fizeram uso de traduções da letra, enquanto os demais utilizaram a versão original na língua xhosa. Tanzânia e Zâmbia ainda utilizam a melodia, assim como a África do Sul, que a tornou parte de uma composição híbrida.

Em 1994, Nelson Mandela decretou que seria adotado como hino nacional conjunto da África do Sul; uma versão revisada, incluindo elementos de Die Stem (o então co-hino herdado do governo do apartheid), foi adotada em 1997. Este novo hino nacional sul-africano é às vezes chamado de , embora não seja seu nome oficial.

O hino também é frequentemente considerado o hino "nacional" não oficial da África. Segundo o antropólogo David Coplan: "'' passou a simbolizar, mais do que qualquer outra forma de expressão cultural, a luta pela unidade e libertação africana na África do Sul."

História

miniaturadaimagem|Enoch Sontonga, compositor de |250px

start=314|end=419|miniaturadaimagem|220x220px| , então hino nacional da África do Sul, tocado por uma banda militar dos EUA em 1994 por ocasião da visita oficial do presidente sul-africano Nelson Mandela a Washington, DC. foi composto em 1897 por Enoch Mankayi Sontonga, um professor de uma escola missionária metodista perto de Joanesburgo. Consistia em uma única estrofe em xhosa e foi concebida para ser cantada como um hino. Escrita em si bemol maior, tinha uma harmonia a quatro vozes sustentando uma melodia repetitiva característica tanto da composição de hinos ocidentais quanto das melodias indígenas sul-africanas. Foi cantada publicamente pela primeira vez na ordenação de John Hlengani Mboweni como pastor em 1899. Em 1927, sete estrofes adicionais em xhosa foram acrescentadas pelo poeta Samuel Mqhayi.

O hino foi adotado pelo coro da escola secundária Ohlange, cujo cofundador foi o primeiro presidente do Congresso Nacional Nativo Sul-Africano. Foi cantado para encerrar a reunião do Congresso em 1912 e, em 1925, tornou-se o hino oficial de encerramento da organização, agora conhecida como Congresso Nacional Africano (CNA).

foi publicado pela primeira vez em 1927. A canção foi o hino oficial do Congresso Nacional Africano durante a era do apartheid, e foi um símbolo do movimento antiapartheid. Por décadas, durante o regime do apartheid, foi considerada por muitos como o hino nacional não oficial da África do Sul, representando o sofrimento das massas oprimidas. Devido à sua ligação com o CNA, a canção foi proibida pelo regime nesta época.

Uso atual África do Sul

Em 1994, após o fim do apartheid, o novo presidente da África do Sul, Nelson Mandela, declarou que ambos e o hino nacional anterior, Die Stem van Suid-Afrika, seriam hinos nacionais. Enquanto a inclusão de celebrava a recém conquistada liberdade da maioria dos sul-africanos, a manutenção de Die Stem mesmo após o fim do apartheid representava o desejo do novo governo liderado por Mandela de respeitar todas as raças e culturas em uma nova era inclusiva que surgia na África do Sul. Durante esse período, era costume tocar "Die Stem" juntamente com em ocasiões que exigiam a execução de um hino nacional.

Em 1996, uma versão reduzida e combinada das duas composições foi lançada como o novo hino nacional da África do Sul, de acordo com a constituição sul-africana, e foi adotada no ano seguinte. Esta versão utiliza cinco dos onze idiomas oficiais da África do Sul. Os dois primeiros versos da primeira estrofe são cantados em xhosa e os dois últimos em zulu. A segunda estrofe é cantada em sesotho. A terceira estrofe consiste em um trecho integral de Die Stem van Suid-Afrika, e é cantada em africâner. A quarta e última estrofe, cantada em inglês, é uma versão modificada dos versos finais de Die Stem.

Segundo o musicologista britânico Nicholas Cook:

Tanzânia

Mungu ibariki Afrika, uma tradução em suaíli de com letras parcialmente modificadas, tem sido usada como hino nacional da Tanzânia desde 1961. Isso o torna o primeiro hino nacional a ser baseado na melodia.

A tradução foi escrita para substituir o hino nacional britânico, God Save the Queen, e foi oficialmente executada pela primeira vez em 8 de dezembro de 1961, durante uma celebração da independência de Tanganica do Império Britânico. 75.000 pessoas reuniram-se no recém-construído estádio nacional em Dar es Salaam na noite da independência, incluindo o primeiro-ministro Julius Nyerere, o governador-geral Sir Richard Turnbull, e o príncipe Philip.

A canção continuou a ser usada como hino nacional após Tanganica se fundir com Zanzibar em 1964, para formar a Tanzânia.

Zâmbia foi o hino nacional da Zâmbia desde a independência, em 1964, até 1973, quando a melodia foi mantida, mas a letra foi substituída por Stand and Sing of Zambia, Proud and Free.

Antigamente

Zimbábue Ishe Komborera Africa foi a versão zimbabuense de , cantada nas línguas Shona e Ndebele. Foi seu primeiro hino nacional, adotado após a independência em 1980. Em 1994, foi substituído por Kalibusiswe Ilizwe leZimbabwe.

Namíbia foi usado como hino nacional da Namíbia na independência do país, em março de 1990, mas foi substituído em 1991 por Namibia, Land of the Brave.

Outros países e organizações Em outros países africanos da África Austral, a canção foi cantada por diversos movimentos independentistas e outros. Fora da África, a canção é talvez mais conhecida como o hino de longa data do Congresso Nacional Africano, como resultado do movimento global antiapartheid das décadas de 1970 e 1980, quando era cantada regularmente em reuniões e outros eventos.

Na Finlândia, a mesma melodia é usada no salmo infantil (). O hino apareceu no Virsikirja, o hinário da Igreja Evangélica Luterana da Finlândia, com letra de Jaakko Löytty.

Em 1986, no álbum Meu Lado, o cantor brasileiro Djavan fez uma homenagem à África ao cantar , intitulada como "Hino do Congresso Nacional Africano".

Notas

Ligações externas

Letra de no site do Congresso Nacional Africano Thomasmesse Iserlohn (#18: , mp3 cantado por um coro de igreja alemão) História de BBC Rhythms of the Continent: no estilo kwaito

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